MAIS SEGURANÇA NO CAMPO

Projeto de Max cria Política Estadual de Combate ao Crime em Área Rural Texto foi aprovado em segunda votação e vai à sanção do governo do estado

Publicados

em

O projeto de lei (PL) nº 2316/2023, que institui a Política Estadual de Combate ao Crime em Área Rural (PECCAR), de autoria do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foi aprovado em segunda votação nesta quarta-feira (25). O objetivo é tornar mais eficiente a prevenção, o controle e a apuração de infrações penais que ocorrem no meio rural.

“Em nosso estado, as quadrilhas têm como principal alvo o roubo de defensivos agrícolas e cargas de grãos. Por isso, precisamos aprimorar os mecanismos para o enfrentamento à criminalidade nas áreas rurais, inclusive a atuação cooperativa dos órgãos de segurança pública para o desempenho das suas funções nas áreas rurais sujeitas a grande incidência de crimes”, afirmou Russi.

De acordo com o artigo 7º do texto, a PECCAR será colocada em prática por meio de ações que garantam que o estado, a união e os municípios trabalhem juntos, compartilhando informações. O plano foca em modernizar a administração das polícias e valorizar os policiais que estão na ponta. Para isso, haverá um estudo detalhado para entender os crimes de cada região e a garantia de que não faltará orçamento para manter as viaturas rodando.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva propõe atendimento prioritário a líderes comunitários em órgãos públicos

Seguindo esse mesmo foco na segurança do campo, Max é autor da Lei Complementar nº 691/2021, que criou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cargas, e tem apresentado resultados históricos. Segundo o relatório da Polícia Civil referente ao ano de 2025, o estado registrou uma redução de 41% nas ocorrências de roubo de cargas em comparação ao ano anterior, contribuindo para uma queda global de 11% nos crimes contra o transporte de cargas no período.

A proposta vai à sanção do governador Mauro Mendes (UB).

Propaganda

POLÍTICA MT

Medeiros ataca STF, mas poupa Alcolumbre, que segura impeachment de Moraes e desagrada ala conservadora bolsonarista

Candidato ao Senado endurece discurso contra ministros do Supremo, mas evita confronto com presidente da Casa responsável pelo andamento dos pedidos de impeachment; esposa do deputado está lotada na estrutura da Presidência do Senado desde 2019

Publicados

em

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) tem elevado o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), cobrando uma reação mais firme do Congresso e defendendo medidas contra integrantes da Corte. O discurso, porém, encontra um contraste quando as cobranças chegam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Alcolumbre ocupa posição central nesse debate porque cabe à Presidência do Senado decidir sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. A resistência ao avanço do impeachment de Alexandre de Moraes tem provocado críticas de integrantes da ala conservadora e bolsonarista.

Medeiros, entretanto, direciona seus ataques principalmente ao Supremo e não adota contra Alcolumbre o mesmo tom utilizado para criticar os ministros da Corte.

O contraste ganha outro ingrediente político. Ruth Shizue Yamamoto Medeiros, esposa do parlamentar, é servidora efetiva da Prefeitura de Rondonópolis e, segundo os registros apresentados, está cedida ao Senado Federal desde 2019, onde atua na estrutura da Presidência da Casa.

Dados do Portal da Transparência municipal reproduzidos na publicação apontam que Ruth ingressou no serviço público em abril de 2002, ocupa o cargo de especialista em saúde e mantém vínculo ativo com o município. O sistema registra remuneração bruta de R$ 16.989,58 e jornada de 30 horas semanais.

Leia Também:  'Deepfakes e Deep Nudes podem ser usadas para desqualificar candidatas nestas eleições', diz Gisela

A cessão ao Senado teve início em 2019, mesmo ano em que Medeiros assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Segundo as informações apresentadas, Ruth passou a trabalhar na estrutura da Presidência do Senado durante a primeira gestão de Davi Alcolumbre.

A servidora permaneceu na estrutura durante o período em que Rodrigo Pacheco presidiu a Casa e, atualmente, com Alcolumbre novamente no comando, aparece nos registros citados como Ajudante Parlamentar Júnior (AP-01), lotada na Presidência do Senado Federal.

PRESSÃO BOLSONARISTA

A postura de Medeiros contrasta com a de outros integrantes do campo bolsonarista. Conforme o material apresentado, Flávio Bolsonaro já responsabilizou diretamente Alcolumbre pela falta de avanço do impeachment de Alexandre de Moraes, afirmando que o Senado não estaria fazendo sua parte.

Medeiros segue caminho diferente. Embora faça críticas contundentes ao STF — chegando a afirmar que a Corte teria virado uma “casa da mãe Joana”, o deputado já fez declarações públicas de confiança em Alcolumbre.

Em discurso na Câmara citado na publicação, Medeiros afirmou acreditar que, pela experiência, Davi Alcolumbre poderia “restabelecer o equilíbrio no País”.

Leia Também:  Moretto participa de Estradeiro na região Oeste

Alcolumbre, por sua vez, já se posicionou publicamente contra a utilização do impeachment como resposta aos conflitos institucionais envolvendo o Supremo.

É justamente nesse ponto que discurso e prática passam a ser confrontados: Medeiros cobra uma reação contra o STF e busca identificação com o eleitorado conservador, mas evita direcionar a mesma pressão ao presidente do Senado, que detém poder político sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

A situação funcional da esposa do parlamentar, isoladamente, não representa irregularidade. O elemento político está na relação mantida com a estrutura da Presidência do Senado e no contraste com o discurso adotado pelo candidato.

Em plena campanha ao Senado, Medeiros terá de explicar ao eleitorado conservador por que dispara contra o STF, mas preserva Alcolumbre justamente quando uma parcela importante da base bolsonarista cobra do presidente do Senado o avanço do impeachment de Alexandre de Moraes.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA