POLÍTICA NACIONAL

Castellar Neto defende valorização dos professores

O senador Castellar Neto (PP-MG), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (15), destacou as comemorações do Dia do Professor. Ele ressaltou a importância dos professores para o desenvolvimento da educação no país e mencionou o histórico da data — o Dia do Professor foi criado em âmbito nacional em 1963, e remete a um decreto de Dom Pedro I em 1827, que instituía o ensino elementar no Brasil.

Castellar Neto salientou que, apesar da evolução do sistema educacional ao longo dos anos, a valorização dos professores ainda é um grande desafio. Ele citou uma pesquisa do Instituto Península em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aponta os professores como responsáveis por grande parte do desempenho dos alunos.

— Para além da escolaridade, da estrutura familiar, da estrutura física das escolas, o professor é diretamente responsável por quase 60% do aprendizado dos alunos no ensino fundamental e 36% do aprendizado no ensino médio. Para evoluirmos na formação do brasileiro, não há outro caminho que não a valorização dos nossos professores, e não falo aqui apenas da formação inicial, mas, sobretudo, na formação continuada — disse.

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O parlamentar alertou para o risco de déficit de professores no Brasil. Ele citou estudo do Semesp (entidade ligada ao Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior), que aponta para a possibilidade de um déficit de 235 mil professores na educação básica em 2040. O senador enfatizou que os fatores que podem contribuir para esse déficit são o envelhecimento da classe docente e o desinteresse pela profissão.

— É um risco sem tamanho para toda a sociedade brasileira. Por isso, diariamente, nós temos de pensar em políticas públicas que incentivem o corpo docente e que lapidem, de forma consistente e permanente, a sua formação. Para formarmos bem os nossos alunos, nós temos de bem formar os nossos professores.

Castellar Neto também pediu apoio para a aprovação de um projeto de lei de sua autoria, o PL 3.347/2024, que propõe a concessão de meia-entrada a professores em espetáculos artísticos, culturais e esportivos. Ele argumentou que “a medida busca facilitar o acesso dos docentes a eventos culturais, o que contribui para a formação contínua desses profissionais”.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+

Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.

Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.

Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.

Declaração opcional

A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.

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A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.

Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

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Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

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No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

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O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.

Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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