Eleições 2026

Deputado estadual recebeu 37,3 mil votos e terminou como primeiro suplente; partido elegeu três parlamentares para a Assembleia Legislativa

Botelho reconhece votação abaixo da expectativa e atribui resultado a desempenho do MDB

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) avaliou que o resultado das eleições de domingo (4) ficou abaixo das projeções feitas durante a campanha e reconheceu que sua votação não foi suficiente para garantir a reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Candidato ao quarto mandato consecutivo no Legislativo estadual, Botelho recebeu 37.359 votos e terminou a disputa como primeiro suplente do MDB. Durante a campanha, a expectativa era alcançar uma votação entre 40 mil e 45 mil votos, patamar que, segundo ele, ajudaria o partido a ampliar sua representação na Assembleia.

“A chapa foi fraca. E a minha votação também. Eu esperava ter de 40 a 45 mil votos. Na pior das hipóteses, 40 mil votos. Não tivemos nem os 40 mil”, afirmou.

MDB fica com três cadeiras

O MDB conseguiu eleger três deputados estaduais: Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva. A estratégia da legenda, segundo Botelho, trabalhava com a possibilidade de conquistar uma quarta cadeira.

Para o parlamentar, o desempenho de parte dos candidatos ficou abaixo do esperado e acabou prejudicando o resultado coletivo da chapa.

“Nós viemos com a ideia de fazermos quatro cadeiras até o final. Apenas na eleição é que não deu certo. A chapa inteira, com exceção dos três primeiros, teve votação baixa”, avaliou.

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Botelho citou como exemplo Silvano Amaral, Túlio Fontes e Jéssica Riva, que estavam entre os nomes considerados importantes para alcançar a quarta vaga.

Jéssica Riva ficou fora

Entre as apostas do partido estava Jéssica Riva, irmã da deputada Janaina Riva (MDB) e filha do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva.

A expectativa, conforme Botelho, era que Jéssica, Thiago Silva e ele próprio alcançassem aproximadamente 40 mil votos cada.

O resultado, porém, foi diferente. Jéssica Riva recebeu 25.979 votos e não foi eleita, enquanto Thiago Silva obteve 40.856 votos e garantiu uma das três vagas conquistadas pelo MDB.

Na avaliação de Botelho, a votação abaixo das expectativas de diversos candidatos comprometeu o desempenho geral da legenda.

“Ela não teve a votação, eu não tive também, o Silvano não teve, os outros não tiveram. A votação da chapa foi muito pequena por conta disso”, declarou.

Mudança de partido

Botelho também foi questionado sobre a decisão de deixar o União Brasil e ingressar no MDB no início deste ano. Ele rejeitou a possibilidade de que a mudança tenha sido um erro político.

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Segundo o deputado, caso tivesse permanecido no antigo partido e repetido a votação obtida no domingo, teria alcançado uma posição de destaque dentro da legenda e poderia ter garantido a reeleição.

“Eu não vejo como um erro [a mudança partidária]. O que faltou foram os votos. Faltou voto meu e faltou voto do partido”, afirmou.

Segundo revés eleitoral

A não reeleição representa o segundo revés consecutivo de Botelho nas urnas. Antes da disputa deste ano, ele havia sido eleito deputado estadual por três mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso em quatro oportunidades.

Em 2024, ainda filiado ao União Brasil, Botelho disputou a Prefeitura de Cuiabá. Na ocasião, terminou a primeira etapa da eleição em terceiro lugar e não avançou ao segundo turno, que foi disputado por Abilio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT).

Agora, com 37.359 votos, o parlamentar passa à condição de primeiro suplente do MDB na Assembleia Legislativa.

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POLÍTICA MT

Deputados voltam ao Plenário para apreciação de veto

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A volta do trabalho dos deputados ao plenário foi marcada pela votação do Veto 116/2025, aposto ao Projeto de Lei (PL) 1398/2025, que autoriza a concessão de reajuste salarial no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Com 12 votos contrários, seis favoráveis e seis ausentes, o veto foi mantido, inviabilizando o reajuste de 6,8% ao salário dos servidores do Poder Judiciário.

Esta foi a segunda vez que os parlamentares apreciaram o veto do Poder Executivo, porém com votação foi aberta, conforme determinação da Justiça. Na primeira vez que o veto foi analisado, em dezembro do ano passado, a votação foi secreta.

O deputado Faissal Calil, do PL, foi um dos favoráveis à derrubada do veto. Ele citou o bom trabalho dos Poder Judiciário no estado e a autonomia financeira dos poderes como argumento.

Para Valdir Barranco, do Partido dos Trabalhadores, o voto aberto pode acabar prejudicando as pautas das chamadas minorias, uma vez que a base fica impedida de votar contra a orientação do governo.

Além do veto, os deputados aprovaram 28 matérias que estavam na Ordem do Dia. Antes da votação, porém, os deputados subiram à tribuna para falar sobre o resultado das eleições, realizadas no último dia 04 de outubro, quando 18 dos 24 deputados estaduais foram reeleitos.

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Ouça matéria completa no áudio abaixo.

Fonte: ALMT – MT

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