BASTIDORES DO PODER

Após vazamento de anotação de Flávio Bolsonaro, Abilio Brunini e Otaviano Pivetta cumprem agenda no Pedra 90 e reforçam sinais de alinhamento

Prefeito do PL e vice-governador do Republicanos visitam bairro estratégico da Capital em meio a especulações sobre 2026

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), identificado como uma das principais lideranças bolsonaristas no Estado, e o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), cumprem agenda conjunta neste sábado (28), a partir das 9h, no bairro Pedra 90, região Sul da Capital. A movimentação ocorre em meio a um cenário de reconfiguração política no Estado.

A programação inclui visita à Escola Estadual Professor Rafael Rueda (Caic) e à Policlínica do bairro, com anúncios voltados à ampliação de serviços públicos.
Na unidade escolar, será discutida a implantação de um Centro Integrado de Serviços Públicos, reunindo atendimentos da Prefeitura de Cuiabá em parceria com o Ganha Tempo do Governo do Estado.

A proposta é concentrar serviços municipais e ampliar a oferta à população, incluindo a possibilidade de instalação de especialidades médicas no espaço.
Em seguida, as autoridades visitam a Policlínica do Pedra 90, onde será apresentado oficialmente o novo serviço de Raio-X da unidade. O equipamento passa a integrar a rede de Atenção Secundária do município e entra em funcionamento na próxima segunda-feira (2).

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A estimativa é que o serviço realize cerca de 1.300 exames de radiografia por mês, ampliando o acesso da população da região Sul a diagnósticos por imagem e fortalecendo a resolutividade da rede pública municipal.

Alinhamento e leitura eleitoral

A agenda conjunta ganha peso político após o vazamento de uma anotação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, na qual haveria a indicação de que o grupo bolsonarista em Mato Grosso poderia caminhar com Otaviano Pivetta (Republicanos) em um eventual projeto ao Palácio Paiaguás, e não com o senador Wellington Fagundes (PL), até então apontado como nome natural do campo conservador para a disputa ao governo.
Se confirmada, a sinalização representaria uma inflexão estratégica dentro do próprio campo político, redesenhando o tabuleiro eleitoral de 2026.

Nesse contexto, a presença de Pivetta ao lado de Abilio Brunini (PL) em agenda pública, especialmente em uma das regiões mais populosas da Capital, ultrapassa o caráter institucional e passa a ser interpretada como gesto de aproximação política.

Em Mato Grosso, movimentos públicos costumam anteceder anúncios formais. E, ao que tudo indica, o cenário começa a se desenhar com mais nitidez.

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POLÍTICA MT

Pivetta parte para cima de Wellington, relembra delação de Silval e dispara: “Especialista em maldades” – assistam ao vivo

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O segundo debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso elevou a temperatura da campanha eleitoral nesta terça-feira (1º). Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um dos confrontos mais duros do encontro, com troca de acusações envolvendo servidores públicos, a antiga administração estadual, Silval Barbosa e até o período em que o senador esteve à frente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O debate da TV Vila Real reuniu os seis postulantes ao Palácio Paiaguás: Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Rafaell Milas, Maurício Coelho e Sargento Laudicério.

O momento de maior tensão ocorreu no segundo bloco, reservado às perguntas entre os próprios candidatos.

Wellington direcionou uma pergunta a Pivetta sobre o funcionalismo público e mencionou o fechamento do Samu, além de cobrar as perdas relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA). O candidato do PL argumentou que o governo dispõe de bilhões para investimentos, mas, segundo ele, não teria adotado a mesma postura na valorização dos servidores.

Pivetta reagiu imediatamente.

O governador classificou Wellington como “especialista em maldades” e contrapôs as críticas lembrando sua experiência de três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde.

Na sequência, Pivetta levou o embate para o histórico político do adversário e para a situação encontrada pelo atual grupo político quando assumiu o comando do Estado.

Segundo Pivetta, ele e o ex-governador Mauro Mendes assumiram Mato Grosso em uma situação financeira difícil, inclusive com salários atrasados.

“O povo lembra como era Mato Grosso do governo que você participava”, disparou Pivetta.

O ataque ficou ainda mais pesado quando o governador citou o ex-governador Silval Barbosa.

“O senhor fazia grandes negócios com o Silval, tanto é que foi delatado por ele”, afirmou Pivetta durante o confronto.

Pivetta ainda acrescentou outra provocação ao adversário: “O senhor também foi expulso do Dnit por Bolsonaro”, disse.

As declarações transformaram o confronto entre os dois candidatos em um dos momentos mais ásperos do debate e colocaram novamente episódios do passado político no centro da disputa eleitoral.

WELLINGTON REBATE E ATACA EDUCAÇÃO

O embate entre Pivetta e Wellington já havia ganhado força quando o governador questionou o senador sobre educação.

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Pivetta afirmou que a administração estadual promoveu uma transformação no setor durante a gestão iniciada com Mauro Mendes.

Wellington respondeu dizendo que ajudou a aproximar Mauro Mendes do então ministro da Economia Paulo Guedes para viabilizar financiamento destinado a investimentos na educação.

Na sequência, porém, o candidato do PL passou ao ataque e levantou suspeitas sobre supostos desvios no setor durante a passagem do ex-secretário Alan Porto.

Wellington afirmou que existem denúncias relacionadas à merenda e a livros e disse que a Polícia Federal estaria acompanhando o assunto. As declarações foram apresentadas pelo candidato durante o debate, sem que, naquele momento, houvesse julgamento ou comprovação das acusações citadas.

OUTROS CANDIDATOS TAMBÉM PRESSIONAM WELLINGTON

Wellington também enfrentou questionamentos de outros adversários.

Rafaell Milas citou as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida e afirmou que o senador teria sido mencionado em investigações. Durante a provocação, Milas utilizou o termo “melancia” e chegou a ironizar a gravata verde usada pelo candidato do PL.

Wellington reagiu chamando o adversário de “candidato de aluguel” e afirmou que jamais sofreu condenação judicial. Segundo o senador, os ataques teriam como objetivo desgastar sua imagem durante a disputa eleitoral.

Outro confronto ocorreu quando Wellington questionou Maurício Coelho sobre episódio relacionado à violência doméstica. Coelho defendeu o direito ao contraditório e afirmou que qualquer pessoa que tenha o nome envolvido em um caso dessa natureza precisa apresentar explicações públicas.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ENTRA NO CENTRO DO DEBATE

O enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio também ocupou espaço importante.

Natasha questionou Pivetta sobre a proposta de criar uma espécie de “ficha suja” para agressores de mulheres, impedindo que pessoas enquadradas nesses casos ocupem cargos públicos.

Pivetta respondeu que incorporaria a proposta ao seu programa de governo.

“Tenho 67 anos e quatro filhas e nunca cometi violência contra nenhuma mulher”, declarou.

O governador também citou ações desenvolvidas pelo Estado voltadas às vítimas de violência doméstica, entre elas botão do pânico, acompanhamento, auxílio financeiro e aluguel, além de iniciativas habitacionais destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Sargento Laudicério também questionou Pivetta sobre o tema, enquanto Rafaell Milas defendeu a criação de protocolos para retirar mulheres vítimas de violência do contato com seus agressores e ampliar o acolhimento das famílias atingidas pelo feminicídio.

SEGURANÇA, SERVIDORES E ECONOMIA

O debate ainda passou por segurança pública, endividamento dos servidores, incentivos fiscais, agroindustrialização, emendas parlamentares e política tributária.

Natasha defendeu aumento do contingente policial e do número de presídios, utilização de câmeras de segurança e integração com instituições federais para combater organizações criminosas. A candidata também defendeu medidas destinadas a atingir financeiramente as facções e combater a lavagem de dinheiro.

Questionado sobre o superendividamento de servidores estaduais, Pivetta afirmou que encaminhou medida à Assembleia Legislativa estabelecendo limite de comprometimento salarial e disse que abusos cometidos na concessão de empréstimos seriam corrigidos.

Na área econômica, Pivetta questionou Natasha sobre a industrialização da produção mato-grossense. A candidata defendeu ampliar o processamento de matérias-primas produzidas no Estado, citando setores como couro, mineração e algodão.

Maurício Coelho, por sua vez, defendeu auditoria na política de incentivos fiscais, enquanto Sargento Laudicério abordou reestruturação tributária e valorização das forças de segurança.

PRIMEIRO GRANDE CONFRONTO DA CAMPANHA

Com cinco blocos previstos, o debate abriu oficialmente uma nova etapa da corrida pelo Palácio Paiaguás, colocando os candidatos frente a frente e permitindo confrontos diretos.

Mas foi o duelo entre Pivetta e Wellington que concentrou alguns dos momentos de maior temperatura política, com os dois principais adversários levando para o palco do debate acusações sobre gestão, servidores, educação e episódios do passado.

Ao mencionar Silval Barbosa e a passagem de Wellington pelo Dnit, Pivetta procurou deslocar a discussão da cobrança sobre sua atual administração para o histórico político do adversário. Wellington, por sua vez, respondeu atacando áreas da atual gestão e levantando suspeitas sobre a educação.

O tom apresentado neste primeiro encontro sinaliza que a campanha pelo Governo de Mato Grosso deverá entrar em uma fase ainda mais dura, marcada pelo confronto direto, cobranças sobre o passado e questionamentos sobre a capacidade de cada candidato para comandar o Estado.

Veja o debate 

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