ELEIÇÕES 2026 | BANCADA DO PL EM PESO

Abilio Brunini prevê impeachment de Lula em menos de seis meses caso presidente vença eleição

Prefeito de Cuiabá afirma que uma maioria conservadora no Congresso dificultaria a governabilidade de um eventual novo mandato petista; afastamento, porém, depende de requisitos constitucionais e votos parlamentares.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá sofrer um processo de impeachment em menos de seis meses caso vença o segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita na terça-feira (13), durante uma coletiva de imprensa.

Segundo Abilio, a composição do Congresso Nacional, com o Partido Liberal (PL) entre as maiores bancadas, dificultaria a governabilidade de um eventual novo mandato do petista. Para o prefeito, a esquerda já teria perdido força política no Legislativo.

“A esquerda não vai ganhar. Ela já perdeu, na verdade. A gente tem maioria no Senado, maioria na Câmara, a esquerda já perdeu. Se caso acontecer, o Lula virar presidente, vamos supor que isso acontecesse, não tem governabilidade, acabou”, declarou.

Abilio também defendeu a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República e relacionou a disputa eleitoral à possibilidade de afastamento de Lula.

“Acabou a governabilidade da esquerda. Ele sofre impeachment em menos de seis meses. Então essa eleição é uma eleição para pacificar o país, nós precisamos eleger o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

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Como funciona o impeachment

Apesar da previsão feita pelo prefeito, a composição das bancadas parlamentares, por si só, não determina o afastamento de um presidente da República. O processo de impeachment depende de procedimentos constitucionais específicos e do cumprimento dos requisitos legais.

Na Câmara dos Deputados, a autorização para a instauração do processo exige o apoio de dois terços dos parlamentares, o equivalente a 342 dos 513 deputados federais.

Depois dessa etapa, cabe ao Senado Federal julgar o presidente. Para uma condenação por crime de responsabilidade, são necessários dois terços dos votos dos senadores, ou seja, 54 dos 81 integrantes da Casa.

Assim, embora o PL tenha representação expressiva no Congresso Nacional, a abertura e a conclusão de um processo de impeachment dependem de apoio parlamentar suficiente e do cumprimento das regras constitucionais. O resultado de uma eleição não provoca automaticamente o afastamento do presidente.

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Mauro Mendes nega articulação para assumir Ministério da Agricultura em eventual governo Flávio Bolsonaro

Senador eleito por Mato Grosso classifica possibilidade como “especulação”, nega conversas com o candidato do PL e afirma que está concentrado na atuação no Senado Federal.

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O senador eleito por Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) negou ter negociado uma possível indicação para o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o candidato vença o segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita na terça-feira (13), durante entrevista à imprensa.

Ex-governador de Mato Grosso, Mendes classificou as informações como “especulação” e afirmou que nunca recebeu qualquer sinalização sobre a possibilidade de ocupar o cargo no governo federal.

“Para mim é meramente especulação, nunca ouvi falar nada a respeito, não posso falar sobre especulação, eu tenho muito cenário concreto para pensar sobre ele”, declarou.

Mauro também ressaltou que não considera adequado fazer projeções sobre a composição de um eventual governo, já que não ocupa a Presidência da República e ainda se prepara para assumir o mandato parlamentar.

“Primeiro, eu não sou presidente, então eu não posso pensar como presidente, tenho que pensar como cidadão que sou hoje e como senador eleito que vou tomar posse e que vou trabalhar no Senado Federal”, afirmou.

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O senador eleito disse que pretende direcionar seus esforços à futura atuação no Congresso Nacional e descartou dedicar tempo a assuntos que considera incertos.

“É assim que eu penso e assim que eu estou dedicando as minhas energias. Eu não sou um cara que fica gastando energia por coisas desnecessárias, tem que pensar diferente disso”, concluiu.

Com a declaração, Mauro Mendes afastou, ao menos publicamente, a hipótese de integrar o primeiro escalão de um eventual governo Flávio Bolsonaro e reforçou que sua prioridade é o mandato no Senado Federal.

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