POLÍTICA MT
Deputados votam 29 vetos governamentais e derrubam três
Foto: Ronaldo Mazza
Reunidos em sessão plenária nesta quarta-feira (8), os deputados estaduais de Mato Grosso votaram 22 vetos do governador Mauro Mendes (União) a projetos de deputados e mensagens governamentais. Dos 22 vetos que tramitaram em plenário, os deputados derrubaram três vetos.
Os vetos derrubados foram: veto 02/2023 – veto total aposto ao Projeto de Lei nº 772/2021, de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União), que dispõe sobre a vedação ao acesso a cargos, efetivos ou em comissão, empregos e funções públicas no Estado de Mato Grosso das pessoas condenadas pela prática de crime previsto na Lei Federal nº 13.834, de 4 de junho de 2019; veto 14/2023, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), veto total aposto ao Projeto de Lei nº 884/2022, que altera a Lei nº 6.980, de 30 de dezembro de 1997, que autoriza a estadualização das escolas conveniadas que atendem a clientela em idade obrigatória de escolarização no Estado de Mato Grosso e o veto 22/2023, do deputado Wilson Santos (PSD), veto total aposto ao projeto de lei nº 423/2015, que garante, através do Sistema Único de Saúde, no Âmbito do Estado de Mato Grosso, o acesso dos diabéticos ao teste de anticorpos ANTIGAP para identificação do tipo específico de diabetes.
Em relação ao veto 21/2023, veto parcial aposto ao Projeto de Lei nº 814/2022, do Governo do Estado, que estima a receita e fixa a despesa do Estado de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2023, os deputados mantiveram o veto, mas derrubaram o veto às emendas 261, 265 e 266. O veto mantido foi para as emendas 263, 264, 268 e 272. A emenda nº 266 da Lei Orçamentária Anual de 2023, que trata da destinação de R$ 85 milhões para várias ações desenvolvidas pela Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer).
Os recursos serão destinados à prestação de serviço de assistência técnica e extensão rural, disponibilização de insumos para a agricultura familiar, manutenção de ações de informática, modernização da gestão fiscal, aperfeiçoamento da transparência e cidadania, apoio e fomento aos municípios na estruturação de saneamento ambiental, manutenção de rodovias não pavimentadas e conservação de rodovias pavimentadas.
Do valor global, R$ 85 milhões, 8,2 milhões serão destinados à restruturação física das unidades operacionais da entidade, e R$ 7,7 milhões para aparelhamento de unidades. Os recursos foram realocados de várias fontes, como da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Tesouro e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).
Os 19 vetos mantidos foram os vetos 107/2022, 110,2022, 01/2023, 02/2023, 03/2023, 04/2023, 06/2023, 09/2023, 1/2023, 12/2023, 13/2023, 15/2023, 16/2023, 17/2023, 18/2023, 20/2023, 21/2023, e 23/2023. O veto 07/2023, do Poder Executivo, veto parcial aposto ao Projeto de Lei nº 573/2022, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2023, foi mantido ao artigo 16, inciso II, artigo 18, artigo 76 e artigo 90, inciso III e IV do parágrafo 1º, e derrubado ao parágrafo único do artigo 8º, parágrafo único do artigo 61 e derrubado, na integralidade, o artigo 54.
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) declarou, nesta quinta-feira (8), apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, disputado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cury afirmou, porém, que o apoio não envolve negociação de cargos ou vantagens pessoais e que pretende cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo candidato.
Cury recebeu 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e terminou a disputa na terceira colocação. Segundo declaração divulgada por sua assessoria de imprensa, o ex-candidato conversou com Flávio por videoconferência e apresentou condições para apoiar sua candidatura.
“Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou Cury, ao explicar que não pretende integrar uma eventual gestão do senador.
O ex-candidato também ressaltou que o apoio está condicionado ao cumprimento de propostas relacionadas à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação de contas à sociedade.
Entre os compromissos apresentados por Cury estão o fim da reeleição presidencial, a ampliação do acesso à saúde por meio da telemedicina, o combate à violência contra as mulheres, a valorização dos professores, o incentivo às microempresas e ao cooperativismo, além do fortalecimento da agricultura e da pacificação nacional.
O posicionamento foi acompanhado de uma ressalva: o apoio não representa uma adesão irrestrita ao projeto político de Flávio Bolsonaro. Cury afirmou que continuará exercendo seu direito de questionar e criticar o candidato caso considere necessário.
Flávio agradeceu publicamente o apoio e classificou a conversa com o ex-candidato como uma “surpresa muito agradável”. O senador também destacou a importância da participação de Cury na construção de propostas para o país.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,15%, segundo os números apresentados na reportagem do g1. Os dois candidatos disputam a etapa final da eleição presidencial.
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