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Deputado Max Russi propõe audiência pública sobre ameaça de despejo em bairros de Cuiabá

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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), é requerente de uma audiência pública da Assembleia Legislativa para tratar da regularização fundiária e da ameaça de despejo que atinge mais de 1.800 famílias dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e parte do Jardim Vitória, em Cuiabá. A reunião realizada conjuntamente com a vereadora por Cuiabá, Katiuscia Mantelli (Podemos), acontece na próxima quinta-feira (14), às 14h, no plenário Renê Barbour.

A mobilização ocorre após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área denominada “Águas Nascentes”. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.

Max Russi destacou que o objetivo da audiência é colocar todos os órgãos de controle e execução na mesma mesa para evitar uma desocupação forçada sem alternativas habitacionais. “Será uma oportunidade de ouvir todas as partes. Após o Estado e o Município apresentarem soluções, o caso deve passar por um estudo social e ambiental detalhado antes de qualquer medida”, pontuou o parlamentar.

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Segundo a vereadora Katiuscia, a situação gerou pânico entre os moradores devido ao desencontro de informações. “As famílias não sabem exatamente qual área será retirada ou quantas pessoas serão afetadas. Sabemos que há áreas de preservação e de risco onde famílias precisarão ser realocadas, mas precisamos de uma solução que não as deixe desamparadas”, explicou a vereadora.

A audiência pública será realizada na Assembleia Legislativa e contará com a presença de representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, governo do estado e prefeitura de Cuiabá.

A ideia é que o processo seja encaminhado à Comissão de Soluções Fundiárias para garantir que o cumprimento da sentença respeite a dignidade das 1.800 famílias que residem na região há mais de uma década.

Serviço

Evento: Audiência Pública – Regularização e Desocupação dos bairros Jardim Vitória, Silvanópolis e Paraisópolis.

Data: 14 de maio (Quinta-feira)

Local: Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)

Horário: 14h

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Flávio Bolsonaro promete manter programas sociais, mas não garante aumento real do salário mínimo

Site de campanha do candidato do PL afirma que benefícios serão preservados e prevê correção do piso pela inflação, sem detalhar a política de valorização nem possíveis mudanças no BPC.

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) lançou um site para responder a notícias que considera falsas e apresentar posicionamentos de sua campanha. Entre os temas abordados estão o salário mínimo, os programas sociais, a jornada de trabalho e o escândalo envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Sobre o salário mínimo, o candidato afirma que não pretende extinguir o piso nacional nem desvinculá-lo da inflação. No entanto, o material divulgado não apresenta compromisso explícito com reajustes acima da inflação, mecanismo que garante aumento real do poder de compra dos trabalhadores.

A política de valorização retomada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, prevê a correção pela inflação medida pelo INPC, somada à variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB), respeitados os limites fiscais em vigor. Durante o governo Jair Bolsonaro, o salário mínimo teve reajustes baseados na inflação, sem ganho real na maior parte do período.

O tema se tornou um dos pontos de disputa na campanha presidencial. Lula afirma que propostas de ajuste fiscal defendidas por integrantes da equipe de Flávio podem atingir políticas sociais. O candidato do PL, por sua vez, nega que pretenda concentrar medidas de contenção de gastos sobre a população mais pobre, embora seus assessores defendam uma redução das despesas públicas.

No site de campanha, Flávio afirma que o Bolsa Família e os demais programas assistenciais serão mantidos. A proposta apresentada prevê aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes, mas não detalha possíveis mudanças nos critérios de concessão ou nos valores dos benefícios.

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A mesma falta de detalhamento aparece na abordagem sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendem aos critérios legais. Questionada sobre uma eventual redução do benefício, a campanha afirma que os programas sociais existentes serão preservados, mas não esclarece se haverá alterações na política de valorização.

Após a publicação de reportagem sobre o tema, Flávio se comprometeu publicamente a conceder reajustes nas aposentadorias acima da inflação. Ainda assim, o plano divulgado não apresenta detalhes suficientes para determinar como essa promessa seria implementada ou como se relacionaria com as despesas previdenciárias.

A campanha também aborda o programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio. O candidato nega que pretenda extinguir a iniciativa e classifica como equivocada a interpretação de que a proposta de redução de despesas significaria o fim do programa.

Outro tema incluído no site é a jornada de trabalho. Flávio menciona a proposta de flexibilização defendida pelo coordenador político de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), em oposição ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para um de descanso.

Segundo a campanha, a proposta prevê remuneração por hora trabalhada e manutenção de direitos como FGTS, férias e 13º salário. O material, porém, não detalha como a flexibilização seria regulamentada nem quais garantias seriam adotadas para evitar perda de renda ou de proteção trabalhista.

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Banco Master e BRB também entram no debate

O site de Flávio dedica espaço ao caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. O candidato afirma que não utilizará recursos de aposentados para cobrir prejuízos relacionados ao caso e sustenta que o presidente da República não tem ingerência direta sobre o banco regional.

O material não menciona conversas entre Flávio e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nem aborda o repasse de ao menos R$ 65 milhões ao filme sobre Jair Bolsonaro, pontos citados na reportagem original. A campanha afirma que trabalhará para preservar a solidez e a confiabilidade das instituições financeiras brasileiras.

A discussão também envolve o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP), aliada de Flávio, defendeu um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com garantia da União para enfrentar a crise do BRB. O presidente Lula, por sua vez, afirmou que o governo federal não pretende repassar recursos para cobrir prejuízos do banco.

As propostas divulgadas indicam as principais linhas de discurso econômico e social da candidatura, mas deixam questões em aberto sobre a execução das medidas. Entre os pontos que ainda exigem esclarecimento estão a política de reajuste real do salário mínimo, eventuais mudanças no BPC e os efeitos de uma política de contenção de gastos sobre os programas sociais e a Previdência.

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