POLÍTICA MT
CCJR aprova 15 projetos de lei em reunião ordinária
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou 15 propostas em reunião ordinária realizada na tarde de terça-feira (23). Entre as matérias, está o projeto de lei nº 1389/2024, que visa garantir aos idosos o direito de receber faturas em formato impresso.
O autor da proposição e membro do colegiado, deputado Fabio Tardin (PSB), contou que já foi abordado por pessoas que relataram dificuldade em obter uma conta impressa ou que deixaram de pagar a fatura por não terem recebido o boleto e por isso passaram até pelo corte do fornecimento do serviço.
“Então, nós temos de obrigar as concessionárias fornecedoras de serviços públicos a entregar a fatura impressa, principalmente para os idosos, que têm mais dificuldade. Eles precisam ter independência, ler e entender o que está sendo pago ali, para não acontecer como já aconteceu com os nossos aposentados do Brasil”, afirmou o parlamentar.
O projeto visa assegurar a idosos o direito de receber demonstrativos de consumo de água, energia elétrica, telefonia, cartões de crédito e outros serviços em papel. O presidente da CCJR também apoiou a aprovação do texto. “Eu acho que muitos idosos têm uma dificuldade com o mundo digital. Eu, por exemplo, tenho dificuldade. Então, nada mais justo do que mandar uma conta impressa, para que esse idoso possa ver tudo que tem ali, o que ele está pagando, ter certeza do que realmente está chegando para ele”, argumentou Eduardo Botelho (União).
Outra proposta aprovada no encontro prevê prioridade para mulheres vítimas de violência no processo seletivo do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Trata-se do PL nº 789/2022, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD). Também estão entre as matérias que receberam parecer favorável, projeto de lei para fornecimento gratuito de óculos para crianças com microcefalia (PL nº 412/2023) e projeto que dispõe sobre a vacinação gratuita contra a coqueluche para os integrantes da rede de apoio dos recém-nascidos no estado (PL nº 252/2025).
Além de Eduardo Botelho e Fabio Tardin, participaram da reunião Diego Guimarães (Republicanos), vice-presidente da CCJR, e Sebastião Rezende (União).
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
No instagram: Abilio rompe com chapa de Wellington após aliança com MDB e desafia direção do PL: “Ou me libera, ou me expulsa”
Prefeito de Cuiabá afirma que não dividirá o mesmo palanque com lideranças do MDB, critica composição anunciada para 2026 e admite enfrentar o próprio partido.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou neste domingo (2) que não apoiará a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso após a confirmação da aliança entre PL e MDB para as eleições de 2026.
A manifestação ocorreu logo após a oficialização da composição que coloca Wellington Fagundes como candidato ao Governo e a deputada estadual Janaína Riva (MDB), ao lado do deputado federal José Medeiros (PL), na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Em publicação nas redes sociais, Abilio afirmou que não pretende subir no mesmo palanque de lideranças do MDB e disse que manter esse posicionamento é uma questão de coerência política. Segundo ele, diversos integrantes do partido estiveram no campo adversário durante as eleições municipais de 2024 e permanecem fazendo críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao grupo político do PL.
Entre os nomes citados pelo prefeito estão o deputado estadual Eduardo Botelho, o deputado Thiago Silva, o ex-prefeito Léo Bortolin, Kalil Baracat e a vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa. Para Abilio, esses episódios inviabilizam uma composição eleitoral conjunta.
Em tom de forte crítica, o prefeito declarou que não aceitará apoiar a coligação apenas por fidelidade partidária e afirmou estar disposto a enfrentar as consequências dentro do próprio PL.
“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou me tolera, ou me expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, afirmou.
A declaração evidencia um novo foco de tensão dentro do PL em Mato Grosso, justamente no momento em que o partido tenta consolidar uma ampla frente de apoio à candidatura de Wellington Fagundes. O posicionamento de Abilio expõe divergências internas sobre a estratégia eleitoral e pode ampliar o debate sobre os rumos da campanha governista nas eleições de 2026.
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