POLICIAL
Polícia Civil prende traficantes que atuavam no bairro Novo Colorado em Cuiabá
Dois traficantes que atuavam com a venda de drogas no bairro Novo Colorado em Cuiabá foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (20.12), em ação dos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). A ação resultou na apreensão de drogas, apetrechos relacionados ao tráfico, máquina de cartão de crédito e dinheiro.
Os suspeitos de 31 e 36 anos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Um usuário também foi conduzido e responderá a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por uso de drogas.
As investigações iniciaram após diversas denúncias de que três traficantes estavam envolvidos no comércio de drogas no bairro Novo Colorado. Segundo informações, os suspeitos eram monitorados por tornozeleira eletrônica e tinham a função de guardar a droga, assim como realizar o comércio ilícito na residência.
Um dos suspeitos também atuava na modalidade delivery, utilizando uma motocicleta Honda Titan para realizar a entrega da droga. Durante monitoramento do local, os policiais flagraram um dos suspeitos entrando na residência, assim como a movimentação de usuários no local.
Diante das evidências, os policiais realizaram a abordagem de um usuário no momento em que ele saia da residência. Ao perceber a equipe de investigadores, um dos suspeitos saiu correndo pulando o muro da residência, não sendo possível alcançá-lo. Os outros dois traficantes foram encontrados na casa, sendo que um deles também tentou fugir, jogando o aparelho celular e a carteira pelo muro, mas acabou detido pelos policiais.
Em buscas na residência, os policiais encontraram uma sacola com uma balança de precisão com resquícios de entorpecentes, uma porção grande de pasta base de cocaína, uma porção de cocaína, e material utilizado para embalar a droga. Na casa ao lado, os policiais encontraram outra porção de cocaína, R$ 150 em dinheiro e material para embalo da droga.
Em outra casa nos fundos do terreno, foi localizada porção de pasta base de cocaína, munição calibre 38, maquininha de cartão, R$ 510 em dinheiro e vários materiais para embalar e armazenar drogas.
Diante dos fatos, os dois traficantes e o usuário foram conduzidos à DRE, onde após serem interrogados, foi lavrado o flagrante.
Fonte: PJC MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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