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Fávaro fica fora do Senado com 411 mil votos; filha também não consegue vaga na ALMT

Ex-ministro terminou a disputa em quarto lugar, enquanto Rafaela Fávaro recebeu 9.787 votos na eleição para deputada estadual

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O senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura, não conseguiu renovar o mandato nas eleições deste domingo (4). Ele terminou a disputa pelo Senado em quarto lugar, com 411.020 votos, equivalentes a 11,5%.

O resultado encerra o atual ciclo de Fávaro no Senado, iniciado após a eleição suplementar de 2020. Naquele pleito, realizado depois da cassação do mandato de Selma Arruda, ele recebeu 369.903 votos, correspondentes a 25,9%.

Na eleição de 2020, Fávaro contou com votos de uma parcela do eleitorado ligado ao então presidente Jair Bolsonaro. Dois anos depois, porém, aproximou-se de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da campanha presidencial e, posteriormente, assumiu o Ministério da Agricultura.

A mudança de campo político passou a ser explorada por adversários e setores da direita, que passaram a classificá-lo como “traidor”. O rótulo voltou a aparecer durante a campanha eleitoral deste ano.

A ida de Fávaro para o ministério também levou sua primeira suplente, Margareth Buzetti (PP), a assumir a cadeira no Senado. Com o passar do mandato, os dois adotaram posições políticas distintas. Buzetti se alinhou à direita e passou a votar contra pautas do Governo Federal.

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Em votações consideradas importantes, Fávaro chegou a deixar temporariamente o Ministério da Agricultura para reassumir o mandato e participar das deliberações no Senado.

A eleição também terminou sem vitória para a filha do senador, Rafaela Fávaro (PSD). Candidata a deputada estadual, ela recebeu 9.787 votos e não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Foi a segunda disputa eleitoral de Rafaela. Em 2024, ela concorreu como candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa encabeçada por Lúdio Cabral (PT), que também não venceu a eleição municipal.

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POLÍTICA MT

Vereador de Cáceres é detido com material de campanha durante votação

Jerônimo Gonçalves Pereira, do PL, também disputava vaga na Assembleia Legislativa; balanço eleitoral registrou dezenas de ocorrências em Mato Grosso

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O vereador de Cáceres Jerônimo Gonçalves Pereira (PL) foi detido na tarde deste domingo (4) durante a votação no município, após ser flagrado com materiais de propaganda eleitoral.

De acordo com as informações divulgadas, o parlamentar estava com os chamados “santinhos”, em uma ocorrência enquadrada como boca de urna. Jerônimo também concorria ao cargo de deputado estadual pelo PL.

A detenção ocorreu durante o período de votação e passou a integrar o balanço das ocorrências eleitorais registradas em Mato Grosso. Ao todo, 34 pessoas foram presas no Estado, a maioria em situações relacionadas à boca de urna. Em Sinop, um servidor também foi detido sob suspeita de compra de votos.

Em um dos boletins divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) durante o domingo, haviam sido contabilizadas 33 ocorrências, das quais 19 estavam relacionadas à prática de boca de urna. Naquele momento, 25 pessoas haviam sido detidas.

Também foram registradas ocorrências envolvendo desordem, desobediência, suspeita de compra de votos e propaganda eleitoral irregular.

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Jerônimo foi o único candidato citado entre os detidos no balanço divulgado pelo TRE-MT até aquele momento. As ocorrências de boca de urna foram registradas em diferentes municípios e incluíram situações como distribuição de material de campanha e abordagem de eleitores nas proximidades dos locais de votação.

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