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Governo de MT entrega R$ 2,3 milhões em fuzis e drones ao Bope

O Governo de Mato Grosso entregou, na noite desta sexta-feira (27.3), R$ 2,3 milhões em fuzis e drones para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, durante a solenidade de formatura do 7º Curso de Ações Táticas Especiais (Cate). Treze militares de diversas regiões do estado concluíram a capacitação que durou 61 dias. A cerimônia ocorreu na sede da unidade especializada.

O Bope recebeu 25 fuzis MCX de calibre .300 e cinco fuzis de precisão de calibre .308, ambos da empresa Sig Sauer, em um investimento de R$ 1 milhão, além de cinco drones com câmeras térmicas, em um investimento de R$ 1,3 milhão. Os equipamentos, de alto desempenho, ampliam a capacidade operacional dos policiais militares em ocorrências de maior complexidade.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou a importância dos investimentos realizados pelo Estado, especialmente dentro do programa Tolerância Zero.

Além disso, o coronel Fernando ressaltou que, com a entrega dos novos equipamentos e a formação de policiais especializados, a Polícia Militar reforça sua atuação estratégica no combate à criminalidade, ampliando a presença e a eficiência das operações em Mato Grosso.

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“Só temos agradecer ao governador Mauro Mendes e ao secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, que tem priorizado a segurança pública e fortalecido nossas forças policiais. Dentro do programa Tolerância Zero, estamos ampliando a capacidade de enfrentamento às facções criminosas e garantindo mais segurança à população mato-grossense”, afirmou.

Durante a solenidade, o comandante do Bope, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis, parabenizou os 13 policiais militares pela conclusão do 7º Curso de Ações Táticas Especiais (Cate). A capacitação busca promover o aprimoramento técnico dos agentes de segurança para o desempenho de missões de alta complexidade.

“Foram 61 dias de curso, de aulas teóricas e práticas. Ali muitos conheceram seus limites e os que permaneceram aprenderam a superá-los. Em cenários de maior complexidade, o erro não é admissível. Na fase técnica, consolidaram conhecimentos especializados sobre armamentos, gerenciamento de crise, explosivos, operações helitransportadas, entre outras ferramentas indispensáveis para quem será empregado nas ocorrências mais críticas do nosso Estado. E foi exatamente nesse ambiente real, complexo e sensível, que os senhores foram colocados à prova. A partir de agora, os senhores carregam uma expectativa institucional, a confiança da sociedade e o compromisso de atuar quando todos os outros recursos já não são suficientes”, discursou o comandante do Bope, tenente-coronel Hugo.

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Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.5), a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

Na operação, é cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado. Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

Rota do tráfico

As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína.

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O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop. Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

Apreensão de entorpecentes

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e bloqueios patrimoniais

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares. Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis. O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

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Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos. O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior. A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

Nome da operação

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção criminosa e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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