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Reforma agrária e conflitos locais de Cáceres são temas de audiência pública

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O deputado estadual Valdir Barranco presidirá uma audiência pública, nesta quinta-feira (23), às 9h, na Câmara Municipal de Cáceres (217 km de Cuiabá), para debater a reforma agrária, os conflitos regionais, a regularização fundiária e a política de permanência local do município.

A justificativa para a discussão é de que um tema como esse precisa ser debatido com todos e todas. “Precisamos conversar e discutir sobre a concentração de terras, a reforma agrária e os conflitos que isso gera para a população envolvida diretamente. É por isso e outros fatores que requeri essa audiência. Uma temática como essa deve ser dialogada cada vez mais a fundo”, defendeu o parlamentar.

Foram convidados para a discussão, a vereadora do município, Professora Mazéh Silva (PT); a prefeita Antônia Eliene Liberato (PSB); a superintendente do Incra, Mariana Reis Souza; o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim; o defensor público geral, Clodoaldo Aparecido Gonçalves; entre outras autoridades de Mato Grosso. Além da presença de quilombolas, camponeses, defensores dos direitos humanos e população em geral.

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Correia também relembrou de desdobramentos como a oferta de alimentos e o combate à fome. “A carestia voltou a ocupar os noticiários. Mais da metade da população do país vive em situação de insegurança alimentar e o Brasil voltou desonrosamente ao Mapa da Fome mundial. A suspensão do Pronaf, o desmantelamento do PAA, do Pnae e do conjunto de políticas públicas voltadas para agricultura familiar têm grande parcela de responsabilidade nessa realidade nefasta”, informou o deputado.

O encontro será realizado na Câmara Municipal de Cáceres, de forma presencial, às 9h, nesta quinta-feira (23).

Fonte: ALMT

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CPI apresenta relatório preliminar sobre despesas e contratos da rede estadual de saúde

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, na tarde desta quarta-feira (30), um relatório preliminar com resultados da análise documental sobre despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre 2019 e 2025. O levantamento aponta pagamentos indenizatórios superiores a R$ 1 bilhão, além de possíveis irregularidades em contratações, execução de serviços e comprovação de despesas.

A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na Sala de Comissões do Parlamento estadual. O documento foi elaborado a partir de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal. Segundo o assessor jurídico da CPI, André Luis Rufino, a análise envolve aproximadamente 10 mil documentos.

Um dos principais pontos identificados pela CPI foi o crescimento dos pagamentos por reconhecimento de dívida, modalidade utilizada quando serviços são prestados sem cobertura contratual prévia e a administração reconhece posteriormente a obrigação de pagamento. Conforme a análise apresentada, o procedimento, inicialmente associado a situações excepcionais, passou a ser utilizado de forma recorrente, com aumento superior a 400% no período examinado.

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O relatório detalha que R$ 750,5 milhões foram pagos a empresas relacionadas à Operação Espelho, sendo R$ 109,1 milhões provenientes de recursos federais e o restante de recursos estaduais. Considerando outras prestadoras de serviços da SES, o volume de despesas indenizatórias ultrapassa R$ 1 bilhão.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

Foto: Helder Faria

A comissão também apresentou apontamentos sobre alertas feitos na época pela CGE e PGE relacionados à regularidade das contratações e dos pagamentos. Segundo Rufino, a análise identificou baixo atendimento às recomendações do controle interno, além da continuidade de procedimentos que demandavam adequação.

Outro eixo da investigação envolve possíveis inconsistências na comprovação de plantões médicos, registros de frequência, atestados de execução e pagamentos por serviços. O material apresentado reúne apontamentos sobre divergências entre escalas e registros, ausência de comprovação de atendimentos e possíveis falhas na fiscalização contratual, inclusive em serviços de terapia intensiva.

O relatório também detalhou possíveis responsabilidades em diferentes níveis da administração pública e entre empresas prestadoras de serviços, além de encaminhamentos que poderão ser avaliados ao longo da investigação, como apuração administrativa, ressarcimento de recursos e comunicação aos órgãos competentes. Os apontamentos integram um relatório preliminar e ainda dependem da continuidade dos trabalhos e das providências cabíveis.

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Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, a CPI manteve a análise dos documentos. Instalada em 4 de março de 2026, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. O plenário da ALMT aprovou a prorrogação dos trabalhos para até janeiro de 2027.

A próxima reunião está marcada para quarta-feira, 7 de outubro, quando a comissão dará continuidade às atividades de investigação, com retomada das oitivas e aprofundamento dos pontos levantados no relatório.

Fonte: ALMT – MT

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