OPINIÃO
Esperançar: reflexões para um novo tempo
O fim de um ano sempre nos convida à reflexão. É um tempo em que fazemos balanços, revemos escolhas e, sobretudo, olhamos para frente. Em Mato Grosso, esse exercício coletivo tem revelado um sentimento comum: a necessidade de esperança diante dos desafios que se acumulam e das transformações que o futuro exige.
Esperança, no entanto, não pode ser apenas expectativa. Gosto de usar o verbo esperançar justamente por isso. Esperançar é agir. É cuidar, planejar, ouvir, fazer. É transformar inquietações em compromissos verdadeiros com a vida real das pessoas e com o lugar onde vivemos.
Como médica, aprendi que não existe saúde sem escuta, sem diagnóstico responsável e sem decisões baseadas na realidade. O mesmo vale para a vida pública. Não há desenvolvimento verdadeiro sem atenção às pessoas, às suas necessidades cotidianas e aos contextos em que estão inseridas.
Ao longo deste ano, em encontros, conversas e visitas, ouvi histórias que se repetem. Famílias que desejam mais oportunidades, profissionais que buscam reconhecimento, jovens que querem perspectivas e trabalhadores que esperam ser valorizados e ouvidos. Esses relatos apontam para algo essencial: a importância de reconstruir vínculos, fortalecer a confiança e ampliar o diálogo com verdade e transparência.
Mato Grosso é um estado forte, diverso e cheio de potencial. Mas o potencial só se transforma em realidade quando há propósito, responsabilidade e cuidado contínuo. Esperançar é assumir que podemos fazer melhor, e que esse “melhor” começa com escuta, planejamento e compromisso com as pessoas.
Que o novo ano nos abrace e reforce ainda mais a disposição para agir, mais coragem para mudar e muita sensibilidade para cuidar. Porque quando a esperança se transforma em atitude, somos naturalmente levados a refletir sobre o que queremos de Mato Grosso: um estado que valorize as pessoas, respeite as diferenças, fortaleça o diálogo e construa o futuro com responsabilidade e humanidade.
Dra. Natasha Slhessarenko é médica há 35 anos em MT e
POLÍTICA MT
ALMT recebe Aprosoja e reforça papel estratégico na defesa do agro
Durante sessão extraordinária realizada na quarta-feira (14), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), quebrou o protocolo ao abrir a tribuna do Parlamento para a manifestação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Bebber, que tratou do posicionamento dos deputados estaduais contra a moratória da soja. O projeto de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), teve a assinatura e coautoria de outros 12 deputados.
“Quando um setor produtivo como o de Mato Grosso assume uma luta que ultrapassa as fronteiras do Estado e alcança todo o Brasil e o mundo, já que não há um único lugar no planeta onde não exista um produto do agronegócio ou das riquezas de Mato Grosso, e conta com o apoio de toda a força política, como a Assembleia Legislativa e as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, essa união se transforma em uma força inesgotável. Foi caminhar em um único sentido que tornou possível a nossa vitória”, afirmou Lucas Costa Bebber.
A Moratória da Soja é um acordo setorial de adesão voluntária que impede grandes empresas de adquirirem soja cultivada em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia. A iniciativa tem como objetivo combater o desmatamento na cadeia produtiva, por meio de monitoramento via satélite e do uso de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No entanto, ao contrário do que muitas vezes é propagado, o setor produtivo afirma que atua em defesa do meio ambiente e de suas riquezas naturais, destacando que a preservação ambiental é condição essencial para a fertilidade do solo e para a sustentabilidade da produção agrícola.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
“Fomos a Brasília, junto com a Aprosoja/MT e conseguimos uma vitória importante para Mato Grosso. Isso fortalece e muito o agro, o setor produtivo em nosso Estado”, disse o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, sinalizando que o protagonismo do Parlamento Estadual foi em defesa do povo e em prol de Mato Grosso.
Em seu discurso, o presidente da Aprosoja destacou ainda a importância do trabalho conjunto em defesa da segurança jurídica e da valorização de quem produz, reforçando a luta por justiça aos produtores rurais de todo Mato Grosso. “Ocupo essa tribuna em nome da Aprosoja/MT e dos milhares de produtores rurais que representamos para agradecer o empenho, a escuta ativa e a sensibilidade desta Casa no enfrentamento do debate. Essa foi uma construção de várias mãos”, destacou.
“Presidente Max Russi, deputada Janaína Riva, Wilson Santos, Carlos Avallone e tantos outros…cada um dando a sua contribuição em momentos chaves”, emendou Lucas Bebber que ainda citou os senadores por Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro (PSD), além dos deputados federais por Mato Grosso como protagonistas da vitória da Moratória da Soja.
“Registro o papel dos prefeitos de Mato Grosso, liderados pela Associação Mato-grossense dos Municípios, sob a presidência de Leonardo Bortolin, e das Câmaras Municipais, à época sob a presidência do vereador Bruno Rios, que compreenderam que a moratória não afetava apenas produtores, mas o desenvolvimento dos municípios, a geração de empregos e a arrecadação local”, disse o presidente da Aprosoja-MT.
Lucas Bebber também destacou a atuação dos senadores Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e do suplente em exercício José Lacerda (PSD) e outros autoridades. “Meu reconhecimento ao Tribunal de Contas, ao presidente Sérgio Ricardo e ao conselheiro Antônio Joaquim, relator da auditoria dos incentivos fiscais, ao governador Mauro Mendes que, não apenas sancionou a lei aprovada neste Parlamento como também a defendeu a mesma no Supremo Tribunal Federal”.
Para completar, o presidente da Aprosoja destacou a atuação do deputado Gilberto Cattani. “Faço um destaque especial ao deputado Gilberto Cattani, que teve coragem para sustentar essa tese, enfrentou ataques e se manteve firme, explicando com clareza o propósito da lei”.
Conforme Lucas Bebber, “o Estado de Mato Grosso sai fortalecido desse debate, e esta Assembleia Legislativa reafirma seu protagonismo na defesa de seus cidadãos. Produzir com responsabilidade socioambiental é um compromisso – não por imposição externa ou de grandes corporações -, mas porque a Constituição do Brasil e a de Mato Grosso e o arcabouço ambiental mais rigoroso do mundo assim determinam. Abusos econômicos camuflados de verde ainda serão tentados, mas hoje temos a certeza de que teremos maturidade para debater e esta Casa de Leis estará ao nosso lado, ao lado de Mato Grosso, ao lado do Brasil e de sua gente”, completou.
Fonte: ALMT – MT
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