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Ação do deputado Botelho contempla mais 287 famílias do Residencial 8 de Março com escrituras de propriedade

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Mais um importante passo foi dado na regularização fundiária, em Várzea Grande. Desta vez, mais 287 famílias do Residencial 8 de Março receberam as escrituras definitivas de propriedade. O evento de entrega dos documentos foi realizado na noite de terça-feira (15), no Ginásio Poliesportivo Antônio Sotéro de Almeida, no bairro Parque do Lago.

Ao todo, serão disponibilizados 444 títulos definitivos, registrados em cartório, para os moradores contemplados. A ação é fruto do trabalho do deputado Eduardo Botelho (União) e sua equipe técnica, que há anos vêm realizando a regularização documental de áreas urbanas e rurais, em Mato Grosso. Para 2025, estão previstos investimentos na ordem de R$ 17 milhões, que contemplarão um total de 15 bairros na cidade industrial.

Durante as entregas das escrituras, autoridades se reuniram no dispositivo de honra, onde foi destacado o trabalho parlamentar do deputado Botelho, que tem se dedicado a essa política pública, contemplando mais de 100 mil famílias no transcorrer de sua atuação no Parlamento Estadual.

“Esse trabalho, liderado pelo deputado Eduardo Botelho, vem dando muitos frutos e dará muito mais. Essa parceria da Assembleia Legislativa, Governo do Estado, por meio do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg), tem sido muito forte e certeira. Juntos faremos muito mais”, exclamou o coordenador do setor de Regularização Fundiária do gabinete do deputado Eduardo Botelho, Euclides dos Santos.

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Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Para o governador Mauro Mendes, o trabalho coletivo garante agilidade ao processo. “Vocês estão de parabéns pela entrega, aqui, hoje. Quando os poderes constituídos se unem em benefício da população, tudo acontece”, enfatizou.

Já para o presidente do Intermat, Francisco Serafim, o ato representa um avanço importante, visto que a maioria dos contemplados dificilmente teria condições financeiras para custear os documentos. “Ficaria em torno de R$ 8 a R$ 12 mil para regularizar a propriedade. Então, isso é dar mais dignidade para essas famílias, é também segurança jurídica para cada um deles que receberam seus títulos”, destacou.

Seguindo a mesma linha de pensamento, o diretor de Regularização Fundiária Urbana do Intermat, Erivelto Vieira, afirmou que, com os documentos definitivos em mãos, será mais fácil investir no imóvel, fazer uma ampliação ou reforma, por exemplo. “Ter o documento definitivo de propriedade é ter segurança jurídica. Para quem deseja buscar crédito, como financiamentos, na rede bancária, a aprovação se torna mais fácil”, afirmou.

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Para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), todo o empenho do deputado Botelho nessa ação tem feito a diferença na vida dos moradores. “Agradeço imensamente ao deputado por ter encampado, aqui em Várzea Grande, essa emenda de R$ 17 milhões, que está mudando para melhor a vida de milhares de várzea-grandenses, no campo da regularização fundiária”, enfatizou.

Para as famílias contempladas, o momento representa um sonho realizado após mais de duas décadas de espera. É o caso da aposentada Gerusa Rosa da Silva, de 80 anos. “Eu sonhava tanto com esse momento. É muita felicidade para mim e minha família”, disse.

A alegria por ter em mãos a tão desejada escritura de propriedade também foi compartilhada pela professora Laudia Aparecida do Nascimento. “Eu já conhecia o trabalho do deputado Botelho, sempre confiei e sabia que um dia eu ia, realmente, conseguir esse documento. Agora é só felicidade”, destacou.

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Fonte: ALMT – MT

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Em debate quente, Wellington e Natasha miram Pivetta, que reage: “jogo combinado”

Governador também critica trajetória política de senador e enfrenta adversários em discussões sobre saúde, habitação, incentivos fiscais e obras

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Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso participaram, na noite desta terça-feira (29), de um debate promovido pela TV Centro América. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram propostas e trocaram críticas em discussões que envolveram saúde, segurança, funcionalismo público, infraestrutura, habitação e incentivos fiscais.

Logo no primeiro bloco, a saúde esteve entre os principais assuntos. Pivetta questionou Natasha sobre as prioridades para o setor. A candidata afirmou que pretende reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos e defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos. Também apresentou propostas relacionadas às creches, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação do efetivo policial.

