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Podcast “Capivara na Faixa” debate cultura com o deputado Beto Dois a Um (PSB) no episódio desta semana

O deputado estadual Beto Dois a Um (PSB) é o quarto convidado da nova temporada do podcast “Capivara na Faixa”. No episódio desta semana, o parlamentar fala sobre cultura e turismo entre anedotas durante papo descontraído com os apresentadores Jardel Arruda e Marcella Lírio. 

Na conversa, o deputado explica como será o funcionamento da Câmara Setorial Temática (CST) da Cultura, instalada em junho na Assembleia Legislativa, da qual é presidente. Segundo adiantou, um dos objetivos do grupo de trabalho será a elaboração de um protocolo de intenções para setor a ser entregue ao governo do estado. A CST servirá para diálogo com todo o segmento, trabalhadores da cultura, terceiro setor, gestores municipais, Executivo estadual e parlamentares.

Outros temas abordados incluem a experiência do deputado à frente da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), a intenção de apresentar uma proposta de uma nova lei de incentivo à cultura e projeto para criação de um roteiro turístico do Caminho Real em Mato Grosso. 

Escute a esse episódio e a anteriores no Spotify ou Deezer. Nesta terceira temporada, os programas também ficam disponíveis no canal do Youtube da TV Assembleia no formato de videocast.  

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Retrospectiva – Iniciativa da Secretaria de Comunicação da Assembleia, o “Capivara na Faixa” foi lançado em outubro de 2020. A primeira temporada teve oito episódios, que abordaram incêndios no Pantanal, participação política e representatividade. Música, literatura, cinema, projetos culturais – como o Salão Jovem Arte – são alguns dos temas dos programas da segunda temporada, quando também se falou sobre emendas parlamentares, poder legislativo e reforma da previdência. Todos esses conteúdos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio.

O nome do podcast da Assembleia Legislativa foi inspirado nos roedores que viraram ícone da cultura mato-grossense e que perambulam nos arredores dos parques de Cuiabá. Ano passado, ao sair do Parque das Águas em direção ao gramado da sede do Parlamento estadual, um grupo de capivaras foi fotografado atravessando pela faixa de pedestre e a imagem “viralizou” nas redes sociais, sendo noticiada pelos principais veículos de comunicação. A situação deu nome ao novo canal de comunicação da ALMT, que estará sempre nas “faixas digitais”.

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Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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