POLÍTICA MT

Xuxu Dal Molin entrega ambulância para fortalecer saúde pública em Nova Ubiratã


Foto: Michel Alvim / Secom-MT

O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) participou, na sexta-feira (28), da solenidade de entrega de uma ambulância zero km ao município de Nova Ubiratã.

Adquirido por meio de uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, o veículo furgão, da marca Renault, irá contribuir efetivamente nas ações desenvolvidas na rede básica de saúde.

O recurso foi destinado mediante solicitação formalizada pelos vereadores Wellyngton Tavares (MDB), Cristiane Lazarin Feijó (MDB), Jozias da Fonseca (MDB) e Sidiney Ferreira da Silva (DEM).

Com uma extensão territorial de 12.845 km2, divididos em seis distritos, sendo um deles situado a 150 quilômetros do perímetro urbano, o município figura entre os mais extensos do estado, o que requer constantes investimentos em conservação e renovação da frota de veículos.

“O deputado [Xuxu Dal Molin] sempre foi um parceiro da saúde em nível regional. A destinação desta ambulância reforça também o compromisso dele com o municipalismo, ou seja, com o cidadão lá na ponta. Temos outros projetos em andamento e esperamos continuar contando com esse importante apoio”, frisou o secretário de Saúde de Nova Ubiratã e atual presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Antônio Felipe.

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“Como a maioria dos municípios em desenvolvimento, Nova Ubiratã também possuí algumas demandas. O lado positivo é que algumas delas estão sendo sanadas, isso graças ao trabalho conjunto com o Poder Legislativo”, assinala o vice-prefeito, Adilson Luiz da Silva (PODE).

Ao descrever as dificuldades enfrentadas na área da saúde, o vereador Wellyngton Tavares ressaltou o empenho do deputado Xuxu Dal Molin.

“Muitos prometem, mas poucos tem a capacidade de cumprir aquilo que foi acordado. Obrigado deputado por demonstrar que ainda podemos confiar na classe política”, afirma.

“Quem conhece minha metodologia de trabalho, sabe que nossas ações são pautadas em resultados. Os vereadores de Nova Ubiratã nos levaram a demanda e, assim como tenho feito em outros municípios, hoje venho aqui para apresentar os resultados”, pontua Dal Molin.

Durante o encontro também foram abordados assuntos referentes à educação, infraestrutura, assistência social, além da proposta de mudança na distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

“Posso assegurar que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) não tomará nenhuma decisão em detrimento aos municípios. Esse é um assunto que demanda cautela e, principalmente, um debate amplo com prefeitos, vereadores, entidades representativas e a sociedade de modo em geral”, concluiu.

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Fonte: ALMT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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