POLÍTICA MT

Festa Junina da Assembleia reuniu público de quase mil pessoas

A população prestigiou a Festa Junina 2023 da Assembleia Legislativa e lotou o estacionamento onde foi montada a estrutura que recebeu quase  três mil pessoas na noite de quinta-feira (30). Teve música, comidas típicas, a tradicional quadrilha e brincadeiras para criançada como pescaria e touro mecânico.

“Uma festa completa, as comidas gostosas, que atraem muita gente. Mas tem também pescaria, pula-pula para as crianças, três atrações musicais ao vivo. Uma das maiores festas de juninas de Cuiabá. O povo cuiabano e servidor da Assembleia são muito festivos, então sempre é um sucesso”, resumiu o animador do Arraiá, Cléber Dias, servidor da Rádio Assembleia. Ele lembrou ainda que esse tradicional evento foi realizado pela última vez em 2019 por conta da pandemia. “Estava todo mundo com saudades”, afirmou.

Júnior Jangada e Banda, Roberto Lucialdo e Matheuzinho Sucessinho foram os responsáveis por colocar o povo para dançar. Nas barracas eram vendidos pratos como Maria izabel, revirado cuiabano, milho verde, pamonha, pé de moleque, canjica, pastel, espetinho. A decoração contava com bandeirolas, fogueira cenográfica, balões e ainda uma igrejinha celebrando São Pedro, o festeiro do dia.

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“É a maior festa do Poder Legislativo feita para os servidores e aberta para população em geral.  Somos nós que confeccionamos as decorações, alguns montam sua barraquinha para atender na festa. Pessoas de diferentes setores vem ajudar na montagem”, explica a superintendente do Instituto Memória, Mara Visnadi, chefe do setor responsável pela organização da festa. “Há muito envolvimento da Mesa Diretora, dos deputados, secretários da Casa, para garantir o melhor neste dia de alegria”, completou.

Parlamentares também dançaram e aproveitaram a festa junto com os servidores e a povo de Cuiabá e região. “Uma festa bonita, organizada pelos funcionários, da família da Assembleia. Tá todo mundo feliz, quem tá vendendo [seus produtos], quem tá comprando, os cantores, quem tá dançando”, destacou o presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (União). O deputado Júlio Campos (União) confirma. “Estou muito feliz nesta festa do legislativo. Os organizadores estão de parabéns”, disse. Além deles, Paulo Araújo (PP) e Dr. João (MDB) estiveram no arraiá.

A servidora Cida Gomes refletia a animação com o festejo nas roupas e maquiagem. Por amar as festas de São João, ela fez questão de participar da quadrilha. “Eu sou filha de nordestino, meu finado pai sempre fazia festa de São Pedro. Então eu gosto de comemorar essa data, gosto de dançar”, contou. 

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A época também é esperada pela quituteira Rosemary Souza, responsável pela barraca com milho, bolho de milho, curau, pamonha e sopa paraguaia. “Os meses de junho e julho são muito bons, espero vender tudo”, disse no começo da festa.

Fonte: ALMT – MT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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