POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate proposta sobre integração de dados no sistema público de saúde

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza, na terça-feira (26), audiência pública para discutir proposta de integração de dados no sistema público de saúde (Projeto de Lei 5875/13).

O debate atende a pedido da relatora do projeto, deputada Adriana Ventura (Novo-SP), e está marcado para as 10 horas, no plenário 7.

O PL 5875/13 trata da criação do cartão do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo da tramitação, foram apensadas a ele outras 32 propostas, que abrangem temas relacionados à saúde digital, como o Cartão Nacional de Saúde, o prontuário eletrônico, as carteiras digitais, o uso do CPF como chave de identificação em saúde, o acesso a prontuários, os direitos dos pacientes e a segurança das informações em saúde.

Adriana Ventura destaca que a discussão evoluiu de um modelo centrado no cartão físico para a consolidação, em lei, da infraestrutura nacional de dados em saúde. Segundo ela, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Cadastro Nacional de Pessoas para a Saúde (CadSUS) e as plataformas digitais passaram a estruturar o ecossistema de informação em saúde, integrando serviços públicos e privados com regras de acesso, segurança e privacidade.

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A deputada acrescenta que o tema já foi discutido anteriormente pela comissão com representantes de diferentes setores, o que contribuiu para o amadurecimento de consensos sobre os direitos do cidadão, a equidade federativa, a governança participativa e a interoperabilidade em saúde.

“Esta audiência pública terá caráter de instrução final do colegiado e produzirá encaminhamentos objetivos, registrados e imediatamente incorporáveis ao aprimoramento do texto, de modo que a matéria não permaneça em debates sucessivos sem consequência prática”, afirma.

“Com a consolidação dos pontos de convergência e a identificação clara dos ajustes residuais, a comissão ficará em condições de deliberar e avançará para a votação da matéria”, diz a deputada.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto que cria Política de Proteção ao Produtor Rural gera divergência

Representantes de vários setores econômicos divergiram, nesta terça-feira (30), sobre o Projeto de Lei 4588/21, que cria a Política Nacional de Proteção ao Produtor Rural. A proposta já passou pela Comissão de Agricultura e agora está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que promoveu uma audiência pública para debater o tema.

O consultor jurídico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Kaufmann, apoia a proposta. Segundo ele, o texto corrige falhas da lei atual.

“O projeto trata dos interesses econômicos e jurídicos do produtor rural. Nos aspectos contratuais, garante o direito à informação clara, o acesso facilitado ao crédito e melhorias no seguro rural”, afirmou Kaufmann.

A Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja) também elogiou a proposta. A entidade destaca como ponto positivo a atualização das faixas de faturamento para enquadrar os produtores em políticas públicas.

O projeto também recebeu o apoio de Marcelo Lara, diretor de agronegócio da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (PA).

“A proposta traz mais equilíbrio para a negociação. Deixamos de ser reféns das grandes empresas exportadoras (tradings). O texto protege quem produz e garante o direito de buscar a Justiça”, defendeu Lara.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Política Nacional de Proteção ao Produtor Rural (PL nº 4.588, de 2021). Participante, André Nassar.
André Nassar teme impactos da proposta no endividamento do setor

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Riscos de crédito
As principais críticas ao projeto vieram da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa os exportadores de grãos. O presidente da entidade, André Nassar, alertou para o endividamento alto do setor. Ele teme os impactos da proposta.

“Esse projeto vai aumentar a incerteza para os compradores e criar um receio enorme de investir, justamente quando o produtor mais precisa de parceiros. Podemos enfraquecer contratos e a Cédula de Produto Rural (CPR)”, explicou Nassar.

A Abiove apresentou 11 pontos de preocupação sobre o projeto, tais como:

  • problemas no Orçamento federal;
  • interferência na autonomia da Justiça e do Ministério Público;
  • imposições às Defensorias Públicas;
  • fiscalização e punições arbitrárias.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou um estudo que relaciona o volume de crédito e a inadimplência ao aumento de pedidos de recuperação judicial no campo.

O diretor de produtos da Febraban, Rafael Baldi, fez um alerta sobre o risco de crédito.

“O projeto deve aumentar o risco para os bancos, o que vai encarecer os financiamentos e restringir o acesso aos recursos, devido às fragilidades criadas para os credores”, alertou Baldi.

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Para o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Renato Buranello, as leis atuais já são suficientes para proteger quem trabalha no campo.

“Precisamos mesmo de um Código de Defesa do Produtor? Ou será que podemos aproveitar o amplo conjunto de normas que já existe?”, questionou Buranello.

Próximos passos
O relator do projeto na comissão, deputado Henderson Pinto (União-PA), explicou como pretende equilibrar as diferentes opiniões para aprimorar a proposta.

“As sugestões vão ajudar a melhorar o texto para aprovar o que for melhor para todos. Mas o foco principal continua sendo proteger o produtor, para que ele não arque sozinho com os prejuízos causados por problemas no campo, como o clima”, afirmou o relator.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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