Eleições 2026

Seis vereadores de Cuiabá são derrotados nas urnas e ficam fora da Assembleia Legislativa

Apenas Samantha Íris conseguiu transformar o mandato na Câmara Municipal em vitória eleitoral; vereadora foi eleita deputada estadual com 57,9 mil votos

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Seis dos sete vereadores de Cuiabá que disputaram as eleições deste domingo (4) não conseguiram conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso ou na Câmara dos Deputados. A exceção foi a primeira-dama da Capital e vereadora Samantha Íris (PL), que garantiu uma das cadeiras do Legislativo estadual.

Samantha recebeu 57.900 votos, correspondentes a 3% dos votos válidos, e terminou a disputa como a quarta candidata mais votada para deputada estadual em Mato Grosso.

Entre os demais vereadores que entraram na disputa, Katiúscia Manteli (Podemos) tentou uma vaga de deputada federal, enquanto Maysa Leão (Republicanos) e Michelly Alencar (União Brasil) concorreram ao cargo de deputada estadual.

Também ficaram fora da lista de eleitos os vereadores Alex Rodrigues (Podemos), que disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa; Eduardo Victor Magalhães (Republicanos) e Rafael Ranalli (PL), que concorreram a deputado federal.

Apesar do resultado individual negativo para a maioria dos vereadores, os partidos aos quais eles pertencem tiveram desempenho expressivo nas urnas.

O Podemos conseguiu formar a maior bancada entre os partidos citados, com seis deputados estaduais. A legenda também elegeu o deputado federal Coronel Roveri. Entre os eleitos para a Assembleia está o atual presidente da Casa, Max Russi.

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Já o Republicanos elegeu quatro deputados estaduais e um deputado federal, além de garantir a reeleição de Juarez Costa.

Veja a votação dos vereadores de Cuiabá que não foram eleitos:

  • Alex Rodrigues (Podemos): 13.995 votos — 0,98% dos válidos;
  • Eduardo Victor Magalhães (Republicanos): 11.782 votos — 0,62%;
  • Katiúscia Manteli (Podemos): 11.195 votos — 0,59%;
  • Maysa Leão (Republicanos): 8.958 votos — 0,46%;
  • Michelly Alencar (União Brasil): 11.788 votos — 0,61%;
  • Rafael Ranalli (PL): 30.237 votos — 1,59%.

Com o resultado, Samantha Íris será a única entre os sete vereadores de Cuiabá que disputaram as eleições a deixar a Câmara Municipal diretamente para assumir um mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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POLÍTICA MT

PT reúne militância em MT e traça estratégia para tentar reduzir vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula

Presidente estadual do partido, Rosa Neide, convocou reunião para discutir ações no segundo turno; em Mato Grosso, Lula terminou a primeira etapa da disputa com 29,18% dos votos, contra 65,15% de Flávio Bolsonaro

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso reuniu sua militância nesta segunda-feira (5) para discutir os primeiros passos da estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A reunião foi convocada pela presidente estadual da sigla e deputada federal eleita, Rosa Neide, com o objetivo de organizar ações para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Embora Mato Grosso não seja considerado um dos principais colégios eleitorais do país pelo número de votos, o desempenho de Lula no primeiro turno acendeu um sinal de alerta para a legenda. O presidente ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado, com uma diferença expressiva.

No resultado nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Em Mato Grosso, entretanto, a distância foi maior: Flávio obteve 65,15%, contra 29,18% de Lula.

Além da diferença percentual, outro dado preocupa a militância petista. Lula registrou 52.067 votos a menos em Mato Grosso na comparação com o primeiro turno de 2022, uma redução de aproximadamente 8,2%.

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Abstenção entra no radar do PT

Uma das estratégias discutidas pela legenda deverá ser a tentativa de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Em Mato Grosso, a abstenção chegou a 22,20%, o equivalente a 585.668 eleitores. Para o PT, parte desse eleitorado pode representar uma oportunidade de ampliar a votação de Lula no segundo turno.

A avaliação é que, caso a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, consiga mobilizar uma parcela desses eleitores, Lula poderá melhorar seu desempenho entre os mato-grossenses.

O partido também deverá contar com o trabalho direto da militância, principalmente diante da composição política do estado após o primeiro turno.

PT terá desafio de ampliar presença nas ruas

Com a eleição para o governo estadual definida já no primeiro turno, a disputa presidencial passa a concentrar parte das atenções da militância petista em Mato Grosso.

A legenda terá, porém, uma estrutura considerada mais limitada para a reta final da campanha. O PT não elegeu senador no estado e ficou com bancadas minoritárias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na Câmara dos Deputados.

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Outro desafio apontado é a necessidade de organizar a mobilização sem depender de grandes deslocamentos ou de uma estrutura ampla de viagens. A estratégia, portanto, deverá envolver ações locais e articulação direta com os eleitores.

Rosa Neide convoca reunião

Diante do resultado considerado negativo para Lula em Mato Grosso, Rosa Neide convocou dirigentes e militantes para uma reunião no diretório estadual do PT, em Cuiabá.

O encontro deve servir para definir as primeiras ações do partido no segundo turno e estabelecer como a militância pretende atuar nas ruas para tentar diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro.

A presidente estadual da sigla terá cerca de 20 dias para coordenar a reação do partido e buscar uma recuperação no desempenho de Lula no estado.

O segundo turno será uma nova oportunidade para o PT reorganizar sua estratégia e tentar transformar parte da abstenção e dos votos de outros candidatos em apoio ao atual presidente.

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