POLICIAL
Polícia Civil localiza corpo enterrado em cova rasa em Alto Taquari
A Polícia Civil localizou, nesta terça-feira (16.12), um corpo humano enterrado em cova rasa em uma área de mata fechada na zona rural do município de Alto Taquari. O cadáver estava com as mãos amarradas e indícios de decapitação.
A ação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Alto Araguaia que atuou com ajuda de um cão farejador.
Desaparecimento
Os policiais civis de Alto Taquari realizavam diligências para localizar o corpo de Carlos Henrique Silva Oliveira, de 20 anos, desaparecido desde o dia 3 de novembro de 2025. Ele saiu da residência onde estava hospedado após receber ligações telefônicas e não foi mais visto.
Segundo a investigação, o jovem foi vítima de um homicídio, bem como o crime está relacionado à atuação de uma facção criminosa instalada no município.
Com base nas informações apuradas no curso da investigação, as equipes foram até uma área que fica a cerca de 3 quilômetros do perímetro urbano de Alto Taquari.
Localização
Durante trabalho de busca e varredura no local, o cão farejador sinalizou um ponto suspeito e passou a cavar o solo. Em seguida foi realizada a escavação e encontrado um cadáver com característica compatível com a da vítima desaparecida.
Em razão do avançado estado de decomposição, a identificação oficial será realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os restos mortais foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML) para os devidos exames periciais.
Desdobramento
As investigações da Polícia Civil para apurar o desaparecimento e possível homicídio do jovem, culminaram na deflagração de duas operações policiais.
No dia 10 de novembro, foi desencadeada a Operação Parvus, para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra uma mulher, de 31 anos, suspeita de dar apoio logístico à facção investigada. Na ocasião foram apreendidos documentos, entorpecentes, uma motocicleta com sinais de adulteração e munições.
Já no dia 04 de dezembro, a Polícia Civil deflagrou a Operação Parvus II, sendo cumpridos dois mandados de prisão, um mandado de apreensão em desfavor de um menor, além de dois mandados de busca e apreensão.
Continuação
As investigações da Delegacia de Polícia de Alto Taquari continuam em andamento para esclarecer o crime, bem como para prender todos os integrantes da facção envolvidos no crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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