POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova troca de sirene escolar por música suave para proteger alunos com autismo

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2331/25, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que obriga as escolas públicas e privadas de todo o país a substituírem as sirenes utilizadas para marcar horários (entrada, intervalos e saída) por músicas suaves. A medida busca garantir a inclusão e o bem-estar de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA).

A proposta define música suave como aquela que:

  • possui volume moderado;
  • é livre de ruídos bruscos ou alarmantes; e
  • seja escolhida pela equipe pedagógica e, preferencialmente, com consulta às famílias de alunos com TEA.

Caso a proposta vire lei, as escolas terão 180 dias para se adequarem à regra.

Inclusão
Os parlamentares da Comissão de Educação acolheram o parecer do relator, deputado Daniel Agrobom (PL-GO), pela aprovação do texto. “O projeto busca proporcionar uma experiência mais tranquila e acolhedora, permitindo que alunos com TEA possam se concentrar melhor em suas atividades e interagir de forma mais positiva com colegas e professores”, disse.

Baleia Rossi acrescentou que a substituição das sirenes escolares por músicas suaves é uma medida “simples, eficaz e inclusiva” que pode contribuir significativamente para a permanência e o desenvolvimento de estudantes com TEA.

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Rossi lembrou que o barulho tradicional da sirene escolar pode ser fonte de grande desconforto sensorial e de crises de ansiedade para essas crianças e adolescentes.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova criação do crime de ofensa discriminatória que cause trauma coletivo em minorias

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4083/25, que cria o crime de “ofensa discriminatória com efeitos sociais”. A proposta altera o Código Penal para punir atos de discriminação, ridicularização ou hostilidade que exponham grupos a humilhação pública e gerem traumas coletivos.

O relator, deputado Padre João (PT-MG), defendeu o texto destacando que a lei atual foca na ofensa individual, mas deixa uma lacuna quando comunidades inteiras são feridas. “Atos que antes ficavam restritos ao âmbito privado hoje alcançam milhões de pessoas em segundos, reforçando estigmas que corroem a paz social”, afirmou.

Redes Sociais e monetização
Pelo texto, de autoria do deputado João Daniel (PT-SE), a pena de 2 a 6 anos de reclusão pode ser aumentada em até dois terços se o autor for uma figura pública ou se utilizar a conduta para ganhar dinheiro através de monetização na internet. Para garantir a segurança jurídica, o projeto exige que o trauma coletivo seja comprovado por laudo técnico ou estudo social de órgãos competentes.

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Próximos passos
O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e depois será votado pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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