POLÍTICA NACIONAL
Comissão debate plano de trabalho sobre consignado para setor privado na quarta
A comissão mista responsável por analisar a medida provisória que regula o empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado se reúne na quarta-feira (21), às 15h, para debater o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE).
A MP 1.292/2025 modifica a Lei do Consignado, que regulamenta o desconto de prestações em folha de pagamento e permite a operacionalização de crédito consignado por meio de sistemas ou plataformas digitais. A medida cria uma nova linha de crédito para trabalhadores com carteira assinada no setor privado, com possibilidade de utilização de até 10% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como aval da operação.
Instalada no dia 7 de maio, a comissão mista é presidida pelo deputado Fernando Monteiro (Republicanos-PE). O deputado Giacobo (PL-PR) atua como relator-revisor. Ainda não houve definição sobre o nome que ocupará a Vice-Presidência do colegiado. A comissão é composta por 26 parlamentares titulares e 27 suplentes, entre senadores e deputados de diferentes partidos e blocos parlamentares.
Na última reunião, o relator justificou o intervalo entre a instalação da comissão e a apresentação do plano por sua participação na comitiva presidencial que visitou a China na semana passada.
A MP 1.292/2025 foi editada em 12 de março e tem vigência imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. O prazo foi prorrogado, e a medida segue em vigor até 9 de julho. O texto ainda passará por votações na comissão mista, na Câmara dos Deputados e no Senado.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
MP pede multa a Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão por propaganda no dia da eleição
Representação aponta banner de grandes dimensões instalado em passarela sobre a EPNB; multa prevista na Lei das Eleições pode chegar a R$ 15 mil
O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou, no domingo (4/10), uma representação por propaganda eleitoral irregular contra as senadoras eleitas Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), além da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP).
A denúncia foi apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) após o Ministério Público receber uma comunicação, por meio do sistema Pardal, sobre a instalação de um banner de grandes dimensões com propaganda eleitoral em uma passarela sobre a EPNB (Estrada Parque Núcleo Bandeirante).
Segundo o MPE, a estrutura apresentava imagens das candidatas e estava localizada em um ponto de grande circulação de pessoas.
MP aponta conhecimento das candidatas
Na representação, o Ministério Público Eleitoral argumenta que, pelas características da propaganda, especialmente pela ostensividade e pelo custo da estrutura, além da localização em uma área movimentada de Brasília, seria difícil que as beneficiárias não tivessem conhecimento da instalação.
O órgão afirma que a propaganda teria sido realizada em desacordo com as regras eleitorais e pede que a Justiça Eleitoral reconheça a irregularidade.
Multa pode chegar a R$ 15 mil
O MP pediu ao TRE-DF a aplicação da multa prevista na Lei das Eleições. Conforme a representação, a penalidade pode chegar a R$ 15 mil.
A medida ainda será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar as circunstâncias da propaganda e eventual responsabilidade das candidatas.
Processo foi redistribuído
Na terça-feira (6/10), a juíza eleitoral auxiliar Gilda Sigmaringa Seixas determinou a redistribuição do processo.
A representação segue em tramitação na Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
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