DESCRÉDITO NO STF

Desconfiança no STF bate recorde e chega a 48%; veja o que revela o novo Datafolha

Levantamento mostra aumento de cinco pontos em relação a março e aponta mudança na percepção dos brasileiros sobre o Supremo em meio à atual crise envolvendo a Corte

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A desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 48%, o maior percentual registrado pelo Datafolha desde o início da série histórica, em 2012. O índice representa uma alta de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em março, quando 43% dos entrevistados afirmavam não confiar na Corte.

De acordo com a pesquisa, 35% dizem confiar um pouco no STF, enquanto 14% afirmam confiar muito. O resultado coloca o Supremo, numericamente, acima de outras instituições avaliadas pelo levantamento em relação ao percentual de desconfiança: 45% não confiam no Congresso Nacional, 45% nos partidos políticos e 42% na Presidência da República.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, com 2.001 entrevistados em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

A pesquisa foi divulgada em meio a uma sequência de discussões no STF envolvendo ministros da Corte e o caso Banco Master. Entre os episódios recentes está a análise de questões relacionadas a mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mencionadas em relatório apresentado pelo ministro André Mendonça.

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Diferenças entre os grupos

O levantamento também mostra diferenças na percepção sobre o Supremo de acordo com o perfil dos entrevistados. A desconfiança chega a 54% entre os homens, enquanto aparece em 43% entre as mulheres. Entre pessoas com renda familiar superior a cinco salários mínimos, o índice alcança 60%.

Há ainda uma diferença significativa conforme a avaliação do governo federal. Entre aqueles que classificam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ruim ou péssimo, 75% afirmam não confiar no STF. Entre os entrevistados que declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, o índice de desconfiança chega a 69%, segundo o levantamento.

O cenário também apresenta mudanças na percepção sobre outras instituições. A desconfiança em relação aos partidos políticos caiu de 52% para 45% desde março. Já o Poder Judiciário, considerado de forma geral, registra 38% de desconfiança, enquanto 43% dizem confiar um pouco e 17%, muito.

Entre as instituições pesquisadas, a imprensa registra 33% de desconfiança, as grandes empresas brasileiras, 23%, e as Forças Armadas, 25%. O levantamento também identificou aumento nos percentuais daqueles que afirmam confiar muito em algumas dessas instituições em comparação com março.

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Os dados foram coletados pela Datafolha e fazem parte da série de levantamentos sobre a confiança dos brasileiros nas instituições. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

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Racha no PL: prefeito mantém apoio a Pivetta e diz que partido pode expulsá-lo

Sérgio Machnic afirma que sua posição para o Governo de Mato Grosso está definida e que continuará filiado à sigla enquanto não houver expulsão.

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O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), afirmou que não pretende deixar o partido por iniciativa própria, mesmo diante da possibilidade de expulsão por apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), em meio à pressão interna do PL sobre prefeitos que decidiram apoiar Pivetta em vez do candidato da própria legenda, Wellington Fagundes (PL). 

Machnic foi direto ao comentar a possibilidade de ser punido pela legenda. “Se o partido achar que é infidelidade, pode me expulsar, não tem problema. Mas a minha posição está tomada. Para governador eu apoio o Pivetta”, afirmou. Segundo o prefeito, ele continuará filiado ao PL enquanto a própria legenda não tomar uma decisão sobre sua permanência. “Se ele quiser, vai ter que expulsar”, declarou ao ser questionado se deixaria o partido voluntariamente. 

A posição de Machnic contraria a orientação do PL para a disputa estadual, já que Wellington Fagundes é o nome da sigla para o Governo de Mato Grosso. A divergência faz parte de uma disputa interna que envolve outros prefeitos do partido que também declararam apoio a Pivetta. A direção estadual do PL já anunciou procedimentos relacionados aos gestores que apoiam o governador. 

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Apesar da divergência na eleição para governador, Machnic afirmou que continua apoiando outros nomes ligados ao PL. Ele citou Flávio Bolsonaro, José Medeiros, além de candidatos às disputas proporcionais. O prefeito também declarou que sua decisão de apoiar Pivetta está relacionada, segundo ele, à atuação do Governo do Estado em Primavera do Leste. 

Machnic também negou ter sido pressionado por Pivetta com relação ao envio de recursos para o município. Questionado sobre acusações de que prefeitos estariam sendo pressionados a apoiar o governador sob risco de perder investimentos, afirmou que isso não aconteceu com ele e que não tem conhecimento de situação semelhante envolvendo outros prefeitos. 

Mesmo diante da possibilidade de expulsão, o prefeito mantém sua posição. “A minha posição é bem clara. Eu não vou voltar atrás. Meu apoio é para o governador Pivetta”, concluiu. 

 

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