POLÍTICA MT
Deputado Juca do Guaraná critica possível fechamento da Santa Casa em Cuiabá
O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) fez um apelo público contra o possível fechamento do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. O local é um dos mais tradicionais da capital mato-grossense. Em entrevista ao Programa Painel, da Rádio ALMT, o parlamentar classificou a medida como um grande equívoco e defendeu a continuidade dos serviços prestados pela unidade. O parlamentar reforçou que a Assembleia Legislativa está acompanhando de perto a situação.
“Fechar a Santa Casa seria um retrocesso, na minha opinião. A Santa Casa é algo histórico para nós cuiabanos, para nós mato-grossenses. Não podemos deixar que uma instituição tão importante tenha suas portas fechadas. Acredito que a Assembleia já está atenta, por meio do presidente Max Russi. Já tivemos reuniões com o prefeito Abílio e com o governo do estado. Todos estão preocupados com essa possibilidade”, afirmou Juca.
O deputado destacou que a unidade hospitalar possui setores que são referência, como a pediatria e a oncologia, e que a interrupção desses serviços afetaria diretamente a população.
“Hoje a pediatria da Santa Casa faz um trabalho de excelência, a oncologia também. Então, não podemos deixar fechar. Sou radicalmente contra o fechamento da Santa Casa. Vamos brigar para que não tenha esse fechamento. Estamos preocupados e atentos a isso”, reforçou.
Juca também defende que uma possível saída seja a municipalização do hospital. “Teria que passar para Cuiabá, para que a Prefeitura possa continuar atendendo os nossos munícipes e fazer um trabalho de excelência”, sugeriu.
Na mesma entrevista, o deputado falou ainda sobre a expectativa em torno do Hospital Central, que terá a gestão da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein.
“O Hospital Central é um grande sonho de todos nós mato-grossenses. Queremos que tenha saúde de qualidade e, como vai ser gerido pelo Albert Einstein, nós queremos a qualidade do Albert Einstein para os mato-grossenses”, completou. Veja a entrevista completa do deputado à Rádio ALMT aqui.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Após articulação de Max Russi, Estado e Prefeitura avançam em acordo para regularizar área ocupada por 1,8 mil famílias
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá.
Em reunião realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o prefeito Abilio Brunini (PL) e representantes de outros poderes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual (MPE), para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes.
O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema.
“Estou muito feliz! O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Sargento Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou.
A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Mantelli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá.
Foto: Gil Gomes/Assessoria de Gabinete
Liminar de desapropriação – Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental.
A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.
No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso.
Encaminhamento das soluções – Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto.
Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário.
Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do governo para serem realocados em outra região.
Fonte: ALMT – MT
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