POLÍTICA NACIONAL

Câmara finaliza modernização de alguns espaços e retoma atividades

A Câmara dos Deputados finalizou a modernização do corredor das comissões, no anexo 2, realizada nas duas últimas semanas de julho – período em que houve redução das atividades da Casa. As comissões voltaram a funcionar normalmente e retomam as votações e audiências públicas nesta terça-feira (5).

Também foram concluídas outras intervenções, como a troca de carpete que reveste o túnel entre o anexo 4 (gabinetes) e o anexo 2 (comissões) e a troca de carpete do 10º andar do anexo 4, que dispõe de um espaço para exposições e restaurante.

Nesta segunda-feira (4), o presidente da Câmara, Hugo Motta, visitou os locais em companhia do diretor-geral da Casa, Celso de Barros.

Agência Câmara
Hugo Motta conhece local de futuro estúdio (esq.); carpete trocado no 10 andar do anexo 4 (dir.)
Hugo Motta conhece local de futuro estúdio (esq.); carpete trocado no 10º andar do anexo 4 (dir.)

Detalhamento

O Departamento Técnico (Detec) deu as seguintes informações a respeito dos trabalhos:

  • Corredor das comissões: a modernização do corredor do anexo 2 está concluída, com a troca da iluminação e do piso, que foi substituído por granito preto. Além disso, a colocação de painéis de madeira nas paredes, seguindo o padrão dos corredores do anexo 3, prevista para o segundo semestre, também está finalizada.
  • Troca de carpetes: foi realizada a troca do carpete do túnel de ligação entre os anexos 2 e 4 (túnel das esteiras). Adicionalmente, a troca do carpete do piso do 10° andar do anexo 4, que seria feita posteriormente, já está concluída. A substituição do carpete do auditório Nereu Ramos está prevista para o próximo recesso, uma vez que o espaço precisa estar completamente vazio para o trabalho.
  • Estúdio multiuso de Rádio, TV e Redes Sociais: a conclusão da instalação do estúdio de videocast no Espaço Mário Covas (hall do anexo 2), a ser utilizado por deputadas e deputados para gravações e transmissões ao vivo da atividade parlamentar, está prevista para setembro.
  • Infraestrutura de áudio e vídeo: a modernização dos equipamentos dos auditórios Nereu Ramos e Freitas Nobre, bem como os do plenário 11 das comissões, está finalizada. Além disso, foram executadas ações de manutenção no Plenário Ulysses Guimarães e em alguns plenários de comissão. Com relação ao auditório da TV Câmara, há previsão para conclusão nos próximos dias.
  • Reforma dos gabinetes parlamentares: dos 85 gabinetes do anexo 3, 59 já foram reformados, 14 serão concluídos em outubro e os 12 restantes serão entregues até março de 2026.
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Câmara 360 graus
De acordo com o diretor do Departamento Técnico da Câmara (Detec), Ismael Guimarães, todas essas intervenções fazem parte de pacote corporativo chamado Câmara 360 graus, de gestão estratégica, com ações voltadas para obras de engenharia, segurança do edifício, iniciativas de tecnologia da informação (TI), entre outras.

“Temos um espaço tombado, todo um simbolismo histórico, e os edifícios estão envelhecendo, mas podemos manter e atualizar esses espaços. Precisamos trazer as instalações para o nosso século e para nossa realidade e dar um melhor uso para esses espaços”, afirmou Guimarães.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Vai à CE projeto que obriga Estado a agir para evitar evasão por gravidez precoce

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (24) projeto de lei que cria medidas para prevenir a evasão escolar motivada por maternidade ou paternidade precoce.

A iniciativa inclui, entre as obrigações do Estado, a garantia de condições de acesso e permanência na educação regular para jovens e adultos que são pais ou mães. Apresentado pela então senadora Augusta Brito (PT-CE), o PL 3.748/2023 recebeu parecer favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) e segue para análise final da Comissão de Educação (CE).

O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9.394, de 1996), incluindo entre as obrigações do Estado a garantia de condições de acesso e permanência na educação regular para pais ou mães jovens e também para aqueles que, embora não sejam pais ou mães biológicos, assumem responsabilidades de cuidado de crianças por razões familiares ou sociais.

O texto estabelece como dever da escola promover ações integradas com os conselhos de direitos das crianças e adolescentes para prevenção e enfrentamento da evasão escolar provocada pela gravidez, maternidade ou paternidade precoces. Como dever da universidade, está o desenvolvimento de condições para o acolhimento de filhos de mães e pais estudantes.

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A proposta também altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069, de 1990), acrescentando como obrigação das escolas oferecer condições adequadas ao aleitamento materno. Já o poder público deve oferecer condições para que mães e pais adolescentes possam frequentar as escolas, bem como desenvolver programas voltados ao enfrentamento da evasão escolar dirigidos para crianças e adolescentes que tenham abandonado a escola em razão da gravidez, maternidade ou paternidade precoces.

Para Ivete da Silveira, o projeto faz uma leitura adequada da realidade social brasileira. Ela aponta que a gravidez precoce leva ao abandono da escola justamente aquelas crianças e adolescentes que se responsabilizam pelos filhos.

— São justamente os mais responsáveis que pagam pelos menos responsáveis. Assim, a proposição busca receber, na escola, aquelas crianças e adolescentes que não devem ser punidas por mostrarem amor e responsabilidade para com os pequenos.

Conselho tutelar

Ao Conselho Tutelar é acrescida a atribuição de elaborar, junto com a escola, plano individual de atendimento a adolescentes em situação de gravidez, maternidade ou paternidade precoces, a fim de prevenir o abandono escolar.

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O texto prevê ainda oferta, pelo poder público, de ações, serviços e programas de atendimento a crianças e adolescentes que lidem com gravidez, maternidade ou paternidade precoces, voltados à prevenção do abandono escolar e à busca ativa daqueles que tenham abandonado a escola.

Na justificativa do projeto, Augusta Brito explica que a gravidez precoce agrava situações de pobreza, compromete a saúde da mãe, provoca a interrupção dos estudos e dificulta a inserção dos jovens no mercado de trabalho. 

Ela cita dados do Unicef que apontam que o Brasil é o quarto país da América do Sul com o maior número de adolescentes grávidas; e da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), segundo os quais, em 2016, 35% das jovens fora da escola com idade entre 15 e 17 anos já eram mães.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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