POLÍTICA MT

Eliane Xunakalo defende redirecionar emendas para apoio a mulheres vítimas de violência

(Matéria de Jairo Pitolé)

A deputada em exercício, Eliane Xunakalo (PT), apresentou na manhã desta quarta-feira (29), um substitutivo integral ao Projeto de Lei 1.470/2024, em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A nova redação prevê a destinação de emendas parlamentares para criação de casas de acolhimento e de um programa de capacitação profissionais para as mulheres vítimas de violência. Ao contrário da redação anterior, que previa destino de emendas a clubes de tiros, localizados em Mato Grosso, para aquisição de munições e alvos e alvos destinados a mulheres detentoras de porte ou posse de arma de fogo.

Segundo a deputada, Mato Grosso tem registrado a maior taxa proporcional de feminicídios no país. Ou seja, Mato Grosso é líder nesta modalidade. “Arma de fogo em casa é um perigo. Por isso, o seu uso jamais pode ser visto como opção para reverter essa situação. Ao contrário, o que precisamos é de políticas públicas, que previnam, acolham e mantenham vivas as mulheres. Mulheres vivas significam famílias vivas”, justificou.

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Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 42 casos de feminicídios em Mato Grosso, o que representa uma taxa de 2,5 casos a cada 100 mil habitantes – a maior do Brasil. Já no ano passado (2025), de acordo com os dados do Observatório Caliandra, divulgado pelo MPMT (Ministério Público de Mato Grosso), foram 52 casos. Entre as vítimas, sete possuíam medidas protetivas de urgência, ao contrário das outras 45, que, quando foram assassinadas, não possuíam nenhum tipo de proteção judicial.

Neste ano, com base nos dados registrados até 12 de abril, Mato Grosso registrou 13 casos. As principais causas destes crimes são término de relacionamento, ciúmes associados ao sentimento de posse e a total falta de respeito à condição feminina.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Após ausência de procurador-geral, CPI convoca empresários

O Procurador-Geral do Estado de Mato Grosso, Francisco de Assis da Silva Lopes, não compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), quando deveria prestar informações sobre a atuação do Procuradoria do Estado no que diz respeito aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ele enviou um ofício para justificar a ausência, alegando audiência com o governador em exercício, José Zuquim Nogueira. A CPI investiga as possíveis irregularidades na pasta da saúde durante a pandemia e deverá ouvir empresários ligados a contratos que prestavam serviços à SES.

Presidida pelo deputado Wilson Santos, do PSD, a CPI deverá escutar, nas próximas semana, os ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, e o atual gestor da pasta, Juliano Melo. Antes, na próxima semana, está prevista a participação de empresário ligados a contratos que estão sendo investigados.

Confira a reportagem do Adão de Oliveira no áudio abaixo.

Fonte: ALMT – MT

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