POLÍTICA MT
Parlamentares recebem diploma eleitoral da 20ª Legislatura
A única deputada e os 23 deputados estaduais eleitos em outubro de 2022 foram diplomados pelo Tribunal Regional de Justiça de Mato Grosso (TRE) na noite desta quinta-feira, 15 de dezembro
Foto: HELDER FARIA / ALMT , MARCOS LOPES / ALMT , ANGELO VARELA / ALMT e JLSIQUEIRA / ALMT
A única deputada e os 23 deputados estaduais eleitos em outubro de 2022 foram diplomados pelo Tribunal Regional de Justiça de Mato Grosso (TRE) na noite desta quinta-feira, 15 de dezembro, no Teatro do Cerrado Zumira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A cerimônia de diplomação encerra o processo eleitoral e legitima os votos registrados nas urnas eletrônicas, consagrando os representantes da população mato-grossense no Poder Legislativo estadual. Também foram diplomados os eleitos para os cargos de deputados e deputadas federais, senador, vice-governador e governador.
Com um baixo índice de renovação, a Assembleia Legislativa dará início, a partir de fevereiro, a 20ª Legislatura. Das 24 cadeiras, 18 serão ocupadas por deputados reeleitos e seis por estreantes no Parlamento. Para o atual presidente da Casa de Leis, deputado estadual Eduardo Botelho (União), a recondução de boa parte dos parlamentares é um indicativo de que a sociedade aprova o trabalho realizado por seus representantes.
“É com alegria que vejo a maioria dos deputados retornando, é um sinal que a população reconheceu o trabalho que a Assembleia vem fazendo. É a menor renovação do país, uma demonstração de que estamos no caminho certo, com uma Assembleia independente, produtiva, que discute, propõe políticas públicas. Vamos continuar no mesmo rumo”, afirmou o deputado Botelho.
O primeiro-secretário da Mesa-Diretora, deputado Max Russi (PSB), também destacou o trabalho desempenhado pelos parlamentares e disse que o desafio dos próximos quatro anos é ampliar as políticas voltadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Durante a campanha muito foi falado sobre sermos um estado rico, com povo pobre. Então precisamos fazer com que as pessoas que ainda não foram assistidas por essa riqueza, não alcançaram esse desenvolvimento, possam viver isso, ter condições de cuidar melhor de seus filhos, dos seus pais”.
Para o atual presidente da Casa de Leis, deputado estadual Eduardo Botelho (União), a recondução de boa parte dos parlamentares é um indicativo de que a sociedade aprova o trabalho realizado por seus representantes
Foto: HELDER FARIA / ALMT , MARCOS LOPES / ALMT , ANGELO VARELA / ALMT e JLSIQUEIRA / ALMT
Vice-presidente da Casa, parlamentar mais votada e única mulher eleita, Janaina Riva (MDB) reiterou o discurso dos colegas sobre o bom trabalho desempenhado pelos parlamentares nos últimos anos, destacando a contribuição da Assembleia, que em sua opinião se tornou mais independente, atuante e participativa, para tirar o estado de uma situação fiscal e econômica preocupante e colocar Mato Grosso entre os que mais investem e geram oportunidades.
Entretanto, a deputada também destacou o desafio de sensibilizar e mobilizar mais mulheres para serem políticas e ocuparem lugares na representação pública. “Ser a deputada mais votada demonstra que só faltam oportunidades, que capacidade e competência nós temos de sobra. Infelizmente, as mulheres têm pouco apoio para o ingresso político. Precisamos mostrar que a Assembleia é sim espaço para mulheres, se assim elas quiserem”.
Outro parlamentar reeleito, porém com um mandato marcado pela oposição ao Poder Executivo, Lúdio Cabral (PT) destacou a pluralidade de sua atuação, já que precisou atuar para além da área da saúde, que é sua base de atuação. Sobre o fato de ser do mesmo partido do presidente eleito Lula (PT), Lúdio afirma que isso muda sua correlação de forças. “Ser governo nacional vai nos exigir um grau de interlocução dentro do estado. E duas áreas são essenciais neste trabalho, a desigualdade social e a necessidade de combater a fome. E a pauta ambiental, já que Mato Grosso é centro da crise ambiental que o país e o planeta vive”.
Apesar de poucos, os novatos na Casa de Leis chegam com grandes expectativas para trabalhar pela população, ampliar a participação da Assembleia na construção de políticas públicas e aproximar-se da população. Para Beto Dois a Um (PSB), que ocupará um cargo eletivo pela primeira vez, o espaço na Assembleia será uma oportunidade para dar continuidade ao trabalho que já executou em outros cargos públicos. “Eu tive privilégio de ser gestor público na prefeitura, no governo, atuei em gabinete aqui na Casa e me sinto pronto para ocupar o lugar e ansioso para trabalhar, estou feliz e vivendo um momento de muita gratidão aos 26 mil votos que recebi”.
O primeiro-secretário da Mesa-Diretora, deputado Max Russi (PSB), também destacou o trabalho desempenhado pelos parlamentares
Foto: HELDER FARIA / ALMT , MARCOS LOPES / ALMT , ANGELO VARELA / ALMT e JLSIQUEIRA / ALMT
Entre os novatos, figura também Júlio Campos (União), um dos políticos vivos mais experientes de Mato Grosso, mas que ainda não tinha passado pelo parlamento estadual. Ex-prefeito, ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal, Júlio Campos promete incorporar todo conhecimento de vida pública em sua atuação para levar mais justiça social para a população. De acordo com o parlamentar, sua proposta é discutir formas de promover um desenvolvimento mais justo e equilibrado em todas as regiões por meio do estímulo à industrialização, regularização fundiária e construção de casas, entre outras iniciativas.
De reeleitos a estreantes, a Assembleia vai iniciar mais um ciclo com representantes de todas as regiões do estado, de diferentes gêneros, etnias, origens políticas e plataformas partidárias para dar continuidade ao processo democrático de fazer política pública por meio da representatividade.
Os Eleitos – Foram diplomados na noite desta quinta-feira para os cargos de deputados estaduais: Janaína Riva (MDB), Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (União), Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PL), Dilmar Dal Bosco (União), Sebastião Rezende (União), Júlio Campos (União), Thiago Silva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Fábio José Tardin – Fabinho (PSB), Valdir Barranco (PT), Carlos Avallone (PSDB), Alberto Machado – Beto Dois a Um (PSB), Claudio Ferreira (PTB), Diego Guimarães (Republicanos), José Eugênio de Paiva – Dr. Eugênio (PSB), Valmir Moretto (Republicanos), João José de Matos – Dr. João (MDB), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Elizeu Nascimento (PL) e Lídio Barbosa – Juca do Guaraná Filho (MDB).
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero
Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.
Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.
E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.
Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.
“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.
Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.
E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.
Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.
A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.
Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.
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