POLÍTICA MT
Bazar da Assembleia Social ocorre no dia 7 e será em prol do Abrigo Bom Jesus
A edição será no foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Foto: Karen Malagoli
Toda a arrecadação será revertida para o Abrigo Bom Jesus
Foto: LUIZ GERALDO MARCHETTI
A Assembleia Social, braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, promove, na próxima terça-feira (07 de março), a 23ª edição do Bazar Solidário, desta vez, em prol da Fundação Abrigo Bom Jesus, casa que abriga 87 idosos. O evento ocorre a partir das 9h, no foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, e vai vender, a baixo custo, roupas, calçados, acessórios, brinquedos, utensílios domésticos, artigos de decoração, móveis e eletrodomésticos, novos ou usados em bom estado. Toda arrecadação é revertida diretamente para o Abrigo Bom Jesus, ficando a própria instituição responsável pelo caixa. O dinheiro arrecadado será destinado a demandas financeiras da instituição. “Esse recurso será muito bem aplicado na melhoria da condição da fundação, para que a gente possa atender melhor os nossos acolhidos”, contextualizou o presidente do órgão, José Duarte. Ele registra que a fundação não recebe repasses públicos regularmente e é mantida por doações. “A nossa instituição é mantida pela sociedade, aqui não tem dono, é sociedade que cuida”, arremata. O Bazar Solidário da Assembleia Social já é ação tradicional da coordenadoria, tendo sido realizado em diversos formatos (inclusive por agendamento ou por vendas on-line) e se configura como a única ação de repasse financeiro desenvolvida pelo setor da ALMT. “É uma alegria promover o Bazar Solidário, porque ele é o completo ciclo de responsabilidade social. Primeiramente, a pessoa revira o guarda-roupa e o armário, se desapega e renova as energias. Depois, essa peça vai servir para outra pessoa, incentivando o consumo consciente. Além disso, respeita o meio ambiente, já que há reuso. E, esse completo ciclo social ainda incentiva o trabalho de uma instituição tão importante e séria, como o Abrigo Bom Jesus”, contextualiza a coordenadora Daniella Paula Oliveira. O bazar será presencial e ocorre no dia 07, a partir das 9h, enquanto houver estoque. Dúvidas podem ser sanadas pelo telefone (65) 3313-6994, entre 7h e 17h, de segunda a sexta-feira. Doações A Assembleia Social recebe doações o ano todo para a promoção de bazares solidários. As doações que chegarem até o dia 06 de março serão disponibilizadas ao bazar em prol do Abrigo Bom Jesus. Para doar, basta separar roupas, calçados, acessórios, brinquedos, utensílios domésticos, artigos de decoração, móveis e eletrodomésticos, novos ou usados em bom estado. O ponto de recolhimento é a sala 113 da Assembleia Legislativa, no 1º andar. Caso o doador esteja com pressa, pode avisar, que alguém da equipe pega na recepção principal da ALMT. Em caso de doações maiores, como móveis ou decoração, é possível solicitar o recolhimento. Dúvidas e mais informações: (65) 3313-6994, entre 7h e 17h, de segunda a sexta-feira. Serviço Bazar Solidário da Assembleia Social – presencial Instituição beneficiada: Abrigo Bom Jesus (Casa de Idosos) Data: 07 de março, a partir das 9h Local: foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (anexo à ALMT) Peças disponíveis: roupas, calçados, acessórios, brinquedos, artigos de decoração, móveis e eletrodomésticos, novos e usados Informações: (65) 3313-6994
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.
Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.
De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.
Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.
De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.
*Prefeitura mantém batalha na Justiça*
A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.
Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.
Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.
“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.
A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.
*Entenda*
O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.
A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.
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