POLÍTICA NACIONAL
Comissão de Saúde debate desafios do acesso à quimioterapia no SUS
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoverá, na próxima segunda-feira (14), audiência pública para discutir os desafios do acesso à quimioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).
O debate, solicitado pela deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), será realizado no plenário 7, a partir das 14 horas.
A audiência será interativa; confira a lista de convidados e mande suas perguntas
Geovania de Sá afirma que, apesar de existirem leis que preveem o início do tratamento de câncer em até 60 dias, a fila para a quimioterapia pode chegar a 150 dias. Essa demora afeta diretamente as chances de cura dos pacientes e mostra problemas na atenção à saúde.
“A situação da oncologia no SUS é trágica, refletindo desigualdades e falhas estruturais em nosso sistema de saúde da atenção básica e especializada e para o paciente, a continuidade da vida”, afirma a deputada.
Principais leis
Diversas leis buscam dar respostas à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento ao câncer no País. Dentre elas, destacam-se:
- Lei 12.732/12, que dispõe sobre o primeiro tratamento de paciente com câncer e estabelece um prazo de 60 dias para seu início;
- Lei 14.238/21, que institui o Estatuto da Pessoa com Câncer;
- Lei 14.758/23, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS e Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Projeto determina manutenção e cercamento de imóveis urbanos abandonados
O Projeto de Lei 231/26 obriga os donos de imóveis urbanos abandonados, não edificados, subutilizados ou com obras paradas a manter o local limpo, cercado e sem risco à população. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.
Pela proposta, o proprietário deverá retirar lixo e entulho, controlar a vegetação e instalar cercas, tapumes ou muros. Ele também deverá garantir que o imóvel não ofereça risco à integridade das pessoas e do meio ambiente.
“Esta proposta enfrenta um problema recorrente nas cidades: os imóveis abandonados ou não utilizados e as obras paralisadas que representam riscos à segurança, à saúde e à ordem urbanística”, afirmou o deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), autor da proposta.
Sanções
O projeto prevê sanções administrativas para quem descumprir as regras. Entre elas estão advertência, multa progressiva, limpeza do local com cobrança posterior ao proprietário e inscrição do débito em dívida ativa, quando couber.
Serão agravantes a reincidência, o uso do imóvel para atividades ilícitas e o risco comprovado à saúde pública ou à segurança da comunidade local.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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