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Audiência pública debate desafios da agricultura familiar e do acesso à água em Alta Floresta

A deputada estadual Professora Graciele (PT) promove, nesta terça-feira (15), uma audiência pública com o tema “Água, Terra e Gente: Construindo o Futuro do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar”, em Alta Floresta (803 km de Cuiabá). A atividade acontece a partir das 18h, na Câmara Municipal, e reunirá agricultores, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e instituições públicas.

O objetivo é debater políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à democratização do acesso à terra, com foco em justiça social e sustentabilidade no campo. No último ano, o município enfrentou graves problemas de abastecimento, chegando em estado crítico com a seca do Rio Taxidermista, um dos principais meios de acesso à água na região.

Diante deste cenário, o debate em torno do acesso aos recursos hídricos também entrará em pauta, sendo um importante espaço para debater propostas e soluções para a preservação da água e dos mananciais na região.

Segundo a parlamentar, a iniciativa faz parte de uma série de audiências organizadas pelo mandato para ampliar o diálogo com quem vive e produz nos territórios, valorizando o papel estratégico da agricultura familiar na segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento regional.

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“Estamos indo até os municípios para ouvir quem realmente entende do assunto. Quem vive no campo enfrenta na pele os desafios da produção, da falta de água, de apoio técnico e de acesso a políticas públicas. É a partir dessa escuta que queremos construir soluções reais e transformadoras, seja por meio do Legislativo Estadual ou do diálogo com outras instituições”, afirmou a deputada Professora Graciele.

A audiência é aberta ao público e deve contar com a presença de representantes de assentamentos, sindicatos, associações de produtores, órgãos de assistência técnica e extensão rural, além de gestores públicos. O encontro também será transmitido pela TV Assembleia (canal 30.1) e Rádio Assembleia (89,5 FM), a partir das 18h.

Fonte: ALMT – MT

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Após articulação de Max Russi, Estado e Prefeitura avançam em acordo para regularizar área ocupada por 1,8 mil famílias

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou os avanços na busca por uma solução para a situação dos moradores dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de trechos do Jardim Vitória, em Cuiabá.

Em reunião realizada nesta terça-feira (16), no Palácio Paiaguás, com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o prefeito Abilio Brunini (PL) e representantes de outros poderes, ficou definido que estado e município deverão formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O acordo será mediado pelo Ministério Público Estadual (MPE), para garantir moradia digna às famílias e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ambiental da região conhecida como Águas Nascentes.

O encontro foi articulado pelo deputado após a realização de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa em maio deste ano para discutir o tema.

“Estou muito feliz! O problema chegou até a Assembleia Legislativa por meio da vereadora Katiuscia e o vereador Sargento Joelson, nós convocamos uma audiência pública, fizemos uma grande audiência pública. A população se fez presente, estava descrente de uma solução para esse problema. Dessa audiência pública nós conseguimos o encaminhamento com o governador para traçarmos uma solução”, declarou.

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A reunião também contou com a participação do deputado Júlio Campos (União), dos vereadores Sargento Joelson e Katiuscia Mantelli, ambos do Podemos, além de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da concessionária Águas Cuiabá.

Foto: Gil Gomes/Assessoria de Gabinete

Liminar de desapropriação – Os moradores da região enfrentam uma longa disputa envolvendo a desapropriação da área, onde vivem aproximadamente 1,8 mil famílias. O local pertence ao Estado e é destinado à proteção ambiental.

A situação ganhou novo capítulo, após uma liminar judicial, expedida em abril deste ano, notificar a prefeitura de Cuiabá e o governo do estado para que realizem estudos de desocupação e recuperação ambiental da área. A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública Ambiental que tramita há mais de 10 anos na Justiça.

No entanto, o cumprimento da medida foi interrompido para que os entes envolvidos buscassem uma solução consensual para o caso.

Encaminhamento das soluções – Como alternativa, o TAC deverá prever a doação das áreas estaduais ao município. O governo do estado se comprometeu a garantir a infraestrutura necessária, com pavimentação, abastecimento de água e rede de esgoto.

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Enquanto ao município caberá conduzir o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), com apoio técnico da Águas Cuiabá e da UFMT. O parlamento estadual também poderá contribuir financeiramente com a realização de estudos técnicos, caso seja necessário.

Apesar do acordo, parte dos moradores precisará ser remanejada por ocupar áreas consideradas de risco. Segundo estimativas, esse grupo corresponde a cerca de 30% da população local que deverá receber incentivos do governo para serem realocados em outra região.

Fonte: ALMT – MT

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