POLÍTICA MT

Comissão prepara evento para debater internacionalização de MT

Foto: Helder Faria

A Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional da Assembleia Legislativa apresentou, nesta terça-feira (3), informações sobre a convenção que será realizada no dia 2 de junho, com o objetivo de discutir a internacionalização do Estado de Mato Grosso.

Conforme o presidente da comissão, deputado Gilberto Cattani (PL), o evento será realizado no Teatro Zulmira Canavarros e contará com a participação de autoridades estaduais e nacionais, professores universitários e representantes de instituições públicas e privadas. “É o Estado de Mato Grosso se abrindo não só para o Brasil, mas para o mundo”, destacou o parlamentar.

Durante reunião, que também contou com a presença do deputado Carlos Avallone (PSDB), Cattani questionou o Governo do Estado acerca das medidas tomadas após o embargo imposto pela União Europeia em 2018 a dois frigoríficos mato-grossenses. Com a decisão, as empresas foram proibidas de exportar carnes para países do bloco.

“Queremos saber o que de fato está sendo feito para que isso seja sanado, pois resulta em perda de arrecadação do Estado”, declarou o presidente da comissão.

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Tecnologia – A reunião contou ainda com a presença do diretor de expansão da Cronos Bank, que apresentou os benefícios da utilização da tokenização pelo setor do agronegócio.

“Esse setor pode ser lastreado tanto em soja, milho, gado ou qualquer outro setor produtivo originário do estado. A negociação é feita mundialmente e sem intermediários. Ela não fica limitada a um grupo seleto de investidores, você pode ter tanto o investidor individual, como hoje existe a comercialização das criptomoedas, quanto os adquirentes de grandes grupos que acabam comprando o produto brasileiro em grande escala”, explicou.

Na avaliação de Cattani, a utilização da tecnologia pode ser benéfica também para os pequenos produtores. “Através do conhecimento desse processo, podemos criar mecanismos no estado para que os pequenos produtores também possam acessar esse tipo de mecanismo econômico”, frisou.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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