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Assembleia Legislativa entrega equipamentos ortopédicos ao Rotary Club de Cuiabá em cerimônia no Hospital de Câncer

Foto: Luciano Campbell/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso oficializou, nesta sexta-feira (13), a entrega de equipamentos ortopédicos ao Rotary Club de Cuiabá, durante cerimônia realizada no auditório do Hospital de Câncer (HCAN). A iniciativa foi viabilizada por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil, destinada pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), e faz parte da Fase II do Projeto Banco Ortopédico.

Com os recursos, foram adquiridos 11 kits contendo cadeiras de rodas, cadeiras de banho, muletas, andadores e botas ortopédicas. Os itens serão utilizados pelos clubes do Rotary de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, para atendimento gratuito à população em situação de vulnerabilidade, por meio do sistema de empréstimos dos bancos ortopédicos mantidos pelas unidades.

Durante a solenidade, o chefe de gabinete do deputado Cattani, Paulo Machado, reforçou a importância do apoio a projetos sociais. “O deputado acredita que a Assembleia Legislativa deve estar ao lado de ações que transformam vidas. As emendas são instrumentos legítimos de retorno à sociedade, que contribui com seus impostos. Não se trata de mérito pessoal, mas de compromisso com o bem comum”, pontuou.

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O presidente do Rotary Club de Cuiabá, Luiz Carlos Culca Nogueira, explicou que cada kit é composto por 16 itens ortopédicos, que irão reforçar os estoques dos bancos de empréstimos dos clubes. “Essa entrega fortalece o nosso trabalho e garante acesso gratuito a equipamentos que muitas vezes são inacessíveis para quem mais precisa. Em nosso clube, os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (65) 99601-5441, e a entrega é realizada na residência do solicitante por um rotariano”, destacou.

O governador do Distrito 4440 do Rotary Internacional, Donizeti Aparecido de Souza, parabenizou a iniciativa e ressaltou o impacto da parceria entre o Legislativo e o Rotary. “É um dia de festa para o nosso distrito. A entrega desses equipamentos representa o compromisso com a solidariedade. Agradecemos ao deputado Cattani e à Assembleia Legislativa pelo apoio e reconhecimento do trabalho social desenvolvido pelos clubes. Essa é a essência do Rotary: servir com empatia e responsabilidade”, afirmou.

A cerimônia reforça a importância da união entre o poder público e organizações da sociedade civil em prol de ações que geram dignidade e acesso à saúde para quem mais precisa.

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Fonte: ALMT – MT

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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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