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Uso de cigarros eletrônicos agora é proibido em ambientes coletivos

O uso de cigarros eletrônicos passa a integrar o rol de itens proibidos de serem utilizados em ambientes coletivos, públicos ou privados, conforme preconiza a lei n° 9.256/2009. A inclusão foi confirmada com a sanção da lei n° 12.302/2023, apresentada e aprovada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A proposta foi apresentada pela então deputada estadual Sheila Klener (PSDB) durante sua passagem pelo parlamento no segundo semestre. De acordo com parlamentar, o objetivo foi atualizar o instrumento legislativo, que já estava falho com o surgimento dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), ou cigarros eletrônicos, como são conhecidos.

“Os cigarros eletrônicos são totalmente nocivos à saúde e seu uso indiscriminado é um caso de saúde pública. Um dos grupos sociais que mais são afetados com esse dispositivo é o de adolescentes, que para se sentirem pertencentes a um grupo, ou até mesmo como status, acabam usando e rapidamente se viciando nesses cigarros. Um cigarro eletrônico equivale a 20 cigarros comuns”, explica Sheila Klener.

A chamada lei antifumo mato-grossense, a lei n° 9.256/2009, estabelece normas de proteção à saúde e de responsabilidade por dano ao consumidor, nos termos do Art. 24, incisos V, VIII e XII, da Constituição Federal, para criação de ambientes de uso coletivo livres de produtos fumígenos. De acordo com a lei, cabem aos responsáveis pelos recintos de uso coletivo informar e advertir os usuários sobre a proibição, bem como tomar providência caso o infrator persista no ato.

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Sendo assim, a fiscalização sobre o cumprimento da lei é realizada pela Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) e pela Vigilância Sanitária, que fiscalizam se os estabelecimentos estão cumprindo a obrigação advertir sobre a lei por meio de placas e orientar os usuários do local, caso descumpram a lei.

De acordo com o coordenador de fiscalização, controle e monitoramento de mercado, Ivo Vinícius Firmo, a fiscalização sobre o cumprimento da lei n° 9.256/2009 ocorre de três formas, após denúncias, por meio de ações integradas com outros órgãos ou da escala de fiscalização programada. Sendo em Cuiabá e Várzea Grande realizadas pelo Procon-MT e no interior por meio do Procon municipal.

“A primeira coisa que fiscalizamos é a advertência por meio de placas, ou seja, se o local possui avisos para informar o cidadão sobre a proibição do fumo no local. Caso algum usuário fume, a orientação é que o estabelecimento o advirta e, caso insista, peça que se retire do local. Somente quando a pessoa se recusa a parar de fumar ou sair do local, é que as forças de segurança são chamadas para que a lei seja cumprida”, explica Ivo Vinícius.

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Ainda de acordo com o coordenador, desde 2011 o Procon incluiu os dispositivos eletrônicos para fumar entre os itens proibidos pela lei n° 9.256/2009 e que a atualização legislativa traz mais legitimidade para os órgãos de fiscalização.

O médico pneumologista Arlan Azevedo acredita que a medida ajuda na prevenção. “O regramento oficial dá apoio para coibir o uso de dispositivos poluentes e extremamente maléficos para a saúde, como é o cigarro eletrônico. É uma forma de proteger as pessoas de exposição à fumaça agressiva para a saúde do pulmão e outros órgãos das pessoas. O embasamento legal que desencoraja a “venda” de um produto “socialmente aceito”, o que não é para ocorrer”, defendeu o médico.

Fonte: ALMT – MT

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Mobilidade urbana: Pivetta fecha pacto com construtoras, em conversa descontraída com a população, promete entregar trecho do BRT até junho – veja o video 

Governador afirma que empresas assumiram compromisso de concluir corredor entre Várzea Grande e Cuiabá com sinalização e trânsito liberado até o fim de junho

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (13) que as empresas responsáveis pelas obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande assumiram o compromisso de concluir, até o fim de junho, o primeiro trecho operacional do sistema de transporte coletivo.

Segundo o Governo do Estado, a meta é entregar os 14 quilômetros entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a região do CPA, em Cuiabá, com a pista sinalizada, liberada e em condições de funcionamento.

Durante visita às obras, Pivetta conversou com comerciantes, trabalhadores e moradores da região afetada pelas intervenções. Em tom descontraído, o governador reconheceu os transtornos enfrentados pela população ao longo dos últimos anos e afirmou que o projeto entrou em uma fase decisiva de conclusão.

“As empresas assumiram hoje o compromisso de entregar, até o fim de junho, toda essa faixa pronta, sinalizada e liberada. Sabemos o quanto essa obra trouxe transtornos para a população de Cuiabá e Várzea Grande, mas agora estamos entrando em uma fase definitiva de conclusão”, afirmou o governador.

De acordo com ele, equipes técnicas irão acompanhar diariamente os trabalhos para garantir que o cronograma firmado com as construtoras seja cumprido. A expectativa do governo é melhorar a mobilidade urbana entre Cuiabá e Várzea Grande com a entrega do primeiro corredor exclusivo do sistema.

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O comerciante Valter, que trabalha na região da Prainha, relatou os impactos provocados pelas obras e afirmou acompanhar o andamento do projeto há mais de uma década. Segundo ele, a presença constante do governador acompanhando as intervenções traz confiança para quem convive diariamente com os transtornos.

“Estou assistindo isso desde 2011, 2012. Conheço o trabalho do senhor desde Lucas do Rio Verde e vejo que o senhor está acompanhando de perto. Isso faz a gente não se sentir abandonado”, declarou o comerciante.

Pivetta ressaltou ainda que, após a entrega deste primeiro trecho, o governo pretende avançar para os demais ramais do sistema de transporte coletivo.

“Depois dessa etapa pronta e funcionando, vamos avançar para os outros ramais que irão interligar o transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande”, completou.

O Sistema BRT (Bus Rapid Transit) está em implantação em Cuiabá e Várzea Grande com a proposta de oferecer um transporte coletivo mais rápido e eficiente. O projeto prevê corredores exclusivos para ônibus de alta capacidade, estações modernas, integração com outros modais e uma série de melhorias urbanas ao longo do trajeto.

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O primeiro corredor ligará o Terminal de Várzea Grande, próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, ao Terminal do CPA, em Cuiabá. Já o segundo ramal fará a conexão entre a região do Coxipó e o Centro da Capital, pela Avenida Fernando Corrêa da Costa.

Além dos corredores exclusivos, o projeto contempla requalificação urbana, construção de novas calçadas, drenagem, paisagismo e implantação do Parque Linear na Avenida do CPA.

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