POLÍTICA MT
Max Russi destaca gestão voltada ao combate à violência contra a mulher
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), afirmou que sua gestão durante o biênio 2025/2027 será voltada para o diálogo com os poderes e o combate à violência contra a mulher continuará sendo prioridade.
“A criação da Procuradoria da Mulher foi um avanço, mas ainda há muito a fazer. Casos como o recente em Confresa reforçam a urgência dessa luta”, apontou o presidente da ALMT.
Baseado nessa linha, o parlamentar articulou projetos que foram aprovados na ALMT e sancionados pelo Governo do Estado, tornando-se leis. Uma delas é a de número 11.795/2022, que cria o guia informativo sobre serviços públicos da rede de atendimento a mulheres em situação de violência em Mato Grosso.
“Nossa proposta tem como objetivo fundamental promover a maior divulgação sobre a oferta dos serviços especializados, bem como fomentar uma maior integração destes serviços, de modo a que se fortaleçam enquanto rede. Essa lei estabelece a divulgação, de forma contínua e permanente, em meios físicos e principalmente digitais, de um guia sobre os serviços disponíveis, mantendo-o sempre atualizado e de fácil acesso”, revelou.
Em outro ponto destacado durante seu pronunciamento de posse, Russi ponderou que a política é uma construção conjunta e nenhum avanço ocorre sem união.
“Confio no papel fundamental de meus colegas parlamentares e sei que, juntos, honraremos essa missão com integridade. O sucesso da gestão depende do esforço de todos, em sintonia com as expectativas da população”, declarou o presidente.
“Recebo essa missão com humildade e compromisso, prometendo honrar as prerrogativas dos parlamentares e fortalecendo o papel do legislativo estadual, sempre em defesa dos interesses da população”, complementou em seu discurso de posse.
Reforçando o combate à violência contra a mulher, o Governo sancionou também a Lei nº 11.100/2020, que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a adotarem medidas de auxílio às mulheres que se sintam em situação de risco.
“Com a criação de mecanismos de comunicação nos quais essas mulheres em situação de risco se sintam seguras em pedir ajuda, essa Lei busca, de uma maneira simples, diminuir as chances de serem submetidas a qualquer tipo de violência. É interessante ressaltar que os estabelecimentos não terão custos na implantação dessa lei, pois basta criar um procedimento para socorrer essas mulheres e orientar os seus empregados e colaboradores”, esclareceu o presidente da ALMT.
Russi comentou ainda que fará um trabalho voltado para os municípios. “Sou um deputado que já foi vereador, prefeito e serei um presidente municipalista. A política, quando exercida com ética e compromisso, é a maior ferramenta de progresso social que temos à nossa disposição. Costumo dizer que sou uma pessoa realizada, não apenas pela família maravilhosa que tenho, mas também pelo privilégio de trabalhar com algo que amo. Gosto de gente, gosto de estar com o povo e de servir a população”, disse.
Trajetória – O deputado Max Russi pertence ao ramo empresarial, tem 47 anos, é casado com Andreia Wagner e possui 4 filhos: Sophia, Willian, Gabriel e Marianna. Tem uma trajetória pautada no desenvolvimento social e econômico. Se reelegeu deputado estadual com um grande crescimento eleitoral, superando em 300% o seu número de votos. Foram 20.609 na primeira eleição, 35.042 na segunda e 70.328 na terceira.
Na Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, atual Setasc, implantou o maior projeto de promoção social do estado, o Pró-Família, colaborando para que mais de 22 mil famílias saíssem da miséria e tivessem a dignidade que mereciam. Esse programa de combate à vulnerabilidade evoluiu através da atuação da primeira-dama Virginia Mendes e passou a ser chamado de Ser Família e Ser Família Emergencial, levando distribuição de renda a mais de 100 famílias nos 141 municípios.
Natural de Salto do Lontra, no Paraná, sua história começou no interior de Mato Grosso, como a de muitos outros migrantes, trabalhando com afinco nessa nova terra. Iniciou como funcionário de um posto de combustível e, com todo o esforço, tornou-se empresário. Mas nunca esqueceu das dificuldades que passou.
Entrou para a política para ajudar aqueles que estavam ao seu lado e que necessitavam de um olhar mais humano do governo. Foi eleito vereador da cidade de Jaciara com 23 anos. Quatro anos depois, assumiua prefeitura de Jaciara, numa campanha de “Daví contra Golias”. Fez um excelente trabalho e foi reeleito com facilidade, estando a frente no município por mais uma gestão.
