POLÍTICA MT
ALMT entrega moções em reconhecimento a policiais militares por atuação de destaque na segurança pública
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (9), a entrega de duas homenagens em reconhecimento ao trabalho de policiais militares que se destacaram na defesa da vida e na segurança da população. De autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (União), foram concedidas a Moção de Louvor nº 268/2026 e a Moção de Aplauso nº 267/2026.
A Moção de Louvor nº 268/2026 foi concedida ao cabo da policia militar Elder Rodrigo da Silva (Cabo PM R Silva), em reconhecimento à sua atuação decisiva no dia 16 de fevereiro, quando interveio em uma ocorrência de extrema gravidade após um feminicídio. Mesmo estando de folga, o policial agiu com rapidez e coragem ao impedir que o autor do crimes desse continuidade a sua ação, onde tentaria também contra a vida das próprias filhas da vítima. Durante a ação, foi necessário neutralizar o suspeito para preservar a vida das jovens envolvidas na ocorrência.
Durante a entrega da homenagem, o deputado Eduardo Botelho destacou a importância de reconhecer publicamente atitudes de bravura dos profissionais da segurança pública.
“Estamos homenageando um herói. O Cabo R Silva teve uma atuação na hora certa, conseguiu evitar que mais vidas fossem perdidas e demonstrou muita coragem. É importante reconhecer pessoas como ele, que arriscam suas vidas à proteção da sociedade. Que seu exemplo sirva para toda a corporação”, afirmou o parlamentar.
Além do reconhecimento ao ato de bravura, a Assembleia Legislativa também concedeu a Moção de Aplauso nº 267/26 à Tenente-Coronel Valéria Fleck, comandante da Força Tática do 1º Comando Regional de Cuiabá, em reconhecimento à sua trajetória profissional e aos relevantes serviços prestados à segurança pública do Estado.
Botelho ressaltou que a homenagem também representa o reconhecimento ao trabalho de liderança desempenhado pela oficial.
“Parabéns, Tenente-Coronel. A senhora merece essa homenagem em nome da Assembleia Legislativa e do povo de Mato Grosso. É um reconhecimento ao trabalho brilhante que vem sendo realizado à frente da Força Tática, salvando vidas e garantindo mais segurança à população”, declarou.
A comandante da Força Tática destacou que o reconhecimento recebido também simboliza o trabalho coletivo realizado pela corporação e a importância do treinamento constante dos policiais.
“Esse mérito é do Cabo R Silva, que demonstrou o preparo técnico adquirido na Força Tática. Somos uma tropa especializada, com treinamento diário, voltada ao combate às facções e aos crimes violentos, como homicídios e feminicídios. Graças a esse preparo, ele conseguiu agir com eficácia e evitar que uma família inteira fosse morta”, afirmou a tenente-coronel.
O Cabo PM Elder Rodrigo da Silva também relatou como ocorreu a ação que resultou no salvamento das vítimas.
“O suspeito já tinha saído do local do crime quando uma das filhas entrou em contato com a irmã para ajudar a mãe. Quando ela chegou, eu já estava no portão tentando prestar socorro, mas infelizmente a mãe já estava morta. Ela então contou que o pai estava indo para a casa da irmã. Um homem que passava de moto me levou até o local. Quando tentei abordar o suspeito, ele fugiu e depois sacou uma arma contra mim. Diante da situação, tive que neutralizá-lo”, explicou.
As homenagens reforçam o reconhecimento da Assembleia Legislativa ao trabalho desempenhado pelos profissionais da segurança pública que, com coragem e preparo, atuam diariamente na proteção da sociedade mato-grossense.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio
Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores
Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.
Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.
As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.
“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.
Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.
“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.
A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.
Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.
Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.
O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.
A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.
*Do combate à prevenção*
As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.
A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.
Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.
“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.
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