POLÍTICA MT

Assembleia faz homenagem póstuma ao ex-deputado estadual Francisco Monteiro

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso celebrou em sessão especial o ex-deputado estadual Francisco Monteiro, que morreu na cidade de São Paulo no último sábado (20) aos 74 anos, vítima de uma parada cardíaca. Uma moção de pesar pelo falecimento foi entregue ao irmão do homenageado, Domingos Monteiro.

A vida pública e vastos serviços prestados pelo Doutor Francisco ou Chico Monteiro, nomes pelos quais também era conhecido, foram lembrados durante a sessão de homenagem póstuma. No Parlamento estadual, ele foi deputado por dois mandatos consecutivos. O primeiro se deu entre 1983 e 1986 (10ª Legislatura), em que foi membro da Mesa Diretora e da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Na 11ª Legislatura, entre 1987 e 1990, foi um dos parlamentares constituintes responsáveis pela elaboração da atual Constituição Estadual de Mato Grosso.

Além disso, Francisco Monteiro atuou por quase duas décadas como consultor da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. “Acredito que a Assembleia fez o seu dever, homenageou o homem que dedicou a ela mais de 30 anos de sua vida”, afirmou o deputado Júlio Campos (União). “A casa dele era aqui. Na pandemia ele vinha trabalhar todos os dias, mesmo com revezamento de servidores. A referência dele como servidor público, os conselhos dele, a forma de trabalhar vão ficar marcadas nos corações de quem teve a convivência com o Doutor Francisco”, ilustrou a secretária de Serviços Legislativos da ALMT, Katiuscia Manteli.

Leia Também:  Sessão especial homenageia pastores e obreiros de igrejas evangélicas

“A gente, que trabalha com processo legislativo, tramitação, regimento interno, tem uma grande referência nele. Ele vai ser uma presença aqui na Casa por muitos anos ainda, porque ele trabalhava a parte técnica e parte política com excelência”, disse o consultor legislativo Gabriel Barros. 

Sessão em homenagem póstuma à trajetória e vida de Chico Monteiro

Foto: Marcos Lopes

A seriedade que ele tinha no trabalho também foi ressaltada pelo deputado Wilson Santos (PSD). “Um dos servidores mais rigorosos e disciplinados que já conheci na minha vida. Erudito estudioso, focado, respeitava hierarquia e estava sempre pronto”, afirmou o parlamentar. 

O servidor Oracildo Medeiros, que trabalha no plenário via a rigidez de Francisco Monteiro com admiração. “Logo que cheguei, há 18 anos, consegui em algumas semanas fazer uma conexão com ele, porque meus pais me criaram dessa forma rígida também, mas que também brincava na hora certa. Pra mim foi um uma honra conviver esse tempo com o Doutor Francisco”, resume.

Advogado, geógrafo e professor, Antônio Francisco Monteiro da Silva também foi prefeito de Nossa Senhora do Livramento, sua cidade natal. “A história dele é muito ligada à Livramento. Ele saiu de lá, veio para Cuiabá, mas nunca esqueceu os vínculos da terra dela. Dificilmente você conhece alguém que amou tanto seu povo e a sua terra. Finais de semana, o tempo que ele tinha, sempre ia lá visitar todas as pessoas e comunidades que fizeram parte da vida dele”, destacou o sobrinho, Humberto Monteiro da Costa. 

Leia Também:  Parlamento coloca em pauta o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca

Além disso, o homenageado ocupou cargo de secretário municipal de Educação e Cultura de Cuiabá e procurador do município, titular da Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos do Estado, entre outros. Deputados lembraram da atuação de Chico Monteiro em diferentes espaços.

 “Quando ele era prefeito e eu secretário de turismo fizemos um carnaval pantaneiro. Ele participou de tudo, deu ideias. E em Livramento foi numa das cidades que mais deu certo”, disse Carlos Avallone (PSDB). “Tive o privilégio de ser seu chefe, porque ele foi trabalhar comigo na Secretaria de Educação de Várzea Grande como adjunto. Um cidadão honrado que prestou grandes serviços ao estado”, rememorou Júlio Campos.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

Audiência pública reforça defesa dos direitos indígenas e da proteção territorial em Mato Grosso

A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (12), durante o Acampamento Terra Livre de Mato Grosso (ATL-MT), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, reuniu lideranças indígenas, representantes da sociedade civil e parlamentares para discutir direitos indígenas, proteção territorial e políticas públicas voltadas aos povos originários.

