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Xuxu Dal Molin assume na ALMT e acompanhará contratos para duplicação da BR-163

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O primeiro suplente do União Brasil, Xuxu Dal Molin, assumiu na manhã desta sexta-feira (24), na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), a cadeira parlamentar do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), licenciado da Casa de Leis por 120 dias. ;

Titular na legislatura que passou, Xuxu Dal Molin não foi reeleito, mas nem por isso interrompeu sua atuação na cena política mato-grossense – e já assumiu a vaga no Poder Legislativo incumbido pelo presidente, seu correligionário Eduardo BotelhoEduardo Botelho (União Brasil), da importante missão de representar o parlamento mato-grossense no acompanhamento dos contratos que serão celebrados pelo governo estadual para a duplicação da rodovia BR-163. ;

“Delegamos ao deputado Dal Molin a responsabilidade de acompanhar a finalização desses contratos; ele irá representar a Assembleia Legislativa, que tem o papel constitucional de fiscalizar as ações do Poder Executivo”, assinalou o presidente Eduardo Botelho. ;

Questão humanitária – “A duplicação da rodovia BR-163 não é apenas demanda de ordem econômica; muito além disso, é necessidade até humanitária, porque centenas de pessoas perdem a vida todos os anos em acidentes, muitos dos quais não aconteceriam se a ampliação da pista tivesse já sido executada”, assinalou Dal Molin. ;

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Na legislatura passada, quando ainda titular na ALMT, Xuxu Dal Molin foi um dos principais articuladores dos entendimentos com o governo federal para que o Executivo mato-grossense assumisse a responsabilidade pela manutenção e futura ampliação daquela rodovia federal. ;

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Medeiros ataca STF, mas poupa Alcolumbre, que segura impeachment de Moraes e desagrada ala conservadora bolsonarista

Candidato ao Senado endurece discurso contra ministros do Supremo, mas evita confronto com presidente da Casa responsável pelo andamento dos pedidos de impeachment; esposa do deputado está lotada na estrutura da Presidência do Senado desde 2019

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O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) tem elevado o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), cobrando uma reação mais firme do Congresso e defendendo medidas contra integrantes da Corte. O discurso, porém, encontra um contraste quando as cobranças chegam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Alcolumbre ocupa posição central nesse debate porque cabe à Presidência do Senado decidir sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. A resistência ao avanço do impeachment de Alexandre de Moraes tem provocado críticas de integrantes da ala conservadora e bolsonarista.

Medeiros, entretanto, direciona seus ataques principalmente ao Supremo e não adota contra Alcolumbre o mesmo tom utilizado para criticar os ministros da Corte.

O contraste ganha outro ingrediente político. Ruth Shizue Yamamoto Medeiros, esposa do parlamentar, é servidora efetiva da Prefeitura de Rondonópolis e, segundo os registros apresentados, está cedida ao Senado Federal desde 2019, onde atua na estrutura da Presidência da Casa.

Dados do Portal da Transparência municipal reproduzidos na publicação apontam que Ruth ingressou no serviço público em abril de 2002, ocupa o cargo de especialista em saúde e mantém vínculo ativo com o município. O sistema registra remuneração bruta de R$ 16.989,58 e jornada de 30 horas semanais.

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A cessão ao Senado teve início em 2019, mesmo ano em que Medeiros assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Segundo as informações apresentadas, Ruth passou a trabalhar na estrutura da Presidência do Senado durante a primeira gestão de Davi Alcolumbre.

A servidora permaneceu na estrutura durante o período em que Rodrigo Pacheco presidiu a Casa e, atualmente, com Alcolumbre novamente no comando, aparece nos registros citados como Ajudante Parlamentar Júnior (AP-01), lotada na Presidência do Senado Federal.

PRESSÃO BOLSONARISTA

A postura de Medeiros contrasta com a de outros integrantes do campo bolsonarista. Conforme o material apresentado, Flávio Bolsonaro já responsabilizou diretamente Alcolumbre pela falta de avanço do impeachment de Alexandre de Moraes, afirmando que o Senado não estaria fazendo sua parte.

Medeiros segue caminho diferente. Embora faça críticas contundentes ao STF — chegando a afirmar que a Corte teria virado uma “casa da mãe Joana”, o deputado já fez declarações públicas de confiança em Alcolumbre.

Em discurso na Câmara citado na publicação, Medeiros afirmou acreditar que, pela experiência, Davi Alcolumbre poderia “restabelecer o equilíbrio no País”.

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Alcolumbre, por sua vez, já se posicionou publicamente contra a utilização do impeachment como resposta aos conflitos institucionais envolvendo o Supremo.

É justamente nesse ponto que discurso e prática passam a ser confrontados: Medeiros cobra uma reação contra o STF e busca identificação com o eleitorado conservador, mas evita direcionar a mesma pressão ao presidente do Senado, que detém poder político sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

A situação funcional da esposa do parlamentar, isoladamente, não representa irregularidade. O elemento político está na relação mantida com a estrutura da Presidência do Senado e no contraste com o discurso adotado pelo candidato.

Em plena campanha ao Senado, Medeiros terá de explicar ao eleitorado conservador por que dispara contra o STF, mas preserva Alcolumbre justamente quando uma parcela importante da base bolsonarista cobra do presidente do Senado o avanço do impeachment de Alexandre de Moraes.

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