POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende impeachment do ministro Dias Toffoli, do STF

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (24), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) pediu o apoio dos senadores a um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

— Eu já assinei o pedido de impeachment dele e eu espero que os todos os senadores façam o mesmo. Se a gente quiser moralizar este país, precisamos moralizar a Justiça do Brasil — afirmou Cleitinho.

O parlamentar mencionou suspeitas envolvendo repasses financeiros à família do ministro e conclamou a população e os colegas senadores a pressionarem por respostas.

— A Polícia Federal mostrou, em conversas do Vorcaro [Daniel Vorcaro, dono do Banco Master], repassando para empresa ligada ao Toffoli esse valor aqui, gente: R$ 35 milhões. Esse ministro, trabalhando no STF, até agora conseguiu, com seu salário, R$ 8 milhões. Só com isso aqui foram R$ 35 milhões — apontou.

Enchentes em Minas

Cleitinho também reafirmou seu compromisso com a população de Minas Gerais afetada pelas recentes enchentes. Ele disse que vai apoiar ações de socorro e recuperação:

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— Estamos ao lado do povo mineiro, buscando soluções imediatas para minimizar os impactos dessas enchentes e garantir que as famílias recebam toda a assistência necessária — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proteção especial para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria mecanismos de proteção para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho que exercem ou de sua atuação no combate ao crime organizado.

As medidas poderão incluir escolta, veículos blindados, reforço da segurança em residências e locais de trabalho, preservação de dados pessoais e inclusão em programas federais de proteção já existentes.

Os pedidos serão analisados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deverá verificar a existência e a gravidade da ameaça. O órgão poderá atuar em parceria com os estados e o Distrito Federal para executar as medidas previstas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Sanderson (PL-RS), ao Projeto de Lei 4688/25, do deputado Delegado Bruno Lima (Pode-SP). A principal mudança foi a ampliação das categorias que poderão solicitar proteção.

Poderão pedir proteção:

  • policiais das diversas corporações — civis, militares, penais, federais e legislativas — e bombeiros militares;
  • magistrados, defensores públicos e membros do Ministério Público;
  • parlamentares ameaçados em razão do exercício do mandato;
  • oficiais de justiça;
  • peritos oficiais criminais;
  • guardas municipais;
  • agentes socioeducativos e de trânsito.
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No caso das categorias policiais e dos agentes de segurança, o direito vale também para aposentados, inativos e integrantes da reserva.

Ao defender a proposta, Sanderson afirmou que agentes públicos responsáveis pelo combate ao crime organizado frequentemente se tornam alvos de facções criminosas e outros grupos ilícitos. Segundo ele, as ameaças muitas vezes persistem mesmo após a aposentadoria.

“O Estado não pode permitir que agentes responsáveis pela aplicação da lei e pela defesa da ordem pública permaneçam vulneráveis a represálias criminosas em razão de sua atuação profissional”, afirmou o relator.

Lacuna na legislação
Atualmente, a legislação federal prevê programas de proteção para testemunhas, vítimas e defensores de direitos humanos ameaçados. No entanto, não existe uma política nacional específica voltada a agentes públicos que sofrem ameaças em razão da atividade profissional.

O projeto prevê que as medidas serão custeadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, observadas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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