Organizado pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o encontro destacou demandas relacionadas à demarcação de terras, combate às invasões e ao garimpo ilegal, além da necessidade de ampliar ações nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade nos territórios indígenas do estado.

A deputada Eliane Xunakalo (PT), requerente da audiência pública, destacou a diversidade e a presença histórica dos povos indígenas em Mato Grosso durante o encontro. Segundo ela, o estado abriga 43 povos indígenas, além de povos em processo de isolamento e um povo em processo de imigração, presente principalmente nas áreas urbanas de Cuiabá.

Ela afirmou que o objetivo da audiência foi ouvir as lideranças indígenas e encaminhar as demandas apresentadas às autoridades competentes, como secretarias estaduais e municipais de saúde e educação. “Mato Grosso é terra indígena. Estamos reafirmando uma coisa muito óbvia, mas que precisa ser dita constantemente”, declarou Xunakalo.

A parlamentar ressaltou ainda que os povos indígenas necessitam de visibilidade, respeito e implementação de direitos, considerando as diferentes realidades existentes nos territórios e nas cidades. Segundo ela, o estado possui cerca de 60 mil indígenas distribuídos em 74 terras indígenas, presentes nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia, além das áreas urbanas.

Leia Também:  Ministros lançam programas para desenvolvimento rural em Mato Grosso

Foto: Ronaldo Mazza

Sobre a relação com os setores econômicos, a deputada avaliou que ainda há barreiras a serem superadas. Para ela, o potencial dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável ainda não foi plenamente reconhecido. “Sustentabilidade e economia podem e devem andar juntas”, afirmou Xunakalo.

O secretário da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Silvano Chue Muquissai, defendeu a maior atenção do poder público às demandas apresentadas pelas comunidades nos territórios. Segundo ele, os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas estão ligados à falta de demarcação de terras, invasões, garimpo ilegal, desmatamento e ausência de políticas públicas eficazes.

Em sua fala, Muquissai afirmou que as necessidades das comunidades “estão nos territórios” e, por isso, é fundamental que as autoridades de Mato Grosso conheçam de perto a realidade vivida em cada aldeia. Também pediram apoio da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado para garantir soluções efetivas às reivindicações apresentadas.

Ele disse muitos territórios indígenas sofrem impactos causados pela demora na demarcação das terras, além de conflitos provocados por invasões e exploração ilegal de recursos naturais. Conforme os representantes, até mesmo áreas já demarcadas continuam enfrentando problemas relacionados ao garimpo e ao desmatamento.

Leia Também:  Parlamento coloca em pauta o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca

Muquissai reforçou a importância da união entre os povos indígenas na defesa dos direitos constitucionais, especialmente o direito à terra, à segurança alimentar e à preservação das práticas sustentáveis tradicionais.

Ao final, o representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso defenderam maior incidência política junto aos parlamentares para assegurar a demarcação dos territórios indígenas e a proteção dos povos originários em Mato Grosso.

Durante o evento, o deputado estadual licenciado Lúdio Cabral (PT) afirmou que todo o território mato-grossense tem origem indígena. Segundo ele, o movimento realizado anualmente busca fortalecer a organização das comunidades e garantir visibilidade às reivindicações apresentadas pelas lideranças.

O parlamentar ressaltou ainda que, todos os anos, promove audiências públicas durante o Acampamento Terra Livre para ouvir as demandas dos povos indígenas e encaminhar discussões sobre direitos territoriais, saúde, educação e inclusão social.

Neste ano, a audiência teve um significado especial com a atuação da deputada estadual suplente Eliane Xunakalo, presidente da Fepoimt, que assumiu temporariamente o mandato parlamentar durante o mês de abril, período em que é celebrado o mês dos povos indígenas.

O Acampamento Terra Livre é considerado uma das principais mobilizações indígenas do Brasil e reúne lideranças de diferentes povos para debater políticas públicas, proteção territorial e garantia de direitos constitucionais.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA