POLÍTICA NACIONAL

Avança projeto que cria selo para obras sociais de engenharia e construção civil

O projeto de lei que cria o Selo de Engenharia ou Arquitetura Solidária, a ser concedido a empresas e profissionais de engenharia, arquitetura e construção civil que desenvolvam iniciativas voltadas a comunidades carentes, avançou em sua tramitação no Senado: o projeto foi aprovado nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). 

Esse projeto (PL 4.553/2023) teve origem na Câmara dos Deputados. Seu autor é o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE).

O relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais foi o senador Paulo Paim (PT-RS). Ele elogiou a proposta e explicou que o texto tem como objetivo reconhecer e incentivar ações técnicas voltadas a famílias de baixa renda, preferencialmente integrantes do Programa Minha Casa, Minha Vida ou em programa habitacional equivalente.

Segundo Paim, o projeto é uma forma de estimular a construção civil e contribuir para solucionar o déficit habitacional do Brasil. 

— Se são milhões e milhões as brasileiras e os brasileiros sem moradia adequada, é evidente que o Congresso Nacional deve fazer de tudo para otimizar e facilitar a construção e o acesso a moradias para nosso povo — declarou o senador. 

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De acordo com a proposta, o selo será concedido em três categorias — iniciante, intermediário e avançado —, conforme o porte dos projetos e o número de beneficiários. Para receber a certificação, os interessados devem ter executado projetos habitacionais ou de saneamento com foco em famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além de adotar práticas sustentáveis e promover equidade na gestão de pessoas envolvidas nas obras. 

Entre os tipos de projetos contemplados estão construções estruturantes, reformas, ampliações, melhorias, adaptações de acessibilidade e instalações temporárias. A proposta prevê que o poder público poderá oferecer incentivos como isenção de taxas, cessão de terrenos ou espaços públicos e outras medidas de apoio, conforme legislação específica.

A regulamentação do selo e os critérios detalhados para a concessão ficarão a cargo do Poder Executivo. 

Desenho universal 

Durante o debate da matéria na CAS, Paim acatou uma emenda de redação apresentada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) para incluir no texto o termo “desenho universal” entre os requisitos necessários para a obtenção do selo. Com isso, o projeto arquitetônico deverá possibilitar o uso do ambiente por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação, conforme argumentou a senadora. 

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— O que a gente colocou aqui é que, sim, o desenho universal é um conceito criado para todas as pessoas. No desenho universal, todas as pessoas entram pela mesma porta. É um desenho que facilita e agrega as pessoas; não afasta. Em uma maçaneta com desenho universal, você vai lá e bate. Já uma maçaneta sem desenho universal exige que você gire a mão, precisa usar muito mais músculos — justificou ela. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Deu no metrópoles: Após críticas internas, marqueteiro deixa campanha de Flávio Bolsonaro

Publicitário Marcello Lopes decidiu abandonar coordenação da comunicação do senador após desgaste nos bastidores; Eduardo Fischer deve assumir o marketing da pré-campanha presidencial

O publicitário Marcello Lopes, conhecido como “Marcellão” e apontado como homem de confiança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), decidiu deixar o comando da comunicação da campanha do parlamentar ao Palácio do Planalto em 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e repercutiu nos bastidores políticos em Brasília.

Segundo a publicação, a saída foi definida após reuniões realizadas ao longo desta quarta-feira (20). À coluna, Marcellão afirmou que a decisão partiu dele próprio e que, neste momento, pretende concentrar esforços em sua empresa, a Cálix Propaganda, além de priorizar outros negócios particulares.

Apesar de alegar que assumiria oficialmente a função apenas a partir de 1º de junho, o publicitário já vinha atuando nos bastidores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro há algumas semanas, participando de articulações estratégicas e discussões ligadas à comunicação política do projeto presidencial.

Nos últimos dias, entretanto, o marqueteiro passou a enfrentar desgaste interno após virem à tona mensagens e informações sobre um encontro entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio gerou críticas dentro do núcleo político ligado ao senador e aumentou a pressão sobre a equipe de comunicação.

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Com a saída de Marcello Lopes, o entorno de Flávio Bolsonaro já trabalha para anunciar um novo nome para o marketing da campanha. O favorito é o publicitário Eduardo Fischer, profissional com mais de 30 anos de atuação no mercado publicitário e reconhecido nacionalmente por campanhas comerciais de grande repercussão.

Entre os trabalhos de maior destaque de Fischer está a campanha “Número 1”, da Brahma, exibida durante a Copa do Mundo de 1994, considerada uma das mais marcantes da publicidade brasileira na década de 1990.

Ainda de acordo com os bastidores divulgados pela imprensa nacional, Flávio Bolsonaro aproveitou viagem a São Paulo nesta semana para avançar nas negociações com profissionais do marketing político e representantes do mercado financeiro, já mirando a construção da estratégia eleitoral para 2026.

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