POLÍTICA NACIONAL
CDH debate situação de animais domésticos abandonados, sua vacinação e castração
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) promove na segunda-feira (25) debate sobre o abandono de animais, sua castração e vacinação. A reunião terá início após o lançamento, às 8h30, do livro Análise da Seguridade Social 2024, da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.
O debate foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que defende a criação de um Estatuto dos Animais Domésticos. No requerimento em que solicita a audiência (REQ 69/2025 – CDH), ele ressalta que “nas periferias das nossas cidades, em todo o país, milhões de animais se encontram sem vacinação, sem castração e com doenças transmissíveis aos seres humanos. Eles se multiplicam de forma exponencial (…)”.
Paim afirma que há no país 62 milhões de cães e quase 31 milhões de gatos, e que cerca de 35% desses animais vivem nas ruas ou em abrigos. Ele também cita a estimativa de que o Brasil possui a terceira maior população de animais de estimação do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos.
“Durante a tragédia climática no Rio Grande do Sul, em 2024, vimos a desorganização total por parte do poder público no tocante à causa animal. Ninguém era responsável pelos animais, desde o resgate, o acolhimento e a alimentação (…) O Estado brasileiro, em especial os estados e os municípios, não assumem responsabilidade sobre eles”, diz o senador.
Ao defender a sugestão legislativa — apresentada pela sociedade — de criação de um Estatuto dos Animais Doméstico, o senador argumenta que “a causa animal é uma questão de humanidade e de saúde pública”.
Entre os convidados para o debate está o advogado Rogério Ramme, que foi o revisor dessa sugestão legislativa. Também foram convidados representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Conselho Federal de Medicina Veterinária, da Sociedade Amigo dos Animais (Soama), do Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad), da Arcanimal e do Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo, entre outros.
Como participarO evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.
Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.
Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.
O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.
Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.
“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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