POLÍTICA MT

Botelho intervém e Energisa garante manutenção para comunidades de Livramento


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Após percorrer diversas comunidades de Nossa Senhora do Livramento e constatar as dificuldades que os moradores enfrentam pela constante queda de energia elétrica, o deputado Eduardo Botelho (União), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa se reuniu, na terça-feira (22), com o diretor-presidente da Energisa em Mato Grosso, Riberto José Barbanera, para pedir medidas emergenciais que solucionem a situação.  

Ninho das Águias é uma das comunidades mais afetada pelo problema. No último sábado, Botelho esteve lá e ouviu o clamor pela manutenção da rede de energia.  

Barbanera garantiu que a equipe técnica irá fazer, ainda está semana, o levantamento sobre os fatores que estão provocando a queda de energia.  

“O Botelho trouxe pra nós uma demanda a respeito da qualidade no fornecimento de energia elétrica, interrupções que estão acontecendo. É um período crítico de chuvas, mas vamos olhar com carinho para ver o que será possível fazer, tomar as providências e sanar esse problema. Na verdade, temos um plano de manutenção que executamos ao longo do ano, no período das chuvas, com a umidade, a arborização cresce mais rápido e, se chega à rede provoca o desligamento. Acredito que ainda nesta semana a gente faça a inspeção lá para verificar o problema e imediatamente, executar o que for necessário para levar mais tranquilidade à população”, garantiu o presidente.

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Para o deputado, levar ações para a população é prioridade. Tanto que intensifica as visitas nos finais de semana nas comunidades, conversa com moradores e lideranças. As solicitações que recebe são apresentadas ao governo através de indicações, projetos, além do intermédio junto aos órgãos competentes.

Botelho disse que está otimista com os encaminhamentos feitos pela Energisa, para ajudar os moradores que perdem alimentos pela falta de energia elétrica.  

“O presidente nos atendeu muito bem, já passou para a área técnica e determinou a vistoria lá, para fazer manutenção na rede de energia. Então, tivemos a reunião no fim de semana e já estamos dando retorno. Estamos indo em várias comunidades para ouvir as reivindicações e buscamos soluções. É isso que a população espera dos deputados, é isso que merecem. Existem muitos problemas de energia, mas o Ninho das Águias está insustentável, porque estão ficando praticamente dois dias da semana sem energia. Então, isso é muito grave, muito ruim, porque perde leite, queijo e tudo o que estão fazendo e que precisa de geladeiras ou resfriadores. Isso é muito ruim, mas o presidente da Energisa garantiu que vai resolver esse problema”, afirmou.

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Também participou o representante da comunidade Rancharia, Bibiano Pereira Leite, que relatou as dificuldades enfrentadas causadas pelo problema.  

Fonte: ALMT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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