Quando sua região mais necessitava, foi à luta e se elegeu como deputado estadual do Vale do São Lourenço. Político nato e grande liderança municipalista, foi convidado pelo governador para assumir a Casa Civil, sendo a mão forte do governo e levando progresso para todos os municípios.
Esteve à frente da CCJR, cumprindo com ética a função de analisar a legalidade das propostas legislativas, além de presidir a CPI do MP Estadual, uma verdadeira luta contra a corrupção. Terminou o primeiro mandato com a força de um político experiente, mas ainda com a sede de fazer sempre mais. Foi reeleito como deputado estadual com a terceira maior votação do estado e assumiu a Primeira Secretaria da Assembleia Legislativa, reflexo da construção de uma carreira pujante e que está apenas no início.
No período de um ano, assumiu a Presidência da Casa de Leis, tendo se destacado na economia de recursos e gestão de combate à pandemia. Como presidente do Legislativo articulou ainda no início do ano, junto à Comissão de Saúde da ALMT, a criação de 5 novos postos de vacinação contra a covid-19, em polos importantes, sendo três na baixada cuiabana, um em Rondonópolis e um em Tangará da Serra.
No total, 594.611 pessoas foram imunizadas. Ao assumir o governo do estado, sancionou a Lei Complementar nº 691/21, de sua própria autoria, que criou a Delegacia Especializada de Roubo de Cargas em Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Samantha diz que vereadores devem “realinhar” oposição a Abilio
Deputada estadual eleita afirma que resultado das eleições pode ser interpretado como um recado aos parlamentares que fazem oposição ao prefeito de Cuiabá
A deputada estadual eleita Samantha Iris (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que o resultado das eleições pode ser interpretado como um recado aos vereadores de Cuiabá que fazem oposição ao prefeito Abilio Brunini (PL). Segundo ela, os parlamentares deveriam “realinhar” a atuação dos próprios mandatos e evitar críticas à gestão municipal que, em sua avaliação, não tenham fundamento.
“Acho que talvez seja o momento de alguns realinharem aquilo que têm como intenção no seu mandato, que é fazer realmente o bem por Cuiabá e não buscar criticar as coisas apenas por criticar”, declarou Samantha.
A parlamentar foi a única, entre sete vereadores de Cuiabá que disputaram vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, a conseguir se eleger. Samantha recebeu 57.900 votos e terminou na quarta colocação entre os eleitos para o Legislativo estadual.
Ao comentar o desempenho dos demais candidatos, Samantha afirmou que não analisou individualmente a votação de cada vereador, mas avaliou que o eleitor pode ter levado em consideração as críticas feitas à administração de Abilio.
“Quando a gente consegue mostrar o trabalho que a gente vem fazendo e alguns não conseguem demonstrar a viabilidade ou a verdade das críticas que imputam ao governo do Abilio ou ao meu próprio mandato de vereadora também, a população claramente vê isso e faz a sua escolha”, afirmou.
Votação de Maysa
A declaração ocorreu após Samantha ser questionada sobre o desempenho da vereadora Maysa Leão (Republicanos), que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa.
Segundo comparação apresentada pela própria Samantha, Maysa recebeu cerca de 300 votos a menos em Cuiabá neste ano em relação à eleição de 2024, quando foi eleita para a Câmara Municipal.
Maysa recebeu 5.615 votos na Capital em 2024 e, neste ano, cerca de 5,3 mil. Durante o mandato, ela se tornou uma das principais vozes de oposição a Abilio na Câmara, com críticas frequentes à administração municipal e embates públicos com o prefeito.
Vereadores derrotados
Além de Maysa, que obteve 8.958 votos no total, outros vereadores de Cuiabá que disputaram as eleições também não conseguiram se eleger.
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, ficaram de fora Alex Rodrigues (Podemos), com 13.995 votos, e Michelly Alencar (União), com 11.788 votos.
Para a Câmara dos Deputados, não foram eleitos Eduardo Magalhães (Republicanos), com 11.782 votos; Katiuscia Manteli (Podemos), com 11.195; e Rafael Ranalli (PL), com 30.237 votos.
Entre os candidatos citados, apenas Ranalli integra atualmente a base de apoio de Abilio Brunini na Câmara de Cuiabá.
Para Samantha, o resultado das urnas reforça a necessidade de os parlamentares avaliarem a forma como vêm conduzindo seus mandatos e suas críticas à administração municipal.
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