SAÚDE PÚBLICA CUIABANA
Governo incorpora Santa Casa à rede estadual e reforça expansão hospitalar em Mato Grosso ” mais um hospital na rede estadual destaca Mauro “
Mauro Mendes destaca que aquisição garante continuidade dos serviços e amplia estrutura pública de atendimento; Pivetta afirma que unidade passa a integrar patrimônio do povo mato-grossense
A compra da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá pelo Governo de Mato Grosso representa um dos principais movimentos de fortalecimento da rede pública estadual de saúde nos últimos anos. A avaliação foi feita pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, durante visita à unidade ao lado do governador Otaviano Pivetta.
Segundo Mauro, a aquisição do prédio garante que a população mato-grossense passe a contar oficialmente com mais um hospital estadual, ampliando a capacidade de atendimento e assegurando a continuidade dos serviços prestados pela tradicional instituição.
“Tomamos juntos essa decisão. Agora o Estado fez o cheque, pagou e comprou a Santa Casa para Mato Grosso. A população passa a ter mais um hospital estadual na rede”, afirmou.
Otaviano Pivetta ressaltou que a incorporação da unidade representa a preservação de um patrimônio histórico da saúde mato-grossense. Para o governador, a Santa Casa passa a integrar definitivamente a estrutura pública estadual, fortalecendo o atendimento de alta complexidade.
“Definitivamente a Santa Casa é patrimônio do povo de Mato Grosso. Ela passa a fazer parte da rede estadual de hospitais e continuará prestando serviços essenciais à população”, declarou.
Durante a visita, Mauro Mendes relembrou o cenário encontrado em 2019, quando a Santa Casa enfrentava grave crise financeira e chegou a interromper suas atividades por cerca de 60 dias. Na ocasião, o Governo do Estado assumiu a gestão da unidade, promoveu reformas e garantiu a retomada dos atendimentos.
O ex-governador destacou ainda que o prédio estava prestes a ser leiloado para pagamento de dívidas trabalhistas, o que levou o Estado a participar do processo de aquisição para assegurar a continuidade dos serviços hospitalares.
Referência em áreas como cardiologia, oncologia e pediatria, a Santa Casa é uma das instituições mais tradicionais do Estado, acumulando mais de dois séculos de serviços prestados à população.
A compra da unidade se soma a uma série de investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na área da saúde, incluindo a entrega do Hospital Central, em Cuiabá, e a implantação de novas unidades hospitalares regionais.
Segundo Mauro Mendes, a expectativa é ampliar ainda mais a rede nos próximos meses com a inauguração de novos hospitais, entre eles as unidades de Tangará da Serra, Confresa, Juína e a conclusão do Hospital Universitário Júlio Müller.
Para o governo estadual, a aquisição da Santa Casa simboliza não apenas a preservação de um patrimônio histórico, mas também o fortalecimento da capacidade de atendimento da saúde pública mato-grossense, consolidando uma nova etapa de expansão da rede hospitalar estadual.
POLÍTICA MT
Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio
Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores
Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.
Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.
As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.
“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.
Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.
“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.
A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.
Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.
Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.
O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.
A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.
*Do combate à prevenção*
As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.
A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.
Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.
“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.
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