Na resposta, Pivetta destacou investimentos realizados durante a atual gestão e citou a abertura da Santa Casa, do Hospital Central e do Hospital Regional de Alta Floresta. O governador também afirmou que o tempo médio de espera na rede estadual teria diminuído. Natasha contestou os números apresentados e afirmou que ainda existe uma grande demanda reprimida por atendimentos. 

O confronto entre Pivetta e Wellington ganhou força quando o governador questionou a trajetória política do senador. Pivetta afirmou que o adversário participa frequentemente de eleições e declarou que, para ele, “eleição é a safra”. Wellington respondeu dizendo que considera a atividade política uma forma de serviço público e destacou seus 36 anos de atuação.

No segundo bloco, Wellington questionou Natasha sobre medidas para combater a criminalidade. A candidata defendeu concursos para ampliar o efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de proteção às mulheres, incluindo a Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

A habitação também provocou confronto. Pivetta afirmou que o governo já viabilizou cerca de 40 mil moradias e que busca autorização para contratar R$ 1,5 bilhão em financiamentos para novas construções. Wellington criticou a destinação de recursos e voltou a questionar a política de incentivos fiscais do Estado. 

O tema levou Pivetta a cobrar Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que empresas de sua família receberam incentivos fiscais. O senador negou ter recebido o benefício e desafiou o governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal. As acusações e respostas foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o debate. 

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Outro momento de tensão ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo uma ex-esposa, episódio que ganhou repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico em 2021. O governador afirmou que foi inocentado e aproveitou o espaço para destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres, entre elas a criação do Gabinete da Mulher, Patrulhas Maria da Penha e estruturas especializadas de atendimento.

Na sequência, os candidatos discutiram infraestrutura. Wellington questionou Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele lembrou que o projeto, originalmente concebido como VLT, foi retomado como BRT e ainda não havia sido concluído.

Natasha criticou o andamento das obras e defendeu um sistema de transporte público mais moderno e sustentável. Pivetta, por sua vez, afirmou que o primeiro trecho do BRT está em fase de conclusão, com as estações em construção. 

O debate também registrou troca de críticas sobre alianças políticas. Natasha rebateu a classificação de “velha política” e lembrou que Pivetta e Wellington foram aliados na eleição anterior. Ela também citou a relação política entre integrantes dos grupos dos dois candidatos.

No terceiro bloco, turismo e funcionalismo público entraram na discussão. Wellington defendeu a criação de programas de incentivo ao setor turístico, com qualificação profissional, crédito para pousadas e hotéis e estímulo à navegação dos rios. O senador também citou a possibilidade de ampliar a integração de Mato Grosso com países sul-americanos por meio de uma ligação de Vila Bela da Santíssima Trindade com o Oceano Pacífico. 

Na discussão sobre os servidores públicos, Natasha e Wellington afirmaram que pretendem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) que não foi concedida no período da pandemia. Natasha citou o percentual de 18,38% e afirmou que pretende estabelecer um cronograma para quitar o valor. Wellington também defendeu a valorização do funcionalismo e criticou a situação dos servidores. 

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No quarto e último bloco, os incentivos fiscais voltaram ao centro do debate. Natasha questionou Pivetta sobre renúncias fiscais e mencionou o valor de aproximadamente R$ 500 milhões que, segundo ela, teria deixado de entrar nos cofres públicos após o início da gestão. Pivetta defendeu a política de incentivos e afirmou que os benefícios seguem critérios legais e passam pela atuação da equipe econômica do Estado. 

Em seguida, Pivetta questionou Wellington sobre a promessa de pagar a RGA aos servidores e classificou a proposta do senador como “mentirosa”. Wellington respondeu citando a necessidade de valorização do funcionalismo e afirmou que o último Plano de Cargos e Carreiras foi elaborado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira.

Na parte final, Wellington voltou a questionar Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. O senador lembrou que o projeto foi retomado em 2020 como BRT e afirmou que a obra ainda não havia sido concluída, apesar de uma previsão anterior de entrega. Natasha concordou com as críticas e defendeu a necessidade de modernização do transporte público.

O encerramento também foi marcado por críticas políticas. Pivetta afirmou que os adversários haviam se unido para atacá-lo e classificou a atuação dos dois como um “jogo combinado”. Wellington destacou sua trajetória política e defendeu uma administração baseada no diálogo e em um “governo humano”. Natasha, por sua vez, encerrou sua participação criticando problemas na saúde, feminicídios e outras questões que considera prioritárias para Mato Grosso.

O debate ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reuniu os três candidatos em quatro blocos de perguntas e respostas. 

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