POLÍTICA MT
Dr. João destina emenda para educação de Bom Jesus do Araguaia
Foto: Helder Faria
O deputado estadual Dr. João (MDB) destinou emenda parlamentar para a área da educação do município de Bom Jesus do Araguaia no valor de R$ 100 mil reais que serão investidos na aquisição de tablets para a rede de ensino municipal. O recurso foi pago e já está na conta da prefeitura.
A emenda destinada para Bom Jesus do Araguaia atende a uma demanda apresentada pelo vereador do município Fabiano Barros ao deputado Dr. João, que na oportunidade já deu encaminhamento para que a demanda fosse concretizada. “Meu sentimento é de gratidão por esta grande conquista para o desenvolvimento educacional da nossa região, e com o apoio do deputado, sem dúvida, teremos muito mais conquistas pela frente” destacou o vereador Fabiano.
Segundo o parlamentar, a emenda visa proporcionar o aumento do uso de recursos tecnológicos no âmbito escolar, permitindo que tanto os alunos quanto os professores estejam conectados.
“As novas gerações já nascem sabendo lidar com a tecnologia e por isso estão familiarizadas com tablets desde muito cedo, por isso quando essa ferramenta migra para salas de aula como material de apoio aos estudos, a tendência é aumentar muito a produtividade e o rendimento escolar, os alunos de hoje precisam de estímulos bem maiores, e o tablet é um desses estímulos” pontuou o deputado.
Para o parlamentar é muito importante dar as devidas condições aos alunos e professores em adotar e ter esse tipo de ferramenta no plano de ensino, são muitas as vantagens e que fará a diferença no futuro de cada aluno.
POLÍTICA MT
No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero
Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.
Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.
E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.
Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.
“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.
Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.
E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.
Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.
A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.
Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.
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