POLÍTICA MT
Assembleia aprova PL que acrescenta dispositivo à lei de defesa sanitária animal de MT
Reunidos em sessão ordinária nesta quarta-feira (9), os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, em segunda votação, de forma unânime, o Projeto de Lei 1553/2023, do Poder Executivo, que acrescenta dispositivo à Lei nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, que dispõe sobre a defesa sanitária animal no Estado de Mato Grosso. A matéria foi aprovada sem discussões no plenário e garante, pela primeira vez em Mato Grosso, a substituição da campanha de vacinação contra a aftosa pela campanha de atualização do estoque do rebanho bovino.
Em justificativa ao projeto de lei, o governo argumenta que o Brasil tem avançado no status sanitário para a febre aftosa, buscando atingir a classificação sanitária mais respeitada no mundo: livre de febre aftosa sem vacinação. “Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou o Plano Estratégico 2017-2026, que traça o caminho a ser percorrido para que o País alcance essa certificação internacional”.
Segundo o governo, uma das etapas do processo é a substituição das campanhas de vacinação do rebanho contra a aftosa pelas campanhas de atualização de estoque de rebanho bovino, “garantindo assim a sistemática atualização cadastral e, consequentemente, a garantia de um cadastro adequado à realidade dos estabelecimentos rurais, permitindo, consecutivamente, a continuidade do planejamento das ações operacionais dos serviços veterinários brasileiros”.
Seguindo o plano estratégico, o Estado de Mato Grosso realizou a última vacinação contra a aftosa do rebanho bovino e bubalino em novembro de 2022. “Por conta deste avanço, as campanhas de vacinação serão substituídas pelas campanhas de Atualização de Estoque de Rebanho pela primeira vez na história em Mato Grosso, sendo um marco para a pecuária estadual”.
Conforme o governo, “esse novo cenário requer uma nova percepção sobre os cadastros pecuários e estoques de rebanho, sendo oportuno que a primeira campanha de atualização de estoque da história do Estado tenha o máximo de participação do produtor rural, eximindo-o, neste momento, das sanções pecuniárias que a atualização cadastral e de estoque de rebanho discrepantes, o obriga”.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Prefeito de Rondonópolis, terra de Wellington, desafia coligação do PL, mantém apoio a Pivetta e avisa: “Vou pagar um preço”
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), voltou a contrariar a orientação política de seu próprio partido ao reafirmar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
O gesto ganha peso político por partir justamente do prefeito de Rondonópolis, cidade natal e principal reduto político de Wellington Fagundes. Mesmo filiado ao PL, Cláudio deixa claro que não pretende recuar de sua decisão e admite que poderá sofrer consequências dentro da legenda.
Durante ato político ao lado de Pivetta, o prefeito foi enfático ao anunciar sua escolha.
“São os meus candidatos. O meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. É Otaviano Pivetta. E eu sei, meus amigos, que vou pagar um preço, porque ele não faz parte do meu partido”, declarou Cláudio Ferreira.
A declaração evidencia a divergência existente dentro do PL e da coligação de Wellington. Na própria terra do senador, o prefeito da cidade optou por subir no palanque adversário e sustentar publicamente sua escolha, apesar das cobranças para que filiados acompanhem a candidatura oficial do partido.
“OS PARTIDOS EXISTEM PARA AS PESSOAS”
Cláudio justificou sua posição argumentando que os interesses de Rondonópolis e da população devem prevalecer sobre determinações partidárias.
“Mas os partidos existem para as pessoas, e não as pessoas existem para os partidos. Servir as pessoas com generosidade, com empatia, é o que me faz apoiar o senhor”, afirmou o prefeito ao se dirigir a Pivetta.
A fala reforça uma posição que Cláudio já vinha manifestando publicamente. O prefeito sustenta que permanecerá ao lado do grupo político que, em sua avaliação, tem contribuído com investimentos e ações para Rondonópolis.
INVESTIMENTOS PESAM NA DECISÃO
Ao explicar o apoio, Cláudio destacou a trajetória política de Pivetta e citou investimentos realizados pelo Governo do Estado no município.
Entre os exemplos apresentados está a Santa Casa de Rondonópolis. Conforme os números mencionados pelo prefeito, o contrato anual destinado à unidade teria passado de R$ 94 milhões para R$ 268 milhões, permitindo a ampliação dos atendimentos de média e alta complexidade.
Cláudio afirmou ainda que Pivetta demonstrou “humildade, modéstia e firmeza” durante sua trajetória política e destacou a atuação do governador no atendimento às demandas do município.
Para o prefeito, os investimentos estaduais justificam sua decisão de permanecer ao lado de Pivetta, mesmo estando filiado ao partido de Wellington.
PRESSÃO DENTRO DO PL
A posição de Cláudio já provocou reação na direção partidária. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, chegou a admitir a possibilidade de expulsão caso o prefeito não acompanhe as decisões eleitorais da legenda.
Nem mesmo a possibilidade de sofrer sanções partidárias, porém, fez Cláudio recuar. Ao contrário, o prefeito reconheceu publicamente que sabe do preço político que poderá pagar pela decisão.
A situação cria um cenário delicado para Wellington, que busca consolidar sua candidatura e manter unificada a estrutura partidária em torno de seu projeto ao Palácio Paiaguás.
RACHA NA TERRA DE WELLINGTON
A dissidência chama ainda mais atenção por ocorrer em Rondonópolis. Enquanto Wellington tenta fortalecer sua candidatura em Mato Grosso, o prefeito de sua própria cidade natal mantém posição aberta em favor de Pivetta.
Para o governador, a adesão representa o apoio de uma liderança de um dos maiores municípios e colégios eleitorais do Estado e, ao mesmo tempo, uma baixa política dentro do campo partidário do adversário.
Cláudio, por sua vez, sinaliza que está disposto a levar sua decisão até o fim.
Ao afirmar que sabe que “vai pagar um preço”, o prefeito de Rondonópolis deixa claro que não pretende recuar: mesmo filiado ao PL e governando a terra de Wellington Fagundes, continuará defendendo publicamente a reeleição de Otaviano Pivetta.
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