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Membros do Rotary Club são homenageados em sessão especial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta segunda-feira (24), sessão especial para homenagear integrantes do Distrito 4440 do Rotary International. A solenidade foi requerida pelo deputado Gilberto Cattani (PL).

Ao todo, 93 representantes receberam moções de aplausos. Entre os homenageados estão governadores, presidentes de clubes, dirigentes do Rotaract, que reúne jovens a partir de 18 anos para propor soluções inovadoras para os desafios atuais da sociedade, representantes da Associação Casa da Amizade e parceiros institucionais que colaboram com as ações sociais do Rotary em Mato Grosso.

Criado em 1990, após a divisão do antigo Distrito 447, o Distrito 4440 passou a abranger exclusivamente o estado de Mato Grosso. Atualmente, reúne mais de 2 mil integrantes, distribuídos em 101 Rotary Clubs presentes em mais de 70 municípios.

O distrito coordena iniciativas desenvolvidas pelos clubes locais e atua em sete áreas de enfoque: paz e prevenção de conflitos; prevenção e tratamento de doenças; água e saneamento; saúde materno-infantil; educação e alfabetização; desenvolvimento econômico comunitário; e meio ambiente, com projetos voltados ao fortalecimento das comunidades.

Em seu pronunciamento, o deputado Gilberto Cattani destacou a importância do trabalho voluntário dos rotarianos e o impacto das iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso. “O Rotary está presente em mais de 70 municípios mato-grossenses. Nós não temos estrutura nem pessoal para ajudar pessoas em todo o estado. Por meio da parceria com o Rotary, destinamos emendas parlamentares e eles fazem a distribuição dos benefícios à sociedade de forma voluntária”, declarou.

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Ivonei Gilson Resmini, governador do Distrito 4440, afirmou que a homenagem reforça o compromisso do Rotary com as comunidades mato-grossenses e explicou que a entidade atua de forma integrada com parceiros em todo o estado. “Hoje o Distrito 4440 contempla 93 clubes e 1.840 associados, fortalecendo ações e projetos nas comunidades de todo o estado de Mato Grosso”, acrescentou.

Uma das homenageadas da noite, Elci Maria Dalmolin, presidente do Rotary Club de Cuiabá, enfatizou a relevância do reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Rotary por parte do poder público. “No último semestre nós atendemos mais de 100 pessoas por meio do Banco Ortopédico, com a entrega de cadeiras de rodas, cadeiras de banho, muletas e andadores. Esse trabalho também conta com apoio de emenda parlamentar destinada à Região 1, o que nos ajuda a atender quem mais precisa”, frisou.

Além do empréstimo e doação de equipamentos a pessoas que possuem dificuldades de locomoção, a dirigente destacou ainda a realização do Rotary Day, ação social por meio da qual são ofertados serviços gratuitos à comunidade.

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Valdete Arnaut Antiqueira, que está à frente do Rotary de Várzea Grande Aeroporto, afirmou que o reconhecimento motiva os voluntários a dar continuidade aos trabalhos. “Isso nos mostra que não estamos sozinhos, que a Assembleia Legislativa nos dá apoio, reconhece o nosso trabalho e está sempre de portas abertas. Já estivemos aqui outras vezes e conseguimos apoio, então nós só temos a agradecer”, ressaltou.

Lucí Grzybowski de Oliveira, presidente da Associação Casa da Amizade de Várzea Grande Aeroporto, informou que a entidade está presente em diversos municípios do estado e atua em parceria com o Rotary Club. “A Associação Casa da Amizade se envolve com vários projetos, principalmente em assistência às pessoas que mais precisam”, acrescentou.

Fonte: ALMT – MT

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TCE alerta para risco de fechamento do CAMPI em Várzea Grande

Dificuldades financeiras interromperam atendimentos e colocam em risco a continuidade da assistência especializada a crianças com autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) alertou para o risco de fechamento do Centro de Atividades Multidisciplinar de Apoio Pedagógico Inclusivo (CAMPI), em Várzea Grande, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela unidade. O espaço é responsável pelo atendimento especializado de centenas de crianças da rede municipal.

O alerta foi feito pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, que esteve no CAMPI nesta segunda-feira (14), acompanhado dos auditores Denisvaldo Mendes Ramos e Sérgio Sales. A visita ocorreu após a unidade suspender os atendimentos na sexta-feira (11), devido a atrasos nos repasses da Prefeitura de Várzea Grande. Os serviços foram retomados na segunda-feira.

Atualmente, o CAMPI atende 348 alunos da rede municipal e conta com uma equipe multiprofissional formada por neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. O contrato mantido com a Prefeitura prevê atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiências múltiplas, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

A situação da unidade faz parte de uma auditoria mais ampla realizada pelo TCE sobre o atendimento oferecido a crianças autistas e neurodivergentes em Mato Grosso. O levantamento, conduzido pela Comissão de Políticas Públicas do Tribunal, ouviu quase 200 famílias de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Rondonópolis e Cáceres.

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Entre os dados levantados, 90,3% das famílias entrevistadas afirmaram já ter enfrentado interrupções no tratamento. Em aproximadamente metade desses casos, os responsáveis precisaram recorrer à Justiça para tentar garantir a continuidade da assistência.

O transporte também aparece como um dos principais obstáculos. Segundo o levantamento, 80% das famílias disseram já ter deixado de levar os filhos ao tratamento por falta de dinheiro para o deslocamento. Outros 71% afirmaram que a distância até os locais de atendimento prejudica o acompanhamento.

A pesquisa também revelou preocupação das famílias com o futuro das crianças. Ao todo, 97,2% dos entrevistados disseram não saber onde os filhos serão atendidos depois dos 14 anos, evidenciando uma lacuna na continuidade da assistência especializada.

Em Várzea Grande, o TCE identificou ainda uma diferença significativa nos números relacionados às crianças com autismo. Dados do Ministério da Educação apontavam 1.211 crianças no município, enquanto levantamento mais recente da Prefeitura indicava aproximadamente 2,3 mil.

A falta de atendimento adequado também contribui para o aumento da judicialização. Conforme dados apresentados pelo presidente do TCE, somente em Rondonópolis, ações judiciais relacionadas a tratamentos para pessoas com autismo representam um custo anual estimado entre R$ 16 milhões e R$ 18 milhões.

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Em todo Mato Grosso, demandas judiciais relacionadas à reabilitação infantil movimentaram aproximadamente R$ 32 milhões entre 2024 e 2025.

A auditoria do TCE ainda está em andamento e pretende mapear a estrutura disponível nos municípios, identificar falhas na prestação dos serviços e cobrar medidas para garantir a continuidade do atendimento às crianças e às famílias.

Diante desse cenário, a situação do CAMPI em Várzea Grande passa a ser tratada como parte de um problema mais amplo na rede de atendimento especializado do Estado, com impacto direto na rotina das famílias que dependem desses serviços.

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