POLÍTICA MT

ALMT promove debate para discutir fiscalização de iscas vivas em Mato Grosso

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Em atendimento ao setor da pesca, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta terça-feira (12), na sala 227, reunião ampliada para debater sobre a fiscalização de iscas vivas no estado. De iniciativa do deputado Wilson Santos (PSD), o encontro reuniu representantes de pescadores, comerciantes, Polícia Militar de Proteção Ambiental e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA).

Wilson Santos explicou que recebeu reclamações de pescadores e catadores de iscas sobre arbitrariedades durante a fiscalização da Polícia Ambiental. E destacou a importância do diálogo para resolver os conflitos e convidou o comandante do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, para esclarecer os fatos a fim de evitar futuros casos de violência, abuso ou intolerância.

Ressaltou que os pescadores profissionais enfrentam grandes dificuldades, não possuem vínculo formal de trabalho nem benefícios como 13º salário, e não devem sofrer agressões ou desrespeito enquanto buscam sustento para suas famílias. “Queremos construir um entendimento para que, daqui para frente, não haja mais violência, abuso ou intolerância contra trabalhadores da pesca, que já enfrentam enormes dificuldades para sustentar suas famílias”, afirmou o deputado Wilson.

Leia Também:  Lúdio propõe manter proibição de mineração no Pantanal

A presidente da Associação do Segmento da Pesca (ASP), Nilma Silva Santos, explicou que houve fiscalização arbitrária e truculenta, especialmente na Baixada Cuiabana. Ela relatou casos de apreensão e soltura de iscas vivas, como a devolução de duas mil tuviras, com base em supostos critérios de tamanho. “Não somos contra a fiscalização, mas exigimos que ela seja feita de forma legal e respeitosa. O pescador é o elo mais fraco e está sendo humilhado e prejudicado economicamente”, afirmou.

Comerciante de iscas vivas há 30 anos, em Santo Antônio de Leverger, Luís Fernando Rasquel, também relatou prejuízos e multas que, segundo ele, resultaram de operações ilegais. Contou que teve mercadorias apreendidas, inclusive minhocas, e equipamentos danificados por fiscais. “Queremos apenas que a lei seja cumprida. Se é proibido, que se puna dentro da legalidade, mas sem destruir o trabalho de quem está regularizado”, disse.

Contudo, o comandante, tenente-coronel Fagner, explicou que a fiscalização segue controle externo rigoroso da Corregedoria e do Ministério Público, e que a corporação está aberta a apurar eventuais arbitrariedades. “Nosso papel é aplicar a lei e, ao mesmo tempo, buscar formas de abordagem que não desrespeitem a população. Somos parceiros da sociedade e combater a desinformação é fundamental. É importante esse diálogo porque todo combate a desinformação é positivo”, ressaltou.

Leia Também:  Disque-denúncia animal criado por Ulysses Moraes ajuda a combater o maus-tratos em Mato Grosso

Da mesma forma, o coordenador de Fiscalização de Fauna da SEMA, Alan Assis também destacou o diálogo. Explicou que a fiscalização de iscas vivas é realizada no local de captura, no transporte e nos pontos de comércio, verificando documentos do pescador e do comerciante, bem como a origem do produto. E que, no caso das minhocas, a legislação nacional as classifica como animais silvestres, exigindo licenciamento e autorização para captura e comercialização.

“Muitas apreensões recentes ocorreram porque o produto não tinha nota fiscal nem comprovação de origem, caracterizando ilegalidade e resultando em sanções administrativas e criminais”, afirmou Assis.

Wilson Santos reforçou que a ALMT acompanhará a questão para garantir o cumprimento da lei e a proteção dos direitos dos trabalhadores. “O diálogo é o caminho para evitar conflitos e assegurar que a fiscalização seja eficiente, justa e dentro da legalidade”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Vídeo apócrifo que circula na rede contrapõe discurso de Natasha e aproximação com Emanuel Pinheiro 

Material que circula em grupos de WhatsApp confronta declaração em que candidata afirma que não “passaria a mão” em ninguém com imagens de aproximação e pedido de apoio ao ex-prefeito de Cuiabá

Um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp passou a ser utilizado no embate eleitoral em Mato Grosso ao confrontar declarações e imagens da candidata ao Governo do Estado Natasha Slhessarenko (PSD) sobre sua relação política com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, seu correligionário.

O material, em formato de montagem, recupera inicialmente uma entrevista na qual Natasha defende uma postura de independência e afirma que não iria “passar a mão” em ninguém. A fala é apresentada pelos responsáveis pelo vídeo como uma referência à relação da candidata com Emanuel e como demonstração de um discurso de renovação política.

Na sequência, a montagem apresenta outro momento, no qual Natasha aparece próxima e abraçada com Emanuel Pinheiro. No registro, a candidata demonstra cordialidade e pede o apoio do ex-prefeito, afirmando: “conto com você, conto com o seu apoio”.

É justamente a contraposição entre os dois episódios que sustenta a mensagem do vídeo.

Quem compartilha o material procura questionar o discurso de renovação apresentado pela candidata, argumentando que, apesar de buscar representar uma alternativa às forças políticas tradicionais, Natasha mantém proximidade com Emanuel, que administrou Cuiabá por dois mandatos e pertence ao mesmo partido da candidata.

Leia Também:  Programa de arrecadação de alimentos para entidades beneficentes será lançado nesta segunda-feira (2), na ALMT

A montagem tenta, dessa forma, estabelecer uma contradição entre o discurso de independência adotado por Natasha e a busca pelo apoio político do ex-prefeito.

O vídeo, no entanto, deve ser analisado dentro do contexto da disputa eleitoral. A edição reúne momentos distintos para defender determinada interpretação política. As imagens comprovam a existência do encontro e da manifestação de apoio registrada, mas, por si só, não permitem concluir a existência de qualquer acordo além da aproximação política exibida.

Além disso, Natasha e Emanuel são filiados ao PSD, o que naturalmente coloca ambos dentro de uma mesma estrutura partidária e torna possíveis encontros e articulações durante a campanha.

Ainda assim, o episódio abre espaço para um questionamento que deverá ser explorado pelos adversários: até que ponto Natasha conseguirá sustentar uma candidatura identificada com o “novo” enquanto divide espaço político e busca apoio de lideranças que já ocuparam posições de destaque no cenário estadual e municipal.

Com a campanha avançando, vídeos como esse mostram que a disputa pelo Governo de Mato Grosso não ficará restrita aos palanques. Nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, declarações, encontros e imagens dos candidatos passam a ser recuperados, editados e confrontados, transformando-se em instrumentos da guerra de narrativas da eleição de 2026.

Leia Também:  Moradores do São Matheus recebem Botelho e fazem reivindicações

Veja o video 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA