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ALMT leva projeto “Educação Legislativa em Movimento” à Escola Cesário Neto

A Secretaria de Escola e Memória do Legislativo, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta (22) e sexta-feira (23), um ciclo de palestras do projeto “Educação Legislativa em Movimento”, na Escola Cesário Neto, em Cuiabá.

O projeto tem como missão aproximar o Parlamento da sociedade, promovendo ações educativas e interativas com os jovens valorizando o papel da Assembleia Legislativa na construção da cidadania, e tem como público-alvo estudantes do ensino médio. Foram apresentadas aos alunos a História do Legislativo, palestras sobre política, cidadania e empreendedorismo, dicas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prevenção à violência, combate às drogas, oficinas temáticas e exposições.

“O projeto visa aproximar a Assembleia da sociedade, levando o Parlamento para dentro das escolas. São palestras simultâneas, o público-alvo é toda a escola, mas a gente está focando no 9º ano ao 3º ano”, revelou a coordenadora do projeto, Adriane Silva.

Para o diretor da Escola Estadual Cesário Neto, Wágner Mônantah, o projeto é importante para as escolas públicas de Mato Grosso, e destaca a parceria com o Poder Legislativo.

“Nós temos sempre muita colaboração por parte da Assembleia dos movimentos que propomos aqui na escola. Nós temos uma sala de Educação e Jovens e Adultos funcionando dentro da própria sede da Assembleia Legislativa (na Escola do legislativo) que acolhe os nossos estudantes e contribui para essa formação da educação de jovens e adultos. O ciclo de palestras apresenta uma programação que dimensiona os trabalhos já executados em sala de aula”, disse Mônantah.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O diretor lembrou também que a Escola Cesário Neto trabalha com o empreendedorismo. “Nós temos alunos da educação de jovens e adultos que são empreendedores, que precisam de uma atenção, de um olhar, de uma comunicação assertiva e que incentive também os estudantes a continuarem produzindo e construindo saberes que movimentam essa organização de trabalho que eles já têm construída e que, às vezes, a escola não consegue contemplar isso na íntegra”, colocou ele.

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“Abraçamos o projeto quando nós fomos requisitados para aceitar essa iniciativa. A Escola do Legislativo conseguiu colocar as demandas que nós temos. O projeto casava exatamente com as problemáticas que temos. Então, para nós, é viável projetos que consigam abraçar as especificidades da Cesáreo Neto, que é uma escola que trabalha a educação de jovens e adultos, ensino regular e ensino médio” destacou Mônantah.

O servidor da ALMT, Gabriel Lucas, palestrou sobre “Política e Cidadania” falando aos alunos sobre o funcionamento do Poder Legislativo e o trabalho desenvolvido pelos deputados.

“Estou muito honrado de poder participar do projeto, falando um pouco sobre política e cidadania. É uma fala bem leve, até porque os alunos são jovens, então a gente conceitualiza de um jeito prático. Através dessa dinâmica, a gente mostra para eles que eles estão discutindo com os amigos, estão fazendo uma política real, no dia a dia. Então a gente tenta trazer esse conceito de que a política acontece a todo momento na vida das pessoas”, comentou Lucas.

A professora de Língua Portuguesa e palestrante de “competência de redação para o Enem”, Talita Cristina Figueiredo, disse que o projeto tem conteúdo pedagógico que pode ajudar os estudantes com a prova de redação.

“A redação do Enem às vezes assusta os alunos porque eles não sabem como proceder, o que vai ser avaliado, o que tem que ter na redação, o que não pode ter. Então, a gente traz para eles essas informações. Também falamos as cinco competências do Enem que o corretor avalia, o que pode escrever, o que leva nota zero, o que o aluno tem que evitar. Trazemos essas informações básicas, explicando como é feita a correção, o que contribui para o estudante ficar mais tranquilo com a redação”, esclareceu ela.

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Para a aluna da Educação Jovens e Adultos (EJA), Maria de Fátima Barros, aprovou o projeto. “Foi muito importante para todos nós. É uma aprendizagem única. Todas as palestras que assisti até agora foram boas e gostei de todas elas. Ficamos atentos para ganhar mais experiência e sabedoria”, disse ela.

Projeto – De acordo com o cronograma da Escola do Legislativo, o projeto visitará duas escolas por mês, uma no interior e uma na capital. “Por enquanto, vamos trabalhar com foco na capital. Se a escola quiser participar, ela pode requisitar a visita por meio da Escola do Legislativo”, explicou Adriane. Para mais informações, o telefone da Escola é o (65) 3313-6930.

O projeto é incluído no calendário do Plano Pedagógico Anual (PPA)( da Escola do Legislativo em conformidade à Resolução N° 4.462 de 20.04.2016, publicada no Diário Oficial de 25.04.2016 que dispõe sobre a criação do Programa Estudante Cidadão, no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.

Cesário Neto – Localizada no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, a Escola Cesário Neto tem 1200 estudantes e conta com estrutura completa de ensino nos períodos matutino, vespertino e noturno.

Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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