POLÍTICA MT

Ulysses Moraes indica instalação de manilhas na MT-412, que liga Porto Alegre do Norte a Luciara


Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado Ulysses Moraes apresentou uma indicação de nº 292/2022 à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (Sinfra), sobre a necessidade de instalação de manilhas para escoamento de água na MT-412, que liga o município de Porto Alegre do Norte a Luciara, em vários pontos da rodovia.

“Moradores da região indignados com o descaso das autoridades locais e no exercício legítimo da atividade fiscalizatória, nos relataram a situação precária das rodovias terrestres da MT-412, as quais se encontram, em diversos pontos, atravessadas por correntes d’água. Por isso, de imediato fizemos essa indicação. A população não pode continuar sofrendo por esse motivo na região”, disse Moraes. 

De acordo com os moradores, no trecho que liga Porto Alegre do Norte a Luciara, na MT-412, existem diversos pontos da rodovia que cederam e afundaram em razão do aumento da chuva e da pressão da água, o que tem ilhado centenas deles em suas residências. 

É importante ressaltar que na região há um desnível que joga o excedente de água contra a pista de rolamento, fazendo pressão nos locais mais vulneráveis – o que, consequentemente, gera rompimentos na pista. Nesse sentido, o parlamentar faz a indicação sobre a instalação de manilhas de escoamento e a pavimentação. “Isso permitiria que o excedente da água pudesse escorrer e que os habitantes possam utilizar as via”, pontuou o deputado.

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A indicação ainda esclarece que o referido trecho constitui importante via para escoamento da produção dos agropecuaristas locais, sendo a atual situação, um percalço no desenvolvimento econômico e na geração de renda.

“Vamos continuar cobrando por uma solução, a população não pode continuar com essa dificuldade na rodovia do jeito que está”, finalizou o parlamentar.

Fonte: ALMT

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Wellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video 

Senador chama Edilson Piaia de “incoerente”, lembra que prefeito esteve em seu gabinete há apenas 15 dias fazendo elogios e cobra fidelidade após gestor deixar partido para apoiar a reeleição do governador

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não escondeu o descontentamento com a decisão do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, de deixar o Partido Liberal e anunciar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Durante coletiva nesta quinta-feira (13), Wellington classificou a postura do prefeito como “incoerente” e fez questão de lembrar que, apenas 15 dias antes, Piaia havia estado em seu gabinete e, segundo ele, demonstrado uma posição política completamente diferente.

“Eu acho que é incoerência. Ele esteve no meu gabinete 15 dias atrás. Ele esteve 15 dias atrás no meu gabinete dizendo que eu era o melhor do mundo. Está gravado, está aí na internet, é só vocês olharem. Provavelmente está tendo alguma incoerência”, disparou Wellington.

A manifestação ocorreu durante a coletiva que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador.

Wellington também recordou as circunstâncias que levaram Piaia ao PL para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis. Segundo o senador, houve resistência interna à filiação do então candidato, mas a direção partidária acabou abrindo as portas para que ele concorresse pela legenda.

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“Foi pra eleger, o Ananias teve que abrir o partido lá pra ele. Foi uma certa resistência de recebê-lo. Mas não cabia a mim. Foi uma decisão do partido. Tá bom, abriu o partido pra ele. Ele sabe disso. Então, as incoerências é o tempo que vai cobrando de cada um”, declarou.

O senador ainda demonstrou acreditar que Piaia possa rever a decisão. Para Wellington, há incompatibilidade política entre ter sido eleito pelo PL, com apoio da estrutura partidária e do fundo eleitoral, e agora trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda ao Governo do Estado.

“Eu penso que tem tempo pra ele rever ainda. Mas se ficar, eu acho só, não concordo com ele, ele ser eleito pelo partido, ser eleito com o fundo eleitoral do partido, ser eleito com a nossa grife que é o presidente Bolsonaro”, afirmou.

A saída de Piaia também foi comentada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo ele, o pedido de desfiliação foi apresentado de maneira respeitosa e aceito imediatamente pela direção partidária.

“A carta dele é muito respeitosa e agradece ao PL, a toda sua presença e todo o apoio que o PL deu em todos os momentos dele. E nós, sinceramente, aceitamos de imediato”, afirmou.

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Apesar do tom respeitoso em relação à formalização da saída, Ananias deixou claro que o PL pretende cobrar alinhamento daqueles que permanecerem na sigla. O dirigente afirmou que quem não estiver disposto a seguir o projeto eleitoral do partido deve buscar outro caminho.

Questionado sobre a possibilidade de outros prefeitos seguirem o movimento de Piaia, Ananias descartou uma debandada e afirmou que o projeto eleitoral do PL permanece consolidado.

A troca de declarações evidencia o desconforto provocado dentro do PL pela decisão de Piaia. Mais do que uma simples mudança partidária, Wellington tratou o episódio como uma questão de coerência política, sobretudo pelo curto intervalo entre a visita do prefeito ao seu gabinete e a decisão de abandonar a legenda para apoiar Pivetta.

Com a campanha eleitoral avançando, a movimentação também expõe a disputa entre Wellington e Pivetta pelo apoio das principais lideranças municipais. No caso de Campo Novo do Parecis, o governador ganhou a adesão de um prefeito eleito pelo partido de seu principal adversário, enquanto Wellington deixou claro que não pretende tratar a mudança como um episódio político sem consequências.

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