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Comissão aprova convocação do governo e do presidente da Empaer

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A Comissão Especial para acompanhar o processo de mudanças, desativação e leilões de áreas e estabelecimentos de propriedade da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) aprovou a convocação de um representante do governo do estado e do presidente da instituição para discutir a situação dessas áreas. O requerimento foi aprovado durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (9).

O deputado Júlio Campos (União), presidente da comissão especial, destacou a importância da participação do Poder Executivo e do presidente da Empaer para discutirem uma alternativa à desativação de polos da empresa no interior de Mato Grosso.

“Por sugestão do deputado Wilson Santos, que é relator dessa comissão especial, nós estamos convocando o vice-governador do estado, Otaviano Pivetta, e o presidente da Empaer, doutor Suelme Evangelista, para que venha aqui, à Assembleia Legislativa, esclarecer à comissão qual a atividade e quais as perspectivas da sobrevivência dos campos avançados, dos centros de pesquisas técnicas que estão sendo desativados precipitadamente, causando inúmeros prejuízos, inclusive de ordem econômica para a sociedade mato-grossense” destacou Júlio Campos.

O líder do governo na ALMT, deputado Dilmar Dal Bosco (União) afirmou que o Poder Executivo estadual deverá vir para falar do futuro da agricultura familiar. “Acredito que, na próxima reunião, dá para vir o vice-governador e também o presidente da Empaer para discutir os campos de pesquisa de Cáceres, de Sinop, de Tangará da Serra e de Várzea Grande, e debater sobre o que realmente vai ser feito com esses campos experimentais”, afirmou Dal Bosco.

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A comissão discutiu ainda a necessidade e viabilidade da manutenção da Embrapa, que hoje representa o principal apoio técnico aos pequenos produtores.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, explicou que a desativação dos centros de pesquisas ocasionará um grande prejuízo à agricultura familiar. “Nós confiamos que a Assembleia, novamente, vai ajudar a tomar as providências para evitar que o setor desapareça. Porque da forma que estão tratando a instituição, não tenho dúvida nenhuma de que vai desaparecer e a soja vai tomar conta de tudo. Nada contra a soja, mas precisamos dos produtores que estão na mesa da população”, ressaltou Brunetto.

“Nós acreditamos que um diálogo intermediado pela Assembleia junto ao vice-governador pode ser a solução para que não continue o desmonte que está sendo feito na Empaer. Porque se passar o patrimônio para as prefeituras, nós temos a consciência, a tranquilidade de dizer que eles não vão dar conta de fazer extensão rural, fazer pesquisa, fazer fomento para a agricultura familiar. Então precisamos manter os centros de pesquisa ”, defendeu Brunetto.

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A Empaer – Fundada há 32 anos, após a fusão de outros órgãos ligados à capacitação, pesquisa e desenvolvimento da atividade agropecuária. O principal objetivo da empresa é fomentar a pesquisa e oferecer assistência técnica aos pequenos produtores rurais do estado.

Recentemente, no começo da gestão do governador Mauro Mendes (União), foi sugerida a extinção da EMPAER, mas após muito diálogo com servidores e produtores, o governo decidiu manter as atividades da empresa pública. No entanto, algumas unidades estão sendo desativadas.

A Comissão foi criada depois que servidores e pequenos produtores denunciaram a venda de imóveis importantes da empresa, durante audiência pública realizada pela Assembleia, em junho deste ano

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Thiago Silva rompe linha do MDB, declara apoio a Pivetta e amplia racha na base de Wellington

Deputado estadual do MDB defende continuidade da gestão de Otaviano Pivetta e expõe nova divergência dentro da coligação que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso

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A coligação do senador Wellington Fagundes (PL) enfrenta mais um movimento de dissidência em plena corrida eleitoral. O deputado estadual Thiago Silva (MDB) declarou apoio ao governador Otaviano Pivetta e defendeu publicamente a continuidade do atual projeto de governo em Mato Grosso.

A manifestação ocorreu durante encontro com lideranças em Lucas do Rio Verde e chama atenção justamente pela filiação partidária do parlamentar. O MDB integra o grupo político que está ao lado de Wellington, mas Thiago deixou claro que, na disputa pelo Palácio Paiaguás, seu caminho será ao lado de Pivetta.

O posicionamento amplia o racha dentro da coligação de Wellington e revela que a aliança enfrenta dificuldades para manter sua própria base unificada na campanha estadual.

Durante o encontro, Thiago destacou resultados da atual administração, especialmente na educação, e citou diretamente a atuação de Pivetta.

“Hoje, com mais de 260 unidades cívico-militares em nosso Estado, vemos o resultado concreto de uma gestão que prioriza a qualidade do ensino, em parceria com o governador Otaviano Pivetta”, afirmou.

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ALINHAMENTO COM PIVETTA

O discurso avançou para o terreno eleitoral quando Thiago colocou Pivetta diretamente dentro do projeto que pretende defender no próximo ciclo político.

“Estamos iniciando um novo ciclo e precisamos de cada um de vocês. Não existem eleições ganhas ou campanhas fáceis; o sucesso depende de união e dedicação. Convido todos a se somarem a este projeto, fortalecendo a representatividade do nosso Estado com Thiago Silva e Pivetta”, declarou.

A fala praticamente oficializa o alinhamento político do deputado emedebista com a candidatura de Pivetta, apesar de seu partido estar inserido em uma composição adversária na disputa estadual.

Ao final, Thiago reforçou a defesa da continuidade do atual modelo administrativo: “Que possamos continuar transformando Mato Grosso”.

RACHA NA BASE DE WELLINGTON

A adesão de Thiago Silva ocorre em um momento no qual a capacidade das coligações de manter seus partidos e lideranças unidos ganha peso na campanha.

No caso de Wellington, o movimento tem um simbolismo ainda maior: um deputado estadual de um dos partidos de sua própria coligação decidiu subir no palanque político do principal adversário e pedir apoio à continuidade de Pivetta.

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O episódio evidencia que uma aliança formal entre partidos não significa necessariamente unidade entre suas principais lideranças. Com a campanha avançando, o apoio de Thiago a Pivetta abre mais uma fissura na base de Wellington e coloca o racha da coligação novamente no centro dos bastidores das eleições de 2026.

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