POLÍTICA MT
CST vai debater decretos e normas ambientais de Mato Grosso
Foto: Ronaldo Mazza
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou hoje (18) a Câmara Setorial Temática (CST) para fazer levantamentos técnicos e análises das leis, decretos e outras normas ambientais em Mato Grosso. A CST vai subsidiar os conceitos do decreto estadual nº 8.188/2006 e, com isso, fazer um comparativo com o decreto nº 1313/2022, que está vigente na atualidade.
A CST foi sugerida pelo suplente de deputado Oscar Bezerra (PV), quando assumiu a vaga do titular da cadeira no Legislativo estadual, o deputado Faissal Calil (Cidadania). Na reunião de hoje, ficou decidido que a CST vai se reunir a cada 15 dias e tem um prazo para a conclusão dos trabalhos de 180 dias.
Mesmo com a ausência de Oscar Bezerra no Parlamento, os trabalhos da CST serão presididos pelo engenheiro florestal, André Luiz Torres Baby. A relatoria ficou a cargo de Luiz Felipe Weissheimer. As reuniões foram agendadas para as segundas-feiras, às 16 horas, na sala Deputado Oscar Soares, 201.
Baby afirmou que a CST vai debater as inovações tecnologias e as melhorias de técnicas de engenharia e também do direito em gestão florestal mato-grossense. Segundo ele, a CST foi criada para entender o Decreto nº 8.188/2006, mas que foi revogado pelo governo do Estado através do Decreto nº 1313/2022.
“A Câmara vai se debruçar e aprofundar os debates, todos pautados no decreto vigente, o treze, treze. Vamos discuti-lo com as entidades de classe, com a própria Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com os técnicos, com os profissionais da Assembleia Legislativa e com os componentes da sociedade. As soluções vão ao encontro do desenvolvimento sustentável do meio ambiente de Mato Grosso”, disse Baby.
De acordo com o presidente da CST, os trabalhos vão contribuir para que as soluções sejam colocadas à disposição da sociedade. A ideia, segundo Baby, é que o debate sobre as florestas nativas seja ampliado e dê oportunidade para o desenvolvimento econômico e ainda aos setores de reflorestamento em Mato Grosso.
Para a próxima reunião que está marcada para o dia 2 de maio, às 16 horas, na sala Deputado Oscar Soares, 201, foi feito um convite para que representantes da SEMA abordem a atual gestão florestal em todo o Estado.
“A ideia é trabalhar com os profissionais que fazem gestão da floresta. Nesse dia, eles possam trazer ideias do que estão pensando e como estão tratando com as dificuldades com aqueles que estão empreendendo em Mato Grosso. É preciso buscar soluções e a harmonizações de debate e ideias e, com isso, o Legislativo estadual possa sugerir normativas que estejam à disposição do cidadão mato-grossense”, disse.
POLÍTICA MT
133 prefeitos declaram apoio a Otaviano Pivetta e reforçam candidatura à reeleição
Adesão de gestores de diferentes partidos amplia a capilaridade do governador no interior e gera expectativa sobre possível presença de prefeitos ligados ao PL, partido de Wellington Fagundes
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ganha uma expressiva demonstração de força política nesta terça-feira (18), com a declaração de apoio de 133 prefeitos de Mato Grosso à sua candidatura à reeleição. O movimento reforça a presença do governador nos municípios e coloca o municipalismo no centro da estratégia para a disputa pelo Palácio Paiaguás.
O número chama atenção pela dimensão. Mato Grosso possui 142 municípios, e a adesão anunciada representa uma ampla rede de gestores municipais alinhados à candidatura de Pivetta, ultrapassando inclusive as fronteiras dos partidos que integram formalmente sua coligação.
A mobilização ocorre na Casa 10, em Cuiabá, reunindo prefeitos e lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. O encontro funciona como uma demonstração da capilaridade que Pivetta pretende levar para a campanha eleitoral.
A declaração de apoio também gera grande expectativa nos bastidores políticos diante da possibilidade de que, entre os 130 prefeitos, estejam gestores ligados ao Partido Liberal (PL), legenda do também candidato ao Governo, senador Wellington Fagundes.
Caso essa presença se confirme, o movimento ganha um ingrediente político adicional. Prefeitos do PL que aderirem publicamente a Pivetta estariam deixando, na prática, o projeto eleitoral encabeçado por Wellington para se bandear para o lado do atual governador, passando a integrar a campanha adversária na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A eventual adesão de prefeitos liberais chama ainda mais atenção porque Wellington é o candidato oficial do PL ao Governo. O movimento mostraria que a decisão partidária não necessariamente está sendo acompanhada por toda a base municipal da legenda.
FORÇA NO INTERIOR
A construção de uma ampla base municipalista pode representar uma vantagem importante na campanha. Prefeitos possuem interlocução direta com vereadores, lideranças comunitárias, produtores, empresários e diferentes segmentos da sociedade, especialmente nas cidades do interior.
Com 130 prefeitos declarando apoio, Pivetta procura transformar essa estrutura política em presença eleitoral nos municípios e demonstrar que sua candidatura possui sustentação para além das alianças construídas entre as cúpulas partidárias.
A movimentação ocorre justamente no momento em que a campanha de 2026 entra em uma fase mais intensa. Com as chapas definidas, a disputa deixa gradualmente o campo das articulações partidárias e passa para a busca de apoio efetivo nas cidades.
Para Pivetta, a manifestação dos prefeitos representa uma oportunidade de apresentar musculatura política e uma rede de aliados espalhada por Mato Grosso. Ao mesmo tempo, os nomes que aparecerem entre os 130 apoiadores poderão revelar até que ponto o governador conseguiu avançar sobre bases municipais pertencentes a partidos adversários.
A presença de prefeitos do PL no ato municipalista, caso seja confirmada, poderá ter reflexos importantes na corrida eleitoral e deixar evidente um possível racha na base aliada de Wellington Fagundes. Politicamente, a situação pode representar um obstáculo considerável para a campanha do senador ao Governo do Estado, já que Wellington estaria perdendo apoio dentro de sua própria base e, principalmente, entre prefeitos do seu próprio partido justamente no momento em que a disputa eleitoral ganha força nos municípios